Fidúcia

“É normal e totalmente seguro ter créditos sem garantias”

Sim, é muito normal os bancos emprestarem sem garantias.
Que o digam os empresários portugueses, sempre que pedem financiamento bancário: quais avais, hipotecas ou fianças?…

Não Seja Violada!

Feche as cortinas e compre um apito! – diz o governo espanhol

Tributo a Dóris Graça-Dias

doris

 

Está ainda por fazer, creio, uma Taxonomia das categorias de “Amigo” pós-facebook. A vox populi, no que concerne a este tema, não contempla, de forma assertiva, universal e comummente aceite, as novas “espécies” emergentes do conhecimento virtual e das tipologias de “afecto” do “encontro” e relacionamento por meios digitais.

A realidade re(conhecida) pela maioria não fugirá muito das categorias hierarquizadas abaixo, da mais intensa e relevante para a menos intensa e relevante:

Melhor Amigo

Amigo de Criação (dominado pela coincidência geográfica)

Amigo de “situações limite” – militares, bombeiros, etc.

Amigo de Infância, do Secundário, da Faculdade, do Trabalho

Amigos “coloridos”

Amigos “grosso modo”

Amigos “dos copos”

Conhecidos (com empatia)

Conhecidos (com antipatia)

Hostis (por razões várias)

Indiferentes (os restantes)

[Read more…]

Postcards from the Balkans #13

Lei è italiana? o un viaggio sul treno tra Spalato e Zagabria

10565119_10204795282948185_66118139906038333_n

Raras vezes me senti tão contente em abandonar um sítio, como hoje, ao sair de Split (Spalato em italiano). Contente como em feliz. Nem a mala que arrastei até à estação me pesou, nem o sol me queimou. Leveza, alívio, contentamento profundo, foi tudo o que senti. Ainda sinto, agora que estou já em Zagreb (Zagabria, em italiano), cidade que em duas ou três horas apenas me parece encantadora, humana e acolhedora. O hotel é maravilhoso (Art Hotel Like). O quarto onde estou tem uma pequena mezzanine e uma decoração muito bonita. Tem uma janela enorme que dá para o cruzamento entre a rua Vlaska e a rua Draskovica. O centro é logo ali e reina a calma. A cama é fofa e branca e, portanto, estou nas nuvens. Até ver. É certo que depois de Split qualquer sítio me pareceria o céu. [Read more…]

Hipocondria em Agosto

Não sei como é convosco, mas eu, se tenho uma dor de cabeça, penso logo que é um tumor. Isto tem razões biográficas, ou pelo menos eu gosto de justificar-me assim, cresci numa casa onde a doença andava sempre a rondar, e aos oito anos já devorava a Enciclopédia Médica do Reader’s Digest com o mesmo interesse que dedicava ao Tio Patinhas.

Gosto desse jogo que consiste em levar a vida saltitando entre a alegria quase infantil e a angústia existencial, e só não sou, se é que não sou, uma hipocondríaca insuportável porque tenho gente de quem me ocupar, o que é, de resto, o melhor que pode acontecer a um hipocondríaco.

Há dias fui ao médico por uma razão tão absurda que até tenho vergonha de contá-la. Claro que, racionalmente, eu tinha motivos para estar preocupada, há sempre motivos para uma pessoa se preocupar, que diabo. A minha maleita seria, no pior dos casos, algo que poderia matar-me, e no melhor uma coisita de nada. Os sintomas agravavam-se enquanto um funcionário ensonado teimava em escrever mal o meu nome. Eu aqui a morrer e ele a trocar letras, pensava, hão-de encontrar-me caída na sala de espera, e as minhas última palavras serão “não é com O, é com U”. [Read more…]

Sentimento de injustiça

image

Sentimento de injustiça é vermos alguém ir a tribunal por roubar um pacote de polvo no supermercado, isto sem ser anedota, e assistirmos a uma mega fraude económica, com repercussão em todos nós, sem ninguém atrás das grades.

O Credit Suisse ajudou a vender milhares de milhões de dólares de títulos das sociedades veículo offshore, compostos maioritariamente por dívida do Grupo Espírito Santo, a clientes do Banco Espírito Santo, noticiou ontem o “The Wall Street Journal”. O jornal avança que o grupo bancário suíço terá ajudado a desenhar os títulos destas sociedades veículo, do GES, que foram posteriormente vendidas a clientes do BES.Citando documentos oficiais e fontes próximas do processo, o jornal diz que muitos dos clientes desconheciam que esses veículos tinham como activos a dívida das várias entidades que compunham o Grupo Espírito Santo e que, aparentemente, serviam de mecanismo de financiamento do império da família. A informação surgiu depois de, na apresentação dos resultados do segundo trimestre, o banco ter dado conta de quatro veículos de investimento que estavam fora das contas do banco e que tiveram de ser consolidados nas contas e obrigaram à constituição de provisões consideráveis. [i online]

%d bloggers like this: