Benfica – Sporting

artur

©LUSA (http://bit.ly/1lrmXK9)

À minha frente, alguém comete a ousadia de insinuar que o Artur não consegue *rececionar a bola quando esta surge perto da baliza. Na presença de testemunhas, peço ao infractor que repita a heresia. O infractor repete, sem hesitar: “O Artur não consegue *rececionar a bola”. *Rececionar? Efectivamente: *rececionar, com –ecionar igual ao –essionar de pressionar. Isto é, [ɨsjuˈnaɾ] em vez de [ɛsjuˈnaɾ]. Aproveitando a estupefacção do infractor, saco a caneta do coldre e disparo à queima-roupa sobre a folha em branco RECEPCIONAR. Não, a culpa não é do Artur. Não, não é.

“Politicamente incorrecto”? seja…

Depois de ter falhado a tentativa de pôr os ucranianos a escolher em referendo se preferiam o imperialismo americano ou o russo, as forças “ocidentais” resolveram forçá-los de modo vário. Quando patrocinaram um governo golpista com a participação de confessos nazis, sabiam (saberiam?) qual seria resposta da terra dos heróis.

Uso estas palavras sem receio de exagero. Há muitos anos, quando estive na Ucrânia vi o que qualquer observador minimamente atento veria: a(s) diversidade(s) dessa república. A oeste, com forte presença católica (sobretudo junto à fronteira polaca) e uma história que envolveu manchas de colaboração com o nazismo; a leste um verdadeiro culto aos mártires e heróis da Grande Guerra Pátria (segunda Grande Guerra). Não admira, pois a extraordinária resistência destas populações perante o avanço das hostes nazis deixou um rasto de morte ( a maior chacina num só país na II Grande Guerra) e de feitos de coragem que ainda hoje são venerados com respeito, o que é patente nos muitos monumentos e memoriais que lembram estes eventos. [Read more…]

Para reflectir…

-Sem pretender aprofundar o alegado rapto da criança britânica encontrada em Málaga, cujos pais terão sido detidos pela polícia espanhola, deixo isso para a Justiça e seguramente iremos ouvir falar do caso durante os próximos tempos, o assunto levanta algumas questões que me parecem passíveis de reflexão.

Por um lado temos a convicção religiosa que poderá ter estado na base da acção desesperada dos progenitores, envolvendo a família. Supostamente rejeitam o tratamento médico a que a criança estaria a ser submetida. O que nos poderá levar longe na discussão, se extrapolarmos da saúde para educação e não só. Será legítimo que os progenitores se submetam às decisões do Estado, que supostamente sabe o que é melhor para nós? Há algum tempo tivemos outro episódio em que pais convictamente vegetarianos, terão negligenciado os superiores interesses da criança.

Por mim, embora respeite a fé de cada um, bem como a sua Liberdade de orientação política, social ou qualquer outra, afinal defendo que o indivíduo está antes da sociedade, não podem ser colocados em causa os direitos de terceiros. E até mesmo um filho não é propriedade dos progenitores. É uma terceira pessoa. Por muito que custe aos pais, ou pelo menos a alguns, que gostariam de ver os filhos seguir as carreiras, religiões ou clubes a que pertencem, não raras fezes como forma de alcançar o sucesso onde eles próprios fracassaram, a verdade, doa a quem doer, é que todos os seres humanos nascem livres, únicos…

 

O Suicídio

suicidio-pontes-portoA sociedade aprende o quê com isto?