Colégios privados habituados à mama


Lembram-se da trupe que anda sempre a reclamar por menos Estado? Menos dinheiro dos contribuintes, como costumam dizer, para isto e para aquilo?

Esqueçam.

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Habituados à mama dos negócios à conta do Estado, agora choram porque um governo decidiu cortar nas gorduras. Mas mesmo nas gorduras e não nos salários e nas pensões, como fizeram esses que antes anunciaram cortes nas gorduras.

Há a possibilidade real do Estado reduzir a despesa, cortando em serviços de que não precisa – as escolas privadas onde há oferta pública. E que dizem os liberais do encosto ao Estado? Que não pode ser, pois precisam de liberdade de escolha. Como sabem, liberdade implica responsabilidade, logo peguem na carteira e assumam a responsabilidade da sua escolha. Tenho a certeza de que ninguém os impedirá.

O que está em causa é algo diferente. É a concepção de que o “dinheiro dos contribuintes” deverá ser gasto para proporcionar escolas de luxo a quem conseguir nelas ser aceite, em detrimento da ralé que se deve contentar com um serviço público onde a escola não passa de um depósito de crianças.

Porque é de segregação que se trata. Vejamos, se as escolas privadas não seleccionarem os alunos, todos os pais as poderão escolher e, num ápice, a escola privada em nada deferirá da escola pública. As escola privada é diferente porque tem a capacidade de seleccionar os alunos que vai aceitar, residindo neste aspecto o maior factor de sucesso nos famosos rankings.

Não se julgue que é algo de novo, pois é o que existe nas sociedades modelo destes liberaizinhos, como UK e USA.

A campanha da direita habituada aos negócios assegurados pelo Estado está na estrada. Pouco lhe importa as contradições ideológicas, como quando nuns casos defendem menos Estado, mas noutros, como neste dos colégios privados, defendem mais Estado, para pagar esses colégios. Que se salvem os colégios privados, sejam ou não precisos no sistema educativo.

Outra coisa fantástica é o recurso aos tribunais para travar a redução de despesa do Estado. Há coisas fantásticas, não há? Vamos falar de rendas?

Como diria Pinóquio Coelho, habituem-se. Saiam da zona de conforto. Olhem, emigrem.

Comments

  1. Este artigo é de morrer a rir.Então o articulista diz:«a ralé deve contentar com serviço Publico onde a escola não passa de um depòsito de crianças»;também não è tanto assim….para o buraco que estamos a ir ,não me admiro que serà assim.

    • j. manuel cordeiro says:

      Ainda bem que o divertiu. Só é pena que não o tenha instruído quanto à ironia. Já agora, o jo deve ter chumbado na prova de ditado e cópia, ente outras, como gramática e lógica.

  2. Fernando Cerdo says:

    Não será isto uma primeira etapa para a total comunização e sovietização do ensino em Portugal, negando a realidade das CLASSES SOCIAIS à maneira típica de marxistas que estão a fazer uma luta de classes contra as classes superiores? A verdade é que são nestes colégios que se encontram os MELHORES alunos do país e por isso o Estado tem o dever de subsidiar os MELHORES, contunuando no entanto a manter umas escolas públicas com serviços mínimos para as classes inferiores. A Direita em Portugal é uma direita de VALORES e quem tem valores valoriza o que é melhor e superior como, por exemplo, os alunos que estão nestes colégios privados e que segundo os rankings são os MELHORES alunos. Um Estado que corta o apoio aos Melhores para apenas fornecer serviços e infraestruturas aos inferiores não é um Estado assente nos Valores mas sim no Marxismo, como por exemplo o governo comunista de Lisboa que tentou implantar um regime soviético nos Açores em 1975.

    • Are you serious?

    • j. manuel cordeiro says:

      Os melhores alunos ou os que têm as melhores notas?

      Seja como for, a escola pública é tão má, mas tão má, que até produziu as gerações com melhor formação de sempre. Essas mesmas que, graças ao Pinóquio Coelho, são tão apreciadas quando emigram.

    • José Gonçalves says:

      Se o Francisco Bexiga observar os rankings, verá muitas escolas públicas mais bem posicionadas do que muitos colégios privados. Isto de a realidade não ser a preto e branco é uma chatice, atrapalha as convicções e a formatação mental. Quanto ao resto do comentário, o que é que se há-de dizer que não seja auto-evidente?

    • mdlsds says:

      Alguém ajude este senhor…

    • Com franqueza, sr. Fernando Cerdo. O seu comentário é de tal nível e tresanda tanto a Mein Kampf que só por uma questão de decência me abstenho de fazer um trocadilho com o seu sobrenome. De qualquer modo, se adquiriu essa cosmovisão num colégio privado, quem o ler vai desejar que o “governo comunista de Lisboa” acabe rapidamente com todos os contratos de associação. Haja vergonha!

    • A.Silva says:

      “Heil hitler!”

      • Fernando Cerdo says:

        Até agora apenas o Fernando Bexiga conseguiu decifrar o sarcasmo do meu comentário original.

    • Nada disso meu caro. Alias convido-o a ver a classificação nacional das escolas onde encontra publicas, em varios anos, bem à frente de privadas. Trata-se de gerir bem a coisa publica que é de todos nós e ainda ninguém compreendeu. Se nao existir serviço publico então terá que se ter alternativa no privado, caso contrário deverá promover-se a escola publica. A qualidade deverá ser exigida independentemente da origem. Mas isso é outro assunto

    • Não diga disparates!
      Sabia que na Finlândia, um governo de perigosos marxistas, não há ensino privado?

    • nurse says:

      Sr Fernando Cerdo
      uma direita com valores proporcionaria os mesmos meios e recursos ao ensino publico que financia aos privados.
      o que temos assistido é a supressão de recursos publicos para alimentar os cofres de amigos empresarios do ensino, que não se sujeitam aos princípios da igualdade de direitos dos cidadãos como está contemplado na Constituição.
      tenho uma filha no ensino publico que aos 12 anos ganhou o 1º lugar de um concurso literário no distrito de Coimbra, não é um ser superior é só uma belissima aluna com inteligência e trabalho, que não precisa da muleta (seleção) do privado para ser boa aluna.
      também não é um ser inferior, é simplesmente uma cidadã Portuguesa com direitos

  3. Norberto Souto says:

    Um pequeno à parte: Porque querem os Pais os seus filhos nos colégios privados se depois os querem nas universidades publicas??????? Porque será, à coisas que não dá para entender , numas coisas a escola publica não presta mas depois já é optima, Irra😉

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