EOR – Equipa Olímpica de Refugiados


A grande novidade dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi a EOR. Para mim, enquanto defensora dos mesmos direitos para todos, este é sem dúvida um grande feito. Irá ajudar a que o mundo veja os refugiados com outros olhos? Contribuirá para que sejam aceites pelas sociedades onde acabaram por ficar? Não o creio, mas não posso deixar de me congratular com este acto de selecção de uma equipa de atletas que luta não por uma bandeira, mas por todos os que perderam a sua bandeira, tal como se diz no filme lá em cima. Este foi o filme que a ONU produziu para apoiar a Equipa Olímpica de Refugiados (Refugee Olympic Team- ROT). Nele se diz que contra todas as probabilidades estes atletas chegaram aos Olímpicos do Rio de Janeiro. Que representam os mais de 65 milhões de refugiados. 

Eis a Equipa, composta por 10 atletas oriundos de 4 países diferentes, residentes em 5 países de acolhimento:

Ramis Anis, da Síria (Natação, 100 metros Mariposa – masculino); vive na Bélgica;

Yiech Pur Biel, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – masculino); vive no Quénia;

James Nyang Chiengjiek, do Sudão do Sul (Atletismo, 400 metros – masculino); vive no Quénia;

Yonas Kinde, da Etiópia (Atletismo, maratona – masculino); vive em Luxemburgo;

Anjelina Nada Lohalith, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – feminino); vive no Quénia;

Rose Nathike Lokonyen, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – feminino); vive no Quénia;

Paulo Amotun Lokoro, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – masculino); vive no Quénia;

Yolande Bukasa Mabika, da República Democrática do Congo (Judo, peso médio – feminino); vive no Brasil;

Yusra Mardini, da Síria (Natação, 200 metros livres – feminino); vive na Alemanha;

Popole Misenga, da República Democrática do Congo (Judo, peso médio – masculino); vive no Brasil.

Vejam-nos abaixo e conheçam as suas histórias. São pessoas reais com histórias trágicas reais. São pessoas que tiveram que fugir dos seus países, abandonar tudo o que tinham, tudo o que conheciam, rumo a uma vida nova sem deixar de ser alguns dos mais frágeis da sociedade. Apesar de tudo, e contra tudo, conseguiram chegar até aqui. Há algo de mais valoroso?

Deixar um comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s