Ainda sobre as Subvenções Mensais Vitalícias

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O tema das Subvenções Mensais Vitalícias não tardou a sair do chamado “ciclo noticioso”, nada que espante. Mesmo assim, tanta pressa em abandonar o tema despertou-me curiosidade. Tentei atribuir partido a cada um dos 332 políticos que constam na lista publicada pela CGA. Esta não é uma tarefa fácil.

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Bruxelas aprovou recapitalização da CGD que vai até 4,6 mil milhões

Mais dinheiro para bancos falidos. Será que o Berardo ou o Fino vão contribuir para a recapitalização?

Postcards from the U.S. #7 (New York)

‘Sun, Moon, Simultaneous’ or ‘It is all true’

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‘The city that doesn’t sleep’, como cantou (entre outros) – e eu já o disse no postal número 2 – o Sinatra*, a cidade sobre a qual já vimos todos demasiados filmes, como diz Brendan Behan, no livro ‘Nova Iorque’, editado em Portugal pela maravilhosa Tinta da China, na coleção coordenada por Carlos Vaz Marques, de que sou absolutamente fã (mais da coleção, mas dele também, vá). A cidade que tem o dia e a noite ao mesmo tempo. Sun, Moon, Simultaneous, como no nome do magnífico quadro de Robert Delaunay que vi hoje no MoMa (Museum of Modern Art). Delaunay era, no entanto, francês e o quadro não se refere a Nova Iorque. Nova Iorque. É como uma feira de luxo. Mais que isso. É o ‘melting pot’ do mundo. Tudo isto é ainda Behan quem nos diz. E tem razão. As luzes e as sombras. A frenética atividade e todo o vagar do mundo. As misturas. As contradições. O sol e a lua em simultâneo.
 
De maneira que não é difícil fingir ser um ‘new yorker’. Aliás, mais do que não ser difícil é, muitas vezes, recomendável que atuemos como se fossemos daqui. Na verdade, somos todos daqui, de várias formas. Até aqueles que nunca aqui vieram. Sim, os filmes, demasiados, que já todos vimos sobre a cidade tornam-na tão nossa como se nossa fosse, tão familiar e dominável. Aconteceu-me hoje na Grand Central Station (a que se deve chamar Grand Central Terminal), mal entrei, essa familiaridade. Reconhecia tudo, ou quase tudo. O relógio, os candelabros, as bilheteiras, as escadarias este e oeste, as janelas, o teto azul como se fosse o céu. North by Northwest, de Hitchcock; Cotton Club, de Francis Ford Coppola; Amateur, de Hal Hartley; Revolutionary Road, de Sam Mendes, para citar apenas alguns dos meus preferidos.

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