Os Dias de Gatwick

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Johnny English

Aqui na ilha, tudo na mesma.
Trabalhamos quatro dias seguidos, depois mais três dos supostos quatro de folga. Depois mais quatro, e por aí fora. Já não nos lembramos de ter dois dias seguidos de folga…
Os comboios andam sempre atrasados ou nem andam por falta de pessoal e conflitos laborais insanados.
Amanhã o dia começa um pouco antes de brotar a luz, às 03h45. O habitual.
Hoje um americano deixou uma libra de gorjeta. É de estranhar porque os americanos ficam sempre muito indignados por terem que pagar os serviços como qualquer mortal.
Os franceses, os espanhóis, os italianos, os espanhófilos e outros tentam falar inglês.
O café no geral é mau ou péssimo. Resta o Dijo, o café luso da Station Road.

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Geringonça? Sim, OBRIGADO!

A GERINGONÇA é para muitas pessoas de Esquerda uma primeira experiência de poder. É para muitos a primeira vez em que se olha com Esperança para o Governo. E, só por isso, já valeu a pena – está quebrada uma barreira que nos impedia de aceder ao poder, algo muito pouco democrático nos primeiros 40 anos de Democracia.

Mas, esta solução governativa não é perfeita, nem tão pouco isenta de erros. Obviamente irão acontecer e cá estaremos, como sempre estivemos, para os apontar. Como diz um amigo, respira-se melhor, mas as vantagens na oxigenação da democracia não nos podem inibir de ver e criticar o que não estiver bem.

A trapalhada comunicacional em torno do IMI foi um exemplo de como há muito para aprender com a desonestidade da direita – alô Cristas. E a história das viagens no Euro foi outro aspecto onde a Geringonça não esteve bem – bastaria, por exemplo, perguntar onde estão os Panamá Papers…

Não vou é confundir a árvore com a floresta – acredito na Geringonça e quero muito que ela funcione porque é a melhor solução para Nós, pessoas normais, que vivem longe das mordomias e dos lucros das empresas privadas penduradas no estado. A forma como o Bloco e em especial o PCP se comprometeram nesta solução é um elemento que reforça a força desta equipa.

Vamos, até por isso, continuar a lutar por esta solução governativa que, na Educação, por exemplo, tem muito para melhorar, mas o caminho faz-se assim mesmo, caminhando. Sem cegueiras, mas atentos aos cotovelos da direita.

A Cristas estava lá

cristasNinguém me tira da cabeça que aquele bebé do Trump estava ao colo da Cristas. É um palpite. Ou, talvez, até mais do que isso. Depois de ouvir a maezinha a falar sobre o IMI e a taxa sobre o sol, o puto desatou a chorar com tanta coerência. Foi isso.

O silêncio é de ouro versus conversa da treta

O que disseram o 1º Ministro António Costa e o líder do PSD Pedro Passos Coelho sobre o caso das viagens dos Secretários de Estado (deste governo) e dos deputados (do PSD)  ao Campeonato da Europa de Futebol?

E o que disseram Catarina Martins e  Jerónimo de Sousa?

Citando Arnaldo Matos “Isto é tudo um putedo!

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Da Ética Republicana à medida

Na SIC Notícias, ontem, um vice-director do jornal Expresso deu lições de ética republicana em contexto de exercício de funções públicas e viagens ao Europeu de Futebol. A jornalista que moderava o debate não parecia preparada para lhe perguntar o que é feito dos Panamá Papers. Até porque o assunto da conversa não era esse.
E não perguntou.

Das viagens

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Entre levar do gabinete para casa uma caixa de clipes e aproveitar a posição de primeiro ministro de Portugal para promover a invasão do Iraque, obtendo em troca o lugar de presidente da Comissão Europeia, vai toda uma longa escala de prevaricação e erro deontológico, ao longo da qual se vão também encontrar deputadas que passaram a trabalhar em regime de acumulação para empresas estrangeiras do ramo financeiro, cujo lucro advém do prejuízo de Portugal, com as quais, enquanto governantes, mantiveram relação próxima.
A lei, a ser aplicada com absoluto rigor, castiga quem leva os clipes e não toma conhecimento da ignóbil promoção à Goldman Sachs. O bom senso distinguirá o resto.