
@Maquinistas
Introdução
A Rede Ferroviária Portuguesa possui o maior índice de risco de fatalidade da Europa Ocidental. O dobro do índice de risco de fatalidade das redes francesa e alemã e oito vezes mais elevado que o índice de risco fatalidade da rede britânica.
O risco de fatalidade no sistema ferroviário é calculado pela ERA (Agência Europeia para o Caminho de Ferro) dividindo o número de todas as fatalidades na ferrovia (excluíndo os suicídios) pelo número de comboios-quilómetro. Portugal tem um valor de 0,55 mortes por milhão de comboios-km. A França tem 0,15 e a Alemanha tem um valor semelhante de 0,14 mortes por milhão de comboios-km. O Reino Unido (RU), apesar da sua rede em muitos aspectos anacrónica, quando comparada com potências ferroviárias como a França, Alemanha e Espanha, consegue um honroso e baixíssimo resultado: apenas 0,07 mortes por milhão de comboios.km (1). A este resultado não será estranho o rigoroso sistema de segurança em vigor nas ilhas britânicas. Recentemente o RU atingiu o record de estar há 10 anos sem qualquer acidente fatal para passageiros e empregados (2).

Imagem 1: Fatalidades por Tipo de Acidente (Europa); Fonte: Eurostat

Imagem 2: Risco de Fatalidade no Sistema Ferroviário Europeu; Fonte: ERA
O Caso Britânico
Todavia, a nova norma faz uma recomendação clara para que as empresas ferroviárias, quando uma frente não amarela é escolhida, façam uma apurada avalição do risco dessa opção considerando a) as condições de operação em que esse comboio evoluirá, b) o impacto nos trabalhadores da via, nos passageiros e no público, c) o impacto na segurança das PN’s, d) o efeito da cor desse cabeçote na posição apercebida desse comboio, quando estacionado, por um maquinista autorizado a avançar em marcha à vista contra esse material e, por último, mas não menos importante, e) a fiabilidade e manutenção das lâmpadas frontais. A nova norma recomenda ainda que sejam evitadas, entre outras, o uso de cores e acabamentos de superfícies que possam ter impacto na visibilidade da iluminação frontal do comboio. São elas o branco, o cinzento, o dourado, as superfícies reflectivas, retro-reflectivas e fluorescentes. Devendo ser avaliado o impacto dessas superfícies em função de vários factores ambientais como a luminosidade solar, o nevoeiro e a neve (4).

Casos Portugueses
Imagem 4: UDD 400 Original
Imagem 5: UTE Original
Imagem 6: Loc. 2500 Original
Imagem 7: UDD 400 Renovada

Imagem 9: LOC. 2500 RenovadaO “novo” Alfa Pendular
Imagem 10: CPA 4009 com o novo esquema cromático
Conclusão
Devemos melhorar o que pode ser facilmente melhorado.






Artigo demasiado extenso mas, sem dúvida nenhuma, autêntico serviço público. De facto um comboio rápido com muito pouca visibilidade.
Sem dúvida – serviço público do melhor.
Obrigado.
Caro(s) autor(es) do post:
Corroboro os dois comentários anteriores: artigo demasiado extenso (afasta os leitores), mas serviço público do melhor.
Deixo apenas um pequeno reparo, é pena que se tenham deixado tentar pelo modismo absurdo de pluralizar os acrónimos.
O acrónimo PN tanto se pode ler no singular, Passagem de Nível, como no plural, Passagens de Nível, de acordo com o contexto, isto é, se a frase está no singular ou no plural.
Os ingleses usam o s colado ao acrónimo, mas não precisamos de os imitar, pois não?
Antes os imitássemos na segurança ferroviária.
Mas pôr PN’s (com apóstrofo) é que não lembraria ao Diabo.
O apóstrofo confere posse nas construções das frases em inglês: Por exemplo, The man’s dog.
Obrigado pela correcção.
Artigo muito muito bom.