Apanhados bem feitos

Ao cuidado das televisões portuguesas:

Eis um apanhado bem feito, sem irritar ninguém, que parece que é a única forma que por cá se sabe fazer quanto a estes sóquetes. Ó senhores das televisões, há anos que fazem variações do mesmo apanhado, o qual essencialmente consiste em alguém levar o outro aos arames, para no fim lhe dizer que era para a têvê. Como se isso tivesse piada. Gostava de um dia participar numa coisa dessas – não é sempre que se aplica um bom par de estalos para depois se concluir que “era a brincar, não leve a mal”.

Páginas do Barroco (4) – João Sousa de Carvalho

1. Allegro

Tocata em Sol menor, de João de Sousa Carvalho (1745-1799), primeiro andamento (vídeo supra) e segundo andamento, o mais conhecido (a seguir). Referenciado como compositor barroco, a opinião não é, no entanto, unânime, sendo apontado à sua obra “fortes pontos de contacto com as tendências estéticas do pós-barroco, em especial com o chamado estilo galante, caracterizando-se por uma harmonia relativamente simples e uma fecunda inspiração melódica“.

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Frustrados e mal pagos

Santana Castilho*

1 Toda a responsabilidade das mudanças projectadas para a Educação cai sobre os professores, sendo tão curioso verificar o topete com que se anuncia hoje como novo e criativo tudo o que já foi usado e abandonado, como registar as incoerências crassas no seio daquilo que é proposto. Com efeito, que credibilidade podemos atribuir a uma estratégia de intervenção pedagógica que afirma querer construir um novo perfil de saída dos alunos, assente em novas competências, sem tocar no currículo e que afirma, igualmente, que vai definir as “matérias essenciais”, quando essa definição, obviamente, significa intervenção nos programas? Como serão feitos os exames e as provas de aferição? Considerando os programas, em que não vão mexer, ou as matérias essenciais, que vão definir? Tudo isto é uma trapalhada para tornear a lei, que prevê 20 meses entre o momento em que as alterações são anunciadas e o início do ano a que respeitem. Mas se é insensato achar que se pode fazer isto sem mudanças curriculares, mais insensato ainda é pensar que se pode desenvolver uma cultura altamente cooperativa e de trabalho conjunto entre os professores sem intervir nas suas cargas lectivas e não lectivas, designadamente na estúpida burocracia que os submerge. [Read more…]

A injustiça

Não reuniram “prova suficiente, suscetível de ser confirmada em sede de julgamento“. Como se sabe, com polvo e champô é mais fácil.

Advogado de Vara mostrou-se surpreendido


Também eu não estava à espera, especialmente quando comparado com as consequências de furtar champô e polvo.

Saiu-lhes o tiro pela culatra 

Lendo o artigo fico com a seguinte interpretação. O PSD lembrou-se de tiar uma carta da manga para fazer política: propor que a UTAO avaliasse o custo da solução escolhida para o Novo Banco. Como para chico-esperto, chico-esperto e meio, os partidos que suportam o governo avançaram que seria de avaliar o custo das alternativas. Ao que o PSD  concordou, até que ficou claro que estes estudos teriam que ser simultâneos. Lá se ia a janela temporal para fazer demagogia. Gorada a intenção, resolveu o deputado Leitão vir para a comunicação social fazer o teatro que estava guardado para mais tarde. É o que se arranja. É claro que se passou uma borracha sobre a palhaçada, essa sim digna de ditadura, que teve lugar em sede própria. 

Exactamente, Alberto Gonçalves: Portugal está perigoso.

Faz hoje três meses, o Fernando Moreira de Sá escreveu sobre a saída do Alberto Gonçalves do DN, e deixou-me o José Vítor Malheiros e o Público, sobre os quais na altura não escrevi, porque, ao contrário do DN, que deixou intacta a restante ala direita, o Público continuou a despachar a esquerda. Seguiram-se Paulo Moura e Alexandra Lucas Coelho. Hoje regresso a todos eles, porque Portugal está perigoso. Para o Alberto Gonçalves mas sobretudo para a esmagadora maioria da opinião publicada à esquerda. Nos jornais como nos comentários televisivos.

No caso de Alberto Gonçalves, este da Sábado, não o do DN, um toque de fina ironia merece ser destacado. Ver um proeminente liberal, alegadamente sacrificado no altar capitalista com um contrato indigno, indignado porque prescindem de parte dos seus serviços, não perdendo tempo para fazer acusações como as que podemos ver em cima, faz lembrar aquele cliché da direita do esquerdalho que arranja desculpas para justificar os seus insucessos profissionais. Então o dinheiro não é do patrão e não é ele que decide? Até aqui estava tudo bem, agora a liberdade poderá ter chegado ao fim e a purga não poupa quase nenhum daqueles que tornava a Sábado legível. Tem a sua piada. Será que também correram com o Nuno Rogeiro e ninguém nos avisou? Estes comunas do grupo Cofina… [Read more…]

Parem de brincar com o calendário

O Dia vai da Meia-Noite à Meia-Noite. Não pára*. Nem para respirar.