Fake deputados

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Há uns anos, no tempo de Sócrates – era, portanto, o PSD oposição – tive uma série de audiências parlamentares devido a um problema numa empresa. Foi uma oportunidade para constatar a inutilidade dessas audiências, as quais tiveram como expoente máximo uma pergunta ao ministro da tutela por parte do Bloco de Esquerda. Era o máximo que poderia ser feito e apenas um dos partidos o fez. E quanto ao CDS e ao PS, estes nem se dignaram agendar uma reunião.

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Zita recomenda…

Miséria do marketing é chegar ao ponto de pensar que a recomendação – com rosto! – da Zita Seabra faz alguém comprar um produto.

Giro 

Será desta que se tornará público quem é que paga o Observador?

Os professores foram em excursão a Lisboa

Em férias interrupção lectiva desde o dia 4 de Abril, 1500 professores fizeram uma pausa no seu merecido descanso para se manifestarem em Lisboa. Um teste, pelo que diz a Fenprof, para uma contestação que pode chegar à greve.
Na rádio, uma professora do ensino secundário dizia que foi a Lisboa porque está sobrecarregada. Que os professores trabalham demasiado.
Felizmente, pensei, teve os últimos 15 dias para retemperar forças. E se no próximo mês e meio, coisa fácil!, atingir de novo a exaustão, terá mais dois meses e meio para preparar as planificações do ano lectivo seguinte.
No meio das queixas da professora, só não percebi se o seu dia livre é à segunda ou à sexta-feira.

Vacinem as criancinhas

Parece que a moda de não vacinar crianças emigrou dos Estados Unidos para Portugal. Com o advento da Internet, os paizinhos armaram-se em médicos e chegaram à conclusão que as vacinas causam autismo e problemas intestinais, e afinal de contas antes ter um filho que morre com sarampo ou meningite do que ter um filho autista. Não interessa que os sites que transmitem essa informação sejam muito pouco fidedignos e que qualquer médico minimamente credenciado diga que não é bem assim. Não, não, “eu é que sei o que é melhor para o meu filho” diz a mãe que acha que o site da AIA é mais credível do que os vários médicos do seu pequeno rebento.

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A actualização da foto (alternativa) de capa de Carlos Abreu Amorim

Um destes dias, um leitor alertou-me para uma actualização facebookiana peculiar. O deputado Carlos Abreu Amorim tinha uma nova foto de capa mas a dita não era propriamente nova. Ou tampouco uma foto. Era um print screen de uma peça da RTP sobre a emigração pós-troika, de Outubro de 2012, e o jovem na imagem, escolhido pelo social-democrata para forrar o topo do seu perfil no Facebook, tinha acabado de escrever uma carta ao então presidente Cavaco Silva. Uma carta onde afirmava sentir-se expulso do país. Um país governando por Pedro Passos Coelho, que Abreu Amorim apoiou incondicionalmente.  [Read more…]

Já nascem assim. É uma doença dos árabes, muçulmanos ou lá o que eles são

Nada a acrescentar.

Abrir Abril

As emoções sociais, não tendo exactamente as mesmas características das emoções básicas, têm uma origem neurofisiológica muito aproximada, ou mesmo comum. As emoções básicas, como o amor, o medo ou a repulsa, são, contudo, do ponto de vista neurofisiológico, muito mais antigas, resultando as emoções sociais, como, por exemplo, a admiração ou a compaixão, de estados evolutivos alcançados em tempos mais recentes, sendo a expressão do processo contínuo de aperfeiçoamento do ser humano.
Ainda assim, António Damásio distingue dois tipos de admiração e de compaixão, conforme a sua filiação neurofisiológica e anatómica ao aparelho músculo-esquelético ou ao meio interno e às vísceras.

A admiração que sentimos pelos feitos extraordinários de um grande militar ou de um grande atleta, é uma emoção social com uma origem neurofisiológica diferente, embora simétrica, da admiração que sentimos por um homem santo ou um grande benemérito da humanidade. O mesmo acontece com a compaixão, outra das emoções sociais mais importantes, que sentimos perante quem é exposto a sofrimento físico ou, diversamente, a sofrimento moral ou “mental”.
Existe, contudo, uma diferença importante entre estes dois tipos de emoções sociais. A admiração pelo atleta e a compaixão pela dor física, são emoções que se instalam e também desaparecem com mais rapidez do que a admiração pelo Santo e a compaixão pelo sofredor moral. Dir-se-ia que são emoções mais superficiais, reacções da pele, ligadas neurológica e anatomicamente ao aparelho músculo-esquelético, a estrutura do corpo que permite o movimento no espaço, a deslocação. Numa palavra, a transitoriedade.

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