Os professores foram em excursão a Lisboa


Em férias interrupção lectiva desde o dia 4 de Abril, 1500 professores fizeram uma pausa no seu merecido descanso para se manifestarem em Lisboa. Um teste, pelo que diz a Fenprof, para uma contestação que pode chegar à greve.
Na rádio, uma professora do ensino secundário dizia que foi a Lisboa porque está sobrecarregada. Que os professores trabalham demasiado.
Felizmente, pensei, teve os últimos 15 dias para retemperar forças. E se no próximo mês e meio, coisa fácil!, atingir de novo a exaustão, terá mais dois meses e meio para preparar as planificações do ano lectivo seguinte.
No meio das queixas da professora, só não percebi se o seu dia livre é à segunda ou à sexta-feira.

Comments

  1. Mónica says:

    Não teve 15 dias de interrupção, mas no máximo uma semana e dois dias e muitos nem isso. E lá por ter essas condições de trabalho não quer dizer que as outras condições sejam boas e que o salário e outras perspectivas no trabalho sejam as adequadas. Já agora quanto a esse dia sem aulas durante a semana, pode ter à mesma reuniões de trabalho, pode e deve ser aproveitados para preparar aulas, corrigir testes etc. e se há um dia sem aulas quer dizer que as outras aulas correspondentes a 24 são dadas nos 4 dias da semana. Hoje em dia em muitos países ditos civilizados e modernos já existe a semana de trabalho com 4 dias em que o horário de trabalho está condensado só nesses dias, mas nesses casos o trabalhador tem mesmo 3 dias de descanso, coisa que não acontece no ensino. Portanto não percebo qual é o seu problema….

  2. ZE LOPES says:

    Ora bem: reuniões e outras atividades em 5, 6 e 7 de abril; Formação, a 180 quilómetros de distância a 11 de abril (com promessa de pagamento de ajudas de custo lá para outubro). Depois, quinta e Sexta-Feira Santa (pausas para a generalidade dos portugueses, ou o Algarve não estaria tão cheio). Segunda-feira de Pascoela, tradição comum a várias localidades do país. Terça porque existe a convicção que há custos elevados custos sociais relacionados com deslocações maçiças.
    Foram os professores que inventaram estas pausas? Nada disso! São impostas de fora e aceites pelo ME. Aliás, é convcção gegeralizada que o ritual das notas de Páscoa é literalmente inútil. O ano deveria ser dividido ao meio, em dois semestres, e as pausas de Natal e Páscoa reduzidos ao mínimo. Por que não se faz? Pergunte a quem decide. Mas não chateie, se faz favor.
    No horário dos professores, não há “dias livres”. Há dias- ou meios dias – em que o professor pode trabalhar em casa.. Nos dias de hoje há imensas profissões em que isso acontece. E é mesmo considerado como um grande avanço civilizacional (do que discordo, mas não vou aqui adiantar muito sobre o assunto…).
    Por último: não sei onde é que V. Exa. foi buscar os dois meses e meio para fazer planificações. Primeiro: quase ninguém consegue fazer planificações de uma ano para outro, pelo simples facto de que ninguém sabe o que vai fazer no ano seguinte…Segundo: esse tempo inclui um mês de férias (obrigatoriamente em agosto, o pior mês!). Terceiro; V. Exa. deve pensar que ainda estamos no tempo do fascismo, quando se estendiam as férias para não pagar aos professores. Creio que é isso mesmo que acontece consigo. Ai, que saudades!..
    Sobre a sobrecarga de trabalho dos professores, podemos falar depois. Quando V. Exa. revelar um mínimo de seriedade. Antes, não vale mesmo a pena.

  3. ZE LOPES says:

    Se quis ser “irónico”, digo-lho já: não teve graça!

  4. Rui Naldinho says:

    Por que razão Mário Nogueira causa tantos pruridos?

    Porque anda há vinte anos no sindicalismo?
    Bom, se ele é escolhido pelos pares, qual é o problema? Não é isso a democracia?
    Além disso, também vejo dirigentes políticos na carreira há décadas, e dizem-se não profissionais. O mesmo se passa nas organizações profissionais e confederações patronais. Há quantos anos o Automóvel Clube de Portugal tem o mesmo Presidente? E o da CIP, que foi eleito a primeira vez em janeiro de 2010 e foi agora reeleito até 2019!
    Será que é por Mário Nogueira ter alguns laivos de demagogia e de incoerência?
    De facto tem, e por vezes bastante. Isso é inegável. Mas se formos por esse caminho, então o que dizer dos nossos deputados e políticos em geral. Dos dirigentes máximos das associações profissionais, do associativismo desportivo, e até da cultura, gente cheia de incoerências, demagogos genuínos.
    Alguns são mentirosos compulsivos, como o “São Valentim”, “capazes de negarem Cristo, mesmo afirmando-se pessoas de fé”!
    Ora, a gente até sabe que causa comichão é ele ser comunista, raça maldita, e líder de uma confederação de sindicatos, que o é de facto. Eu vou repetir, líder de uma confederação de sindicatos. Tal como o são, os sindicatos na Alemanha, aquela pátria que a direita gosta tanto de gabar, mas esquece-se que tem um sindicalismo forte e com peso social enorme. O exemplo da VW em Portugal é sintomático. Mas podia escolher outros países de referência. Eu sei que vão já dizer, que os sindicatos alemães, nada têm a ver com os nossos sindicatos. Talvez isso aconteça precisamente porque o patronato alemão e o governo alemão, também nada têm nada a ver com os nossos patrões e governantes. Ou seja acham que as pessoas sindicalizadas fazem-no por inteligência e defesa dos seus interesses de classe.
    Mesmo com todos esses laivos de populismo, Mário Nogueira ainda é o líder incontestado da FENPROF. São 50.000 associados, mesmo com a crise do sindicalismo. E ele defende os professores. Nem sempre da melhor forma, mas defende.
    É óbvio que há algum corporativismo na FENPROF. Coabitam lado a lado, nos seus associados, bons professores, zelosos das suas obrigações. Homens e mulheres que labutam com abnegação ao lado dos seus discentes, para os educar e ministrar os programas adotados, enquanto outros, mandriões, vivem com um certo grau de impunidade e absentismo.
    Mas, e daí? Matam-se os restantes? Ou deve ser o Ministério da Educação a tomar as providências para eliminar essas excrescências sociais. Por vezes os mais novos queixam-se de serem esquecidos. Se calhar até pode ser que tenham alguma razão. Não quero duvidar, dos seus argumentos. Mas já agora, talvez estando sindicalizados, o que não acontece com a grande maioria deles, talvez pudessem participar com outro peso na organização. Seja esta, seja outra qualquer. É que, esperar que nos saia a lotaria sem comprar pelo menos uma cautela, vai ser difícil.
    Mas a direita na sua fobia anti geringonça e anti socrática, até se esquece de um pormenor tão importante como a sua amnésia disfarçada. Ou será que é só hipocrisia?
    O primeiro e o grande responsável por conseguirem despachar Sócrates e o PS para a oposição, aquando do chumbo do no PEC IV, e de terem chamado a sua tão amada TROIKA, foi precisamente Mário Nogueira e a FENPROF. Foi a guerra entre esta Frente Sindical de professores que lele representa, e a ex Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tão criticada pela direita na altura, hoje recordada por eles como uma espécie de Joana d’Arc da Educação, imolada no fogo reivindicativo de uma classe profissional dos professores revoltada, que levou o PS a perder a maioria absoluta. E era bom não esquecer isso. O peso eleitoral dos professores e das suas famílias no tecido eleitoral. Antes do 25de Abril, todos tínhamos um familiar no seminário e um parente na guerra do ultramar. Hoje, passados quarenta anos, todos temos um familiar professor e um retornado na família, mesmo que por afinidade.
    Acresce que apesar da desinformação, não é o dinheiro dos contribuintes que paga os dirigentes sindicais. Quanto muito paga o ordenado do professor que é delegado sindical na escola. Mas, tenho visto políticos, grande parte deles da direita, a ficarem ricos. A arranjarem bons lugares quando saem dos cargos que exerceram. O trânsito de políticos entre os lugares públicos, as grandes empresas e grupos económicos é o que sabemos. Não conheço nenhum sindicalista que tenha enriquecido com o trabalho sindical que desenvolveu. Podemos discordar dos sindicatos e até criticá-los, e casos há que merecem crítica, incluindo a FENPROF, mas o comum das críticas é o recurso a clichés. Há muito quem diga que os deputados, os membros do governo, os autarcas ganham de mais. Estão a fazer de Mário Nogueira qualquer coisa de fora do comum. “Será que homem ameaça comer as criancinhas dos colégios privados? Não, de certeza. Os comunistas “há muito que deixaram o canibalismo”. Pelo menos, desde que se coligaram com os Verdes (PEV), em 1983.

    • Não tenho nada contra o Mário Nogueira. Este post não é sobre ele.
      Mas já que fala do assunto, deixei de ser sindicalizado no dia em que ele traiu os professores – diz-se que em conluio com Carvalho da Silva – e assinou o célebre Memorando de Entendimento com Maria de Lurdes Rodrigues. Há alguns anos, no auge da greve dos professores aos exames e às avaliações, voltou a trair os professores.
      De resto, não concordo que durante 20 anos um professor não dê aulas só porque é sindicalista. Há 20 anos que ele não entra numa sala de aulas. Ele e muitos outros sindicalistas. Não é que o assunto me interesse muito, tanto que nunca escrevi sobre ele, mas não deixa de ser a minha opinião.

      • Se a Fenprof não abre telejornais é porque não faz nada. Se toma alguma iniciativa é porque vai fazer turismo a Lisboa. Já agora Ricardo Ferreira Pinto, saia da toca, diga ao que vem e apresente lá uma alternativa. Essa de tentar transformar Mário Nogueira (do qual não tenho qualquer procuração) numa espécie de besta negra pelo facto da sua intransigência na defesa dos interesses dos professores que conforme lhe contaram andou por aí a negociar nas costas dos professores é significativa. Claro que dava-lhe um jeitão a si e à Direita duma forma geral que ele fosse dar aulas para uma escola se possível situada no Portugal profundo para desta forma não alinhar naquelas maquiavélicas combinações que alguém lhe contou ou então que se dedicasse à pesca deixando assim o caminho livre a essa escumalha da UGT que anda por aí entretida há umas boas dezenas de anos a destruir aquilo que de bom os professores e os trabalhadores em geral já tiveram. Convém não esquecer que o objectivo central duma direita sem ideias e duma central sindical cujo seu dirigente máximo Carlos Silva se calhar às ordens do seu patrão e “pai espiritual” Ricardo Salgado, são inimigos figadais deste governo e que duma forma ou de outra combatem ferozmente capazes de se aliarem ao diabo para alcançar os seus objectivos. Devemos estar atentos e não cair na esparrela que alguns filósofos baratos que por aí proliferam, sabe-se lá a expensas de quem.

        • Não sei o que quer dizer com isso. Se há alguém que não é suspeito de ser de Direita, sou eu. Toda a vida votei no PCP ou no Bloco. E uma vez no PS, mas jurei que nunca mais. Claro que, desde há um ano para cá, quem criticar o quer que seja à Esquerda, incluindo o PS, é porque é de Direita.
          Digo de Mário Nogueira o que sempre disse. Traiu os professores 2 vezes, a primeira com o Memorando de Entendimento assinado com Maria de Lurdes Rodrigues (se calhar quem diz mal desta senhora é porque é de Direita) e a segunda durante a greve aos exames e às avaliações. Deixei de ser sindicalizado com o Memorando e não voltarei a ser. Muito menos seria algum dia sindicalizado da FNE, que sempre fez o jogo do PS e do PSD.
          Quanto ao facto de não concordar que os sindicalistas não dêem aulas, lamento, sempre foi a minha opinião. É uma questão de princípio, os sindicalistas, com as devidas licenças para actividade sindical, deviam ser professores iguais aos outros – se não me engano, o Mário Nogueira é dos quadros de uma escola do centro de Coimbra, não me parece que seja o Portugal Profundo.
          Mas já agora, gostava de saber a que propósito vem o Mário Nogueira e a Fenprof. Não fui eu que falei neles. O foco do post é os professores que vão para uma manifestação, depois de 15 dias sem aulas, queixarem-se de que têm muito trabalho, coitadinhos.
          Sabes, tenho pouca paciência para queixinhas.

          • ZE LOPES says:

            Pinto: tu estás lixado ! De Esquerda é que tu não és! A “Le Pen” ultrapassa-te imediatamente. Lamento, mas é assim!

      • ZE LOPES says:

        V. Exa. está a delirar, completamente. Eu não sou nenhum prócere de Mário Nogueira. Se alguma coisa não correu bem nas tais “greves” (em que houve negócios que não se vislumbram…) porque não se culpa a si mesmo? Tentou convencer alguém? Pois…
        Olhe, o que eu penso é que tentou uma entrada de leão e vai saír de sendeiro.
        E, digo-lhe já: nunca mais lhe vou responder, a não ser que se torne o fascista que em si irrompe.As vezes a gente perde-se…Não venha lá com a conversa “que é de esquerda”! Não hesitou em ofender uma classe inteira! È o que fazem os fascistas! Desculpe lá!

      • Rui Naldinho says:

        O meu texto também não é uma crítica à sua abordagem ao passeio dos professores. Apenas uma constatação.
        Até porque eu penso que esse passeio teve mais a intenção de marcar a agenda politica, estilo recado ao governo e ao PS, naquele estilo muito peculiar da CGTP, “atenção que estamos vivos”.
        O facto de Mario Nogueira estar tanto tempo no lugar, não é muito salutar, mas isso tem a ver com a forma como os sindicatos se organizam. Mas se o homem foi eleito pelos seus pares, paciência!
        Torres Couto foi mais de dezoito anos líder da UGT. E só abandonou a Central naquela altura, 1995, por causa do escândalo do FSE. O Eng. Proença foi outros tantos. Carvalho da Silva vinte e cinco anos.
        Mas a política está cheia de profissionais da advocacia, da economia, professores, etc, que vão ficando até à reforma.

  5. Jose Oliveira says:

    O Ricardinho ainda vive num mundo de fadas, alimentado pela propaganda do animal feroz. Actualize-se, homem! Se não sabe, informe-se, caraças! Não diga alarvidades dessas. Afinal pretende chegar aonde?

  6. Ferpin says:

    É pá, se os professores, que segundo você estão de férias desde dia 4, o indignam tanto, nem quero pensar na sua opinião sobre os jogadores dr futebol, que na sua lógica só trabalham 90 minutos por semana.

  7. Splash says:

    depois de tanta pressão laboral, falta de tempo prá familia, excesso de horas de trabalho, meios insuficientes, calendários ou agendas inadequados etc. etc. etc. ainda ter que aturar estes comentadores se fosse Eu já tinha mudado de ocupação.

  8. Não quero saber do post nem dos comentários para nada. Gostava só de fazer uma pergunta. Quem é o Zé Lopes que aqui comenta, que se diz representante do PCP e do Bloco, e afirma-se comissário geral das Esquerdas, e que decide quem é de esquerda e por, consequência, quem é fascista porque não é de esquerda? É só para saber a quem tenho de pedir autorização da próxima vez que quiser votar num partido à esquerda do PS.

    • ZE LOPES says:

      Acertou! É a mim, ZE LOPES que deve pedir autorização. Mas tem, como é óbvio que pagar a taxa, que é variável. No Bloco são 10 euros; No PCP 3, mas no PEV são mais dois; No MAS 1 (estão em saldos); no PCTP/MRPP são cem (desde que voltou o Arnaldo de Matos andam com a mania das grandezas). Passe por cá às horas de expediente que a gente trata disso.

    • ZE LOPES says:

      Ah! Esqueci-me do “LIvre”. É o mais barato! Não tem de pagar e ainda recebe uma foto autografada do eterno fundador Rui Tavares e o livro “Esta Maravilhosa União Europeia” em dez volumes cartonados.

  9. Mafarrico says:

    É só facilidades e eu, feita idiota, que ainda não percebi onde é que esses míticos “professores”, que são tantas vezes mencionados na comunicação social e no imaginário colectivo, dão aulas.
    Podem dizer-me que escola é essa onde tiveram 15 dias de férias, para eu mandar a candidatura?

  10. O que é importante para os p. interessados no ensino é a qualidade e os resultados e há 30 anos que me interesso e aprticipo no ensino e sinto vergonha do que foi obtido, tanto a nivel da escola que frequentei, como nos rankings internacionais; tudo a custa do nosso dinheiro e alguns maus profissionais e muitos lírficos e ineficientes. Os idiotas e demagogos nem entendem que os problemas laborais devem ser discutidos internamente como acontece em todas as profissões. O ensino não existe para dar emprego, pago á força pelos sujeitos passivos.

  11. A.Silva says:

    Que texto mais estúpido.

  12. Professor Arnaldo says:

    Excelente post, caro confrade.

  13. Trabalho eu mais no fim-de-semana e no dia sem componente letiva (não é livre!) do que tu em dois dias normais de trabalho.
    És um pândego!

  14. anónimo says:

    Este texto não tem pés nem cabeça! É apenas um chorrilho de preconceitos e falsidades. Pode perguntar-se porque é que ainda há professores que trabalham em condições tão precárias como as atuais e ainda ouvem “disto”? Porque infelizmente mudar de profissão não é fácil, sobretudo depois dos 40/50 anos (porque professores portugueses com menos idade são muito poucos! Os mais novos já não escolhem ser professores mesmo que sintam vocação, os que foram formados mais recentemente a maioria já não estão no ensino e outros emigraram).

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