O estado a que isto chegou…


Um partido perde eleições e imediatamente um seu ministro salta para a administração de uma grande empresa pública, nomeado pelo governo sucessor. Supostamente a empresa aldraba contas, o ministro da tutela aprova, contribuintes e empresas pagam. Finalmente o ministro consegue um emprego como professor universitário nos USA, não por ter sido convidado pela universidade, mas porque a empresa anteriormente tutelada financiou o curso que a universidade introduziu no seu programa. Lembram-se quem à época dos factos governava Portugal?

Comments

  1. Ana A. says:

    Lembramos!
    Mas não são os Partidos que fazem os homens, mas sim os homens que fazem os Partidos. E por isso, antes de votar é que se deve ter em conta a ideologia de cada Partido, e se está em conformidade com o que pensamos ser o melhor para o País. E depois, os homens, que antes de fazerem “asneiras” são credíveis até meterem “a pata na poça”, e revelarem não ter a idoneidade moral requerida para ser governante, e por isso, devem ser, e muito bem, descartados, futuramente, para ocuparem lugares onde possam voltar a prejudicar os seus concidadãos!
    Este princípio deve assistir a todos, mas todos os candidatos a governantes, sejam eles de que quadrante político forem!

    • Mas não são os Partidos que fazem os homens, mas sim os homens que fazem os Partidos. E por isso, antes de votar é que se deve ter em conta a ideologia de cada Partido

      A Ana vai-me desculpar mas isso não é um pouco contraditório? Afinal deveremos escolher homens ou partidos? Pessoalmente afirmo que dificilmente me aproximarei de qualquer mesa de voto, até que existam círculos uninominais. Mas isso sou eu, outros pensarão de forma diferente. No entanto o facto de me abster não me retira qualquer direito cívico. E pactuar com corruptos, sejam de esquerda ou direita, não faz parte da minha forma de ser e estar…

      • Ana A. says:

        Pois é! Os homens organizam-se em Partidos cujos objectivos similares os aproximam. E são esses objectivos/ideologias que irão aglutinar, em torno de si, os votantes que se identificam com eles.
        Os homens são boas ou más pessoas, independentemente de pertencerem ao partido A ou B. Logo, uma ideologia será bem-vinda (ou não), a uma qualquer pessoa, independentemente dos homens que em dado momento dão a cara por ela. Daí que se devam separar as águas, e uma vez detectado o “homem” que não soube estar à altura da confiança depositada pelos seus concidadãos, deve ser expurgado do sistema.
        Quantos aos círculos uninominais sou a favor, mas penso que esse é um trabalho que nos compete realizar enquanto cidadãos. Em política e em democracia nada está acabado, tudo é passível de mudança, assim nós o queiramos!

  2. Rui Naldinho says:

    Nestes negócios ruinosos para o Estado, o PS, o PSD e o CDS estão para a nossa economia, como a Sida está para a Toxicodependencia. É só gajos infectados.
    E o pior, é que não há anti retrovirais eficazes para estes doentes.

    • Caro Rui, fazem mesmo questão de justificar a frase popular “são todos iguais”. Em França os partidos tradicionais estão a levar uma vassourada, um dia será em Portugal.

      • Rui Naldinho says:

        Caro Antonio, espero que essa vassourada corresponda a uma limpeza de facto, e não apenas a uma “mudança de moscas e mosquitos”.

  3. O sectarismo, a partidarite e a desonestidade intelectual são outras das causas dos problemas do país. É que, embora aquilo que o António de Almeida refira seja vergonhoso, as privatizações da ANA, correios e TAP, com todas os problemas verificados durante o processo e os que estamos a sentir agora, não lhe merecem, porque foram feitas pelos seus camaradas de partido (PSD), qualquer reparo ou indignação. Claro que tem toda a legitimidade para achar que as asneiras dos outros são graves e as dos seus amigos desculpáveis – nalguns casos, a julgar pelos seus textos, mesmo defensáveis – agora não espere ser levado a sério.

    • Caro Rui, não misture as coisas. Sou a favor das privatizações, acredito na economia de mercado ao invés da economia planificada. Posso defender um Estado minimalista, com poucas regras. Mas não deturpe factos, nunca me viu defender corruptos, sejam de que quadrante forem. Quanto a ter sequer camaradas de partido, PSD ou qualquer outro, não passa de invenção sua…

      • O sr. Almeida fala aí na economia planificada versus economia de mercado. Não era nada assim como quer insinuar. As empresas públicas – a EDP, os CTT, a REN, a TAP, os ENVC, a ANA – eram geridas de modo a dar bons dividendos e esses dividendos eram para o accionista Estado. Eram para nós. Entravam na receita do Estado. Eram seguramente mais de 1000 milhões de receita anual, tantas vezes mais do que isso, receita que era nossa e que agora são proveito da RPC ou de alguns privados mais chegados ao grupo que controla o PSD do sr. Passos. Essa receita gerada pelas EP é agora suprida pelos nossos impostos, impostos que não poderão baixar pois têm que tapar o buraco deixado pelas privatizações – e esse é um dos resultados da venda ao desbarato das nossas melhores empresas. Outro resultado dessas privatizações é ver a nossa soberania, a nossa independência na mão de outros Estados. E finalmente o outro resultado é ver o mau serviço prestado por algumas dessas empresas de serviço público. Veja as reclamações contra os CTT. Veja a bronca recente no aeroporto de Lisboa, milhares de passageiros retidos porque o fornecimento de combustível pifou. Veja o preço escandaloso da electricidade, das gasolinas. E felizmente que ainda fomos a tempo de impedir a privatização das Águas, senão qualquer dia até deixávamos de tomar banho. E veja o resultado das experiências levadas a cabo pela políticas que defende: por exemplo, no Chile, 40 anos depois da privatização da Segurança Social, os fundos que a gerem agora não tem dinheiro para pagar as pensões.

  4. José Fontes says:

    Rui:
    Pessoas com distanciamento crítico para auditarem os seus há poucas.
    Depois temos o habitual panorama de passa-culpas, em que os de uma tribo passam o tempo a acusar os da outra tribo de coisas semelhantes àquelas que os seus fazem.
    E os da outra tribo fazem o mesmo.
    E gasta-se o tempo nisto.

  5. JgMenos says:

    Geringonça – a grande lavandaria …de memórias.

    • José Peralta says:

      Ó “menos” !

      A tua grafonola tem mais furos que um passador…

      Mas a tua “lavandaria de memórias” tenta ao transe lavar-lhe as cuecas…sem nenhuma higiene “resultante” !

      Tenta mudar de detergente e, de caminho… lava a cabeça…

      …MAS, POR DENTRO !

      .

      • José Fontes says:

        Ó José Peralta:
        Na máquina de lavar não dá.
        Para sujidade velha e já muito entranhada nos tecidos não resulta a máquina de lavar roupa. Nem a da loiça.
        Eu sugiro uma aspiração das teias de aranha primeiro, pelos ouvidos e com um aspirador industrial.
        Depois injectar ácido muriático para comer a sujidade toda do cérebro.
        É limpinho que resultará.
        Ficamos com um Menos que é um verdadeiro Mais.

  6. José Peralta says:

    António de Almeida

    Antes de mais, sugiro-lhe a leitura atenta do comentário de Rui (às 14.07) com o qual concordo na íntegra !

    Sim, eu lembro-me do caso que cita ! E claro está que não o aprovo…

    E se “um partido perde eleições e imediatamente um seu ministro salta para a administração de uma grande empresa” parece-me que a sua memória, ou é muito selectiva e obnubilada pelo “sectarismo, partidarite e desonestidade intelectual” ou estará um pouco anquilosada !

    E devolvo-lhe a pergunta : Já que “parece” estar algo “desmemoriado” dos factos oportunamente citados por Rui, a que acrescento o súbito e acrobático salto da maria luís, de ex-ministra para a “Arrow”, o António de Almeida “lembra-se quem à época dos factos governava Portugal” ?

    Faça lá um esforço e…lembre-se !

  7. Esta historieta do “mexias na massa” é semelhante à de outros “artistas” salta-pucinhas entre alguns partidos e as empresas.
    Percepciono é que alguns partidos foram capturados por sectores sociais ligados a interessas económicos e por demagogos-manipuladores-agitadores.
    A nossa “burguesia” nunca foi nacionalistas porque sempre se aliou ao capital estrangeiro para explorar os seus concidadãos ficando apenas com as rendas dos negócios. O capital estrangeiro limita-se a açucarar o ego destes com uns milhares de euros.
    Desgraçados…
    Sim, como se disse, está também nas nossas mãos mudar esta situação.

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