Festival Panda

Não é tão mau como pensava. É pior. Muito pior.

«A ideia de não aparecer-mos»?

Efectivamente, “de não aparecer-mos“.

O caso Sebastião Pereira

Há bordões que são repetidamente usados na política, num exercício de fornecer argumentos à retórica. Passando por alguns exemplos, lembro-me dos socialistas (ou os xuxas, como lhes chamam) só saberem gastar o dinheiro dos outros (como se não estivéssemos a pagar os desmandos da banca privada). Vem-me à memória os bafientos salazaristas da direita (como se a esquerda fosse um paraíso sem perseguições políticas). Ocorre-me a eficiência do privado, comparativamente à da gestão pública (fazendo tábua rasa da crua realidade de as empresas que foram privatizadas não terem melhorado os serviços, nem terem baixado os preços). Outro chavão que se ouve amiúde é que a esquerda é mestre na propaganda e no controlo da comunicação social (sem se referir a máquina “Maria da Luz” e passando uma esponja sobre o controlo accionista dos media). A lista poderia crescer bem mais e só vou acrescentar mais um exemplo para balancear, recordando o argumento da ética republicana (como se o escândalo das nomeações e da promiscuidade nos negócios não fosse igualmente forte entre os socialistas). Retirando os óculos partidários, vemos que o modus operandi é semelhante, independentemente da cor política.

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Acho muito bem!

PCP quer que o Governo explique escolhas para a Anacom“. Há coisas que têm que ser como água e azeite.

SIRESP para totós

A ideia nasceu no governo de Guterres. A PT começou a montar antenas a título experimental e sem custos no governo do Durão Barroso – foi a estratégia do facto consumado. Quando veio a concurso, não surpreende que os restantes concorrentes dissessem que este já estava decidido. A seguir, o governo do Santana Lopes adjudicou, já em gestão. Por fim, o Costa assinou novo contrato, depois de ter cancelado o anterior, mas mantendo o essencial.

Resumidamente, foi isto. Com mais uns pozinhos engraçados, tais como a forma como isto foi cozinhado durante o governo de Durão Barroso.

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A Ordem dos Advogados deveria patrocinar gratuitamente as vítimas de Pedrógão Grande

 

© PAULO CUNHA / LUSA

Valdemar Alves, presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, fez um apelo para que “não se alimentem querelas políticas em torno de pedidos de demissão ou do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP)”. Para o autarca, que parece ter a lição bem estudada, é necessário “restabelecer a paz e o sossego”. Tudo muito conveniente.

O que seria de esperar de Valdemar Alves, enquanto presidente de Câmara, é que estivesse já a dar apoio jurídico às vítimas desta catástrofe, para que elas pudessem, nas instâncias judiciais próprias, exigir a indemnização a que possam ter direito pelos danos causados em consequência do eventual comportamento negligente do Estado Português.

Não tomando a Câmara Municipal de Pedrógão Grande essa iniciativa, deveria a própria Ordem dos Advogados fazê-lo, nomeando desde já uma equipa escolhida entre os seus mais ilustres membros, para que, em regime pro bono, representassem em juízo as famílias atingidas, numa acção cível, ou mesmo crime, contra o Estado. É a isso que também se dá o nome de Estado de Direito Democrático.