A propósito de eucaliptos: Jorge Paiva ou Passos Coelho?

Passos Coelho tem a qualidade fundamental para se ser político: falta de vergonha. Como qualquer bom político, e ao contrário, quiçá, da maior parte da humanidade, Coelho é imune àquele sentimento que muitas pessoas normais e alguns tarados sexuais resumem na frase “se houvesse um buraquinho, enfiava-me lá dentro”.

Depois de ter inundado o espaço mediático com uma multidão de suicidas inexistente, resolveu, do alto da cátedra em que finge viver, explicar que não há nenhum problema com os eucaliptos, reduzindo essa questão a uma aliança entre PS e os Verdes para aguentar a Geringonça.

Efectivamente, é simplista pensar que bastaria erradicar os eucaliptos para acabar com os incêndios. O simplismo é próprio dos pobres de espírito ou dos que não têm vergonha na cara. Passos Coelho, que não é pobre de espírito, cai no simplismo oposto, não tendo pejo em contrariar aquilo que muitos investigadores têm escrito sobre o problema dos incêndios florestais.

Uma das vozes mais autorizadas sobre o assunto é o professor Jorge Paiva, que, ainda recentemente, escreveu um artigo em que, naturalmente, não reduz o problema dos incêndios à eucaliptização, porque, como qualquer especialista, não cai em simplismos, instrumento reservado aos desprovidos de vergonha.

Uma expressão como “época de incêndios” já deveria ter deixado de fazer sentido há muito. Para isso, seria preciso ouvir quem sabe.

Por isso, pergunto: se falarmos de incêndios florestais, vamos dar ouvidos a Jorge Paiva ou a Passos Coelho?

Porto pode perder classificação da Unesco

Simulação do projecto para a Real Companhia Velha

A afirmação é do Arquitecto Rui Loza, actual Vereador com o pelouro do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto e coordenador do processo de candidatura do Centro Histórico do Porto à inclusão na Lista do Património Mundial da UNESCO.

Numa conferência organizada pela Câmara de Gaia em 2015, sob o lema “Cidades de Rio e Vinha – Memória, Património e Reabilitação”, o Vereador da Câmara do Porto alertava para o “risco de abuso cultural decorrente da desvitalização da vertente industrial das caves”, realçando que “há a tentação de construir [nas Caves] uma nova cidade com vistas para o Porto”.

Rui Loza chegou a afirmar que “há muita gente a colaborar com o processo de destruição em massa dos Armazéns [de Vinho do Porto]” que são o ex-libris do Centro Histórico de Gaia.

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SIRESP: queremos o nosso dinheiro de volta

Custou umas largas centenas de milhões de euros aos cofres públicos, numa negociata à moda do bloco central, e voltou a falhar quando mais precisamos dele. Ontem, porém, recebemos a confirmação de que a patranha é pior do que imaginávamos. Segundo Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, as falhas são comuns e constantes. O líder da ASPP vai mais longe e afirma mesmo que

se houver um incidente táctico-policial no Colombo, no Meo Arena ou no Amoreiras Shopping, é evidente que vamos ter muitas dificuldades” (por serem) “locais sensíveis, locais onde, quando é necessário comunicações, não pode falhar, e a verdade é que toda a gente fala em muita coisa, e parece que estamos sempre à espera da catástrofe para depois lamentar, e isto é o que tem vindo a acontecer. Aquilo que está identificado hoje, os inquéritos podem identificar o que quiserem, está identificado há anos (…) há anos que nós já comunicamos aos governos, ao poder político.

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Gabriela Canavilhas – a expressão da insanidade do centralismo partidário

A açoreana Gabriela Canavilhas, ex-Ministra da Cultura, ex-deputada eleita por Viana do Castelo, actual deputada eleita pelo Porto, é candidata à presidência da Câmara de Cascais!
É este género de imposições partidárias centralistas às regiões e aos municípios que exponencia o descrédito nos partidos políticos!
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ps: fotografia de Cida Garcia.

Errata: um amigo informou-me que Gabriela Canavilhas é natural de Angola.

Em Gaia, ninguém quer brincar com ele

Hoje dei por mim a pensar naquela rua onde o dono da bola tinha sempre que jogar, mesmo sendo o último a ser escolhido. Tinha de entrar!

Era o dono da bola e a qualidade do seu futebol tinha, para a equipa, uma consequência infalível – a derrota. Mas, em boa verdade, sem a bola não havia jogo e lá entrava o Pedro no jogo.
A Rússia, na taça das confederações não andou muito longe de ser o Pedro da FIFA e, tenho para mim que, em Gaia, alguém está com o mesmo problema.
Quer dizer, em bom rigor, o problema não é bem o mesmo porque o Pedrito cá do burgo não foi convidado pelo Pedrito da capital. Confuso?
Passo a explicar – diz-se que os passos de Pedro iriam passar por Vila Nova de Gaia, mas o parceiro do convívio vem do outro lado do rio.
E, portanto, das duas uma, ou o Pedro que é chefe (mas pouco) não quer ter ao lado dele alguém, que como ele, terá uma derrota pela certa ou então foi mesmo esquecimento.

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Que divertido

Alberto Gonçalves, O Cronista da direita, afinal também tem sentido de humor.

“A calamidade politica que atingiu Portugal e que muitos teimam em ignorar”

Estava tudo a correr tão bem, com orçamentos inconstitucionais, cortes salariais e todas as metas falhadas, para agora vir a Ameaça  Vermelha destruir o país. 

Ainda bem que já não existe a Ameaça Amarela, pois vendemos-lhes a REN, a EDP e as casas de luxo ao lado da Gare do Oriente.