O que têm em comum Eduardo Vítor Rodrigues e Lucínio Gonçalves Presa?


 

 

 

 

 

 

 

O malfadado e mal-afamado Lucínio Gonçalves Presa, cuja memória deve ser convictamente enxovalhada, foi o Presidente da Câmara Municipal do Porto que destruiu o Palácio de Cristal para em seu lugar construir um pavilhão de Hóquei em Patins.
Eduardo Vítor Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, vai destruir os armazéns de Vinho do Porto para construir um mamarracho destinado aos turistas. Os vindouros olharão para ele como nós hoje olhamos para Lucínio Gonçalves Presa.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    É evidente que Portugal está a saque com uma classe de autarcas incultos ignorantes, capazes de venderem a própria mãe se isso lhes der dinheiro.
    Lembremo-nos do endividamento irresponsável das autarquias, das construções faraónicas apadrinhadas por este gentinha que quer, à viva força, deixar o seu nome na história de qualquer maneira.
    Lembremo-nos dos crimes de lesa património que Rui Rio cometeu na Avenida e na Cordoaria no virar do século, num completo ataque ao bom senso.
    Isto, para ficarmos … à volta de Gaia.
    Esta gentalha comporta-se como o Senhor Feudal que do alto do seu castelo faz sair determinações verdadeiramente irresponsáveis para que se cumpra pelos “servos da gleba”.
    E somos nós que colocamos lá estes abutres.
    Este é apenas mais um caso de falta de cultura e falta de bom senso. O Vinho do Porto é Património Mundial e estas caves também o deveriam ser, pela tarefa que lhe foi dada e pela história que acumulam.
    Deu a louca nesta gentinha com os turistas. E tudo o que vão parindo, vai-nos fazer, cada vez mais, estrangeiros no nosso País. Haja Bom senso.
    Dizia Ramalho Ortigão na viragem do século, quando viu o Convento de S, Bento da Avé Maria ser literalmente reduzido a escombros para aí se levantar uma estação de S. Bento, hoje à procura de futuro, que de entre os maiores destruidores compulsivos de Património, ninguém tira o primeiro lugar ao Porto. E eu junto … a Gaia também.
    Será que esta cambada de ignorantes sabe que a escolha de Gaia foi feita também por razões financeiras? E que o “clima” que ali se respira – temperatura e humidade pela protecção da zona – é da maior importância para o envelhecimento do vinho? Já vão destruindo a região do Douro modificando irreversivelmente o seu clima. Querem destruir completamente essa jóia da Humanidade que se chama Vinho do Porto?

    • Luís Teixeira Neves says:

      O quê na Cordoaria? As esplanadas da Praça Parada Leitão? E que avenida? A dos Aliados? As sucessivas barracas que lá montavam e desmontavam?

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Caro Luís Teixeira Neves.
        Provavelmente o Sr. na Cordoaria conhecerá apenas os “adereços” de que fala. A Cordoaria era um jardim classificado no grupo dos Jardins Românticos (de que fazem parte os Jardins de S. Lázaro, do Palácio de Cristal – outra saudade – do Carregal e do Passeio Alegre), miseravelmente mutilado no ano 2000 pela autarquia. Requalificar, não é destruir, mas foi isso que a autarquia fez, exactamente como o fez na Praça. E a “obra” da Cordoaria foi de tal monta, que o Jardim foi sujeito a nova intervenção, depois de constatada a destruição irreparável. Dito de outra forma, gastou-se dinheiro duas vezes.
        Mas o que mais dói é o saber que as obras efectuadas (Praça e Cordoaria), tiveram como objectivo puro e duro, adaptar o Jardim da Cordoaria de forma a precisar de um mínimo de manutenção e na Praça, acabar pura e simplesmente com ela. É a contabilidade de merceeiro, daqueles que usam um lápis rombudo atrás da orelha e que fazem contas em papel de cartuxo, que o Sr. Dr. Rui Rio desenvolveu na cidade do Porto. Poupar é uma coisa; gerir é outra; destruir é outra ainda, mas muito diferente.
        Já agora, barracas montam e desmontam na Praça e na Avenida. A dos Aliados, exactamente. Gosta?

        • Luís Teixeira Neves says:

          Não gosto, claro. A Cordoaria foi obra do Porto 2001 durante o último mandato autárquico socialista. A Avenida foi obra do Metro do Porto durante o primeiro mandato do Rui Rio. Não desgosto do alargamento dos passeios laterais. As bocas do metro estão bem metidas neles. E isso suporia sempre a alteração das placas centrais. Não gosto 100% do que foi feito nelas.

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Caro Luís Teixeira Neves:
            Estamos completamente de acordo.
            Cumprimentos.

    • Pedro says:

      O projeto também vai acabar com o vinho do Porto? O ridiculo vai em roda livre.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Caro Pedro.
        O que me parece que vai em roda livre, é a sua compreensão que o leva a transformar em afirmação uma pergunta que eu faço. Ao menos peça licença para tirar o ponto de interrogação e saiba que é muito feio adulterarem-se raciocínios.
        E por aqui me fico, não vá a roda livre do meu pensamento chocar com o ridículo da sua compreensão.

        • Pedro says:

          Não perguntava o Ernesto se esses broncos de Gaia querem destruir o vinho do Porto com o tal projecto? Bem, ridículo é colocar tal hipótese. Entendeu agora?

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Não, não perguntei nada disso aos broncos de Gaia.
            A pergunta que eu faço é geral e não dirigida e tem um contexto onde se insere um tipo de tratamento – negativo a meu ver – que se dá, há já uns anos, a algo que eu considero Património da Humanidade, a começar pela região do Douro em que a uva é cultivada.
            Entendo que a destruição das caves, em nada ajuda a História.
            A sua adjectivação é que me parece impertinente.

          • Pedro says:

            Ah, o “contexto” essa coisa que dá para tudo e para nada.

  2. Ficção versus realidade: Os porcos tomaram conta da quinta!?

  3. cportuga says:

    Eu diria que o tipo nem sequer sabe o que é Vinho do Porto!

  4. São os mesmos intelectuais que destruíram os jardins na Avenida dos Aliados na Cidade do Porto ,para plantar pedra de granito, é uma vergonha, mas aínda são condecorados. On

  5. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro Pedro.
    O contexto (sem aspas) é para quem sabe ler.
    O resto é perder tempo.

  6. Luís Teixeira Neves says:

    O centro cultural começado pelo Luís Filipe Meneses como está? Este tipo não se dá ao trabalho de concluir a obra do antecessor?

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