A batota autárquica dos “fake likes”

Coisas curiosas vão ocorrendo nas redes sociais, uma vez que se transformaram num dos principais veículos de propaganda política e eleitoral. O número de “Gostos” é um sinal aparente de popularidade e adesão, servindo para fazer passar uma ideia de notoriedade que, por vezes, não corresponde integralmente à realidade. Aquilo que de facto se verifica é uma gigantesca operação de falsificação de “gostos”, com candidatos autárquicos a recolhê-los em lugares tão distantes como o Sri Lanka, o Paquistão, os Estados Unidos ou a Índia. A compra de “likes” do Feicebuque é um modo de fazer batota e de induzir em erro os eleitores que se deparam com um grau de popularidade dos candidatos sem qualquer correspondência na realidade. Mas a verdade é que por meros 15 dólares é possível comprar 1000 likes de pessoas que nem sequer existem.

A título de exemplo, atente-se na página da recandidatura do actual presidente da Câmara de Gaia, analisada pelo “Facebook Like Checker”, uma aplicação citada hoje pela SIC Notícias e pelo  jornal Expresso, e usada numa interessante reportagem daquele canal de televisão.

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Custe o que custar

Nuno Delerue com Eduardo Vítor Rodrigues, na assinatura do acordo de aliança para a Câmara de Gaia (Ano de 2013).

Presidente da Comissão Política do movimento que elegeu, em 2013, José Guilherme Aguiar como vereador da Câmara de Gaia, seria Nuno Delerue quem viria a assinar, ainda nesse ano, o acordo de aliança política com o PS/Gaia, acordo esse que permitiria a Eduardo Vítor Rodrigues liderar os destinos da autarquia com uma maioria absoluta não conquistada em eleições.

Agora, Nuno Delerue, antigo vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, que integrou a comissão de honra da candidatura de Pedro Santana Lopes à liderança do partido, regressa “por dentro”, depois de três dos seus companheiros terem sido incluídos na lista do Partido Socialista à Câmara de Gaia: Guilherme Aguiar, Valentim Miranda e Elísio Pinto.

Esta estratégia do Partido Socialista para a terceira Câmara do país está em contra-ciclo com a solução encontrada ao nível do parlamento nacional, onde o PS se aliou, e bem, aos partidos da sua “esquerda” para constituir a chamada Geringonça, buscando, ao nível da governação, soluções que permitissem, na medida do possível, reverter as políticas gravosas que durante a anterior legislatura o governo PSD/CDS tinha levado a cabo.

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Divisão no PS Gaia

Há mais de um ano atrás houve quem tivesse percebido que a Medalha Municipal que o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia e líder do PS/Gaia entregou ao vice-presidente do PSD, Marco António Costa, não era um simples gesto bizarro, destituído de significado político. Pelo contrário, era, para quem tivesse os olhos abertos, o sinal de que a estratégia política do Partido Socialista para a terceira maior cidade do país passava pelo “Bloco Central de interesses” e que estávamos perante a reabilitação simbólica daqueles que foram acusados, pela generalidade da “Esquerda”, de levar este país ao chão e de o arrastar por um processo de destruição social sem precedentes.

Parece haver, agora, dentro do PS/Gaia, quem tenha descoberto esse truque, essa verdadeira traição aos valores proclamados pelo Partido Socialista, e se afaste dessa estratégia, criticando os dirigentes concelhios que a impuseram.

Escreve Agostinho Lisboa, um dos mais notáveis militantes socialistas de Vila Nova de Gaia, que recusou participar das listas do PS à próximas Autárquicas, porque:

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Fé, Política e Propaganda

 

O presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, ladeado pelo presidente da União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, João Paulo Correia, e pelo actual Administrador dos STCP (ex-administrador das Águas de Gaia e ex-Chefe de Gabinete de Vítor Rodrigues), Tiago Braga, naquilo que parece ser a concórdia perfeita entre Fé, Política e Propaganda, em mais um “passeio sénior” a Fátima, em plena campanha eleitoral para as autárquicas.

Certamente que a famosa “municipalização” dos STCP não serviu para patrocinar estas garraiadas santas.

Visão das “campanhas sujas” de Gaia

A reportagem da revista Visão publicada há alguns dias sobre as “Campanhas Sujas” da política, todas elas a norte e a principal das quais em Gaia, tem alguns pontos de interesse, apesar de a maior parte da informação publicada já ser conhecida e até já ter sido analisada pelas autoridades judiciais.

Mas há algumas novidades na peça jornalística que importa assinalar.

A primeira novidade é o aparecimento em cena de um grande grupo empresarial chamado Trivalor, dono de empresas como a Gertal, cujo negócio principal é o fornecimento de refeições escolares. Ou como a Strong, que se dedica à Segurança Privada. A Visão diz que a Trivalor terá financiado campanhas eleitorais do PSD e do PS. O que a Visão não diz é que a Gertal fez o maior contrato de todos os que constam do Portal Base com a Câmara de Gaia, num valor superior a 12 milhões de euros, no ano de 2015, já Eduardo Vitor Rodrigues era presidente de Câmara havia cerca de dois anos. Também não diz que a Strong, empresa do mesmo grupo, “ganhou”, no mesmo ano, o concurso para fornecimento de serviços de segurança à autarquia, destronando uma empresa concorrente que prestava esse serviço há vários anos.

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Taxa de Protecção Civil: Câmara de Gaia fez “lobby” a favor do imposto na Associação Nacional de Municípios

O presidente da Câmara de Gaia , Eduardo Vítor Rodrigues, inundou a comunicação social com uma informação deturpada, segundo a qual ele próprio “sempre foi contra” a cobrança da Taxa de Protecção Civil que o Tribunal Constitucional veio agora considerar ilegal.
A verdade, que a seguir se reproduz através da transcrição integral, ipsis verbis, da sua intervenção em Reunião Pública da Câmara de Gaia, de 18 de Novembro de 2013, é que Eduardo Vítor Rodrigues não só foi a favor da Taxa de Protecção Civil que agora renega, como tentou impô-la junto da Associação Nacional de Municípios Portugueses, onde se propôs até criar um “lobby” em defesa do imposto inconstitucional.

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Constitucional chumba Taxa de Protecção Civil da Câmara de Gaia

Ainda bem que a Câmara Municipal de Gaia tem um presidente que não mente com todo o descaramento:

Intimámos as empresas, que invocaram argumentos para não pagar. Então a Câmara agiu judicialmente, entregando o processo no tribunal para fazer uma cobrança coerciva. E não arredamos pé“.
Eduardo Vítor Rodrigues
PÚBLICO, 27 de Dezembro de 2013

“O autarca adiantou ainda que Vila Nova de Gaia «será uma das vice-presidências da Associação Nacional de Municípios», pelo que assume o «compromisso» de «não largar» o assunto «absolutamente decisivo» das taxas municipais de proteção civil. “
Eduardo Vítor Rodrigues
TVI, 18 de Novembro de 2013

O Tribunal Constitucional considerou ilegal a Taxa Municipal de Protecção Civil cobrada pela Câmara de Gaia. O acórdão, datado de 13 de Julho de 2017, surge na sequência de um litígio judicial entre um conjunto de empresas e o município gaiense.

“Quando tomei posse, assumi claramente que discordava da taxa (link para a Acta de reunião de Câmara em que afirma exactamente o contrário). (…) Deixei em vários momentos neste mandato a nota muito clara de que o Município a iria extinguir ou a reduzir enormemente”.
Eduardo Vítor Rodrigues
JN, 5 de Setembro de 2017

 

Adenda (5/9/17 | 22:57):
As inacreditáveis declarações à RTP (Vídeo):

https://www.rtp.pt/noticias/pais/taxa-de-proteccao-civil-em-gaia-considerada-inconstitucional_v1025306