Really mr. Trump?



Não tenho capacidade para prever o futuro. Mas quer-me parecer que este vídeo será uma inspiração para o que resta do actual mandato presidencial e que à semelhança do que aconteceu em 1974, o vice-presidente eleito acabará por prestar juramento como presidente dos EUA.
Sucedem-se os episódios envolvendo Donald Trump, cada reacção mais bizarra e inacreditável que a anterior. A paciência dos Republicanos também tem limites, que mais cedo ou mais tarde serão atingidos.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Ora ora … Isso é má língua.
    No fundo todos gostam dele, principalmente os “merdia” que só têm olhos para ele.
    Com semelhante bicho a tomar conta de uma nação que não tem escrúpulos em carregar no botão vermelho, veja-se a opinião que países como a Grã-Bretanha, a Coreia do Sul, o Japão e ultimamente a Austrália, formulam sobre este neo-nazi.
    É como o menino mal comportado que é criticado, mas ninguém tem coragem para lhe dar uma valente bofetada.
    Os políticos das nações, tão empertigadas contra Putin, não passam de uns “lambe-cus” que mandam umas bocas para parecer que têm opinião. Quando este neo-nazi aparece, estendem-lhes passadeiras. Já viram o que se passou no 14 de Julho em França, na parada da tomada da Bastilha? Pois no fundo dos Campos Elísios, lá estava a bandeira americana, ao lado da Francesa, porque Trump estava em Paris…
    Todos se lhe vergam para lhe lamber o cu…
    Vão dar banho ao cão !!!

    • Joaquim Marques says:

      Sr Ernesto, vá-se habituando. O politicamente correto também se desmascara. Os “erros” do Trump são marteladas na ferradura. Mas ele acerta mais vezes no prego. E outros líderes surgirão para mudar este estado da sociedade humana. Podre a cheirar mal. Turras e esquerdolas burgueses a mamar nos impostos dos contribuintes têm os dias contados, ou melhor, os anos porque a coisa ainda vai durar algum tempo.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Caro Joaquim Marques.
        Já estou mais que habituado, pois tinha 25 anos quando a “outra senhora” faliu e, de lá para cá, vejo antigos revolucionários marxilistas leninistas a discutirem OPA’s e OPV’s, recapitalizações da Banca e coisas afins, para além de reconhecidos fascistas a ocuparem cargos governamentais e administrativos e a serem condecorados por bom trabalho.
        Poupo-lhe os nomes.
        Mas vou dando a minha opinião, mais não seja, porque a tenho e para já, ainda o permitem.
        De resto, espero bem que os referidos líderes cheguem para meter um pouco de ordem nesta bagunçada miserável a que chamam de democracia, onde se perdeu por completo a vergonha e a noção do que é um valor.
        Mas concordo com o meu amigo: ainda vai levar muito tempo. Mas que se limpe a porcaria, senão as moscas voltam….

      • Paulo Marques says:

        É estranho que os fasços nunca se queixem da mama dos capitalistas que vivem à custa do estado, esses sim os verdadeiros parasitas que sugam o dinheiro todo e não quantidades menores.

  2. “A paciência dos republicanos tem limites”.
    Trump foi eleito contra a vontade dos “caciques” republicanos.
    O que acho interessante é que o único post que aqui aparece após os atentados em Barcelona e na Finlândia , seja a defender a censura ás noticias do atentado por parte de uma loja distribuidora de jornais, que resolveu “decidir” que tipo de imagens sobre o atentado em Barcelona que os cidadãos não deviam ver. O Ocidente está mesmo de rastos… Um atentado destes já entrou no banal, mais uma vigilia , umas velas e siga até ao proximo, que o que é preciso é ter “Córagem”…
    Ainda no último atentado em Inglaterra ouvi na tv um dos nossos “intelectualoides” a dizer que : ” temos que nos habituar a estas coisas , é o preço a pagar por viver em grandes cidades, assim como quando cai um avião ???”.
    Mas nosso grande problema evidentemente é o Trump. Duvido que o seja para as 15 vitimas mostais mas a cerca de centena de feridos e familiares partilhem desta grande preocupação da nossa “inteligentsia”.

    > não , a culpa dos atentados não é do Trump nem dos EUA, como virá já aqui um marxista qualquer dizer dentro de momentos.

    Rui Silva

    • Culpabilizar Trump pelos acontecimentos de Charlottesville já seria um erro, quanto mais pelo atentado de Barcelona. O que critico é a falta de postura de Trump no discurso da Trump tower e sucessivos erráticos tweets. Mais esta história (falsa) do sangue de porco nas balas. Trump não é um estadista.
      Já depois de ter escrito o post, Steve Bannon também saiu da Casa Branca.

      • Certo , concordo consigo, mas consegue imaginar o estadista Obama a fazer o discurso da Polónia ?

        Rui Silva

        • Fui apoiante de Obama durante a campanha para 1ª eleição e depois fui crítico da sua presidência. Trump só teve um mérito, derrotou H. Clinton, mas isso esfumou-se no dia da eleição. Sem Bannon, ainda será mais errático e apenas leva 7 meses desde que tomou posse.
          Estou muito longe de ser um entusiasta de M. Pence, mas viu o discurso dele? Mais alguns meses e será o próximo presidente dos EUA, à semelhança do que aconteceu com G. Ford e muito provavelmente falhará a reeleição. Estou longe, muito longe de simpatizar com o partido Democrata… Em termos de presidência americana, a minha referência é Ronald Reagan.

          • Caro António Almeida,
            eu concordo que o principal feito de Trump foi ter nos livrado da Clinton (até agora… e no ponto de vista Europeu…), e não sou apoiante de Trump.
            Mas o que me surpreende é você ter precisado de quatro anos para concluir que um presidente com amizades como Bill Ayres não era bom, e no dia seguinte à eleição de Trump (… mas isso esfumou-se no dia da eleição….) logo perceber que o individuo era pior que a derrotada.

            Rui Silva

          • Não escrevi que precisei de 4 anos para criticar Obama. Antes mesmo da tomada de posse critiquei o Nobel se cobertura, endeusamento que pretenderam fazer ao então futuro presidente. Logo no início do mandato, tornei-me crítico…

          • e antes da eleição o “circulo de amigos” de Hussein Barak Obama não o fez desconfiar ao que ele vinha ?

            Rui Silva

          • Durante o processo eleitoral que acompanhei até à exaustão deu-me sobretudo enorme gozo na derrota que proporcionou aos Clinton. O entusiasmo começou a esmorecer na Convenção. Mas isso já é passado…

          • Pois para mim não foi preciso tanto tempo, logo que eu vi o passado e as ligações politicas de Hussein Barak Obama, fiz a minha analise e como se viu, não me enganei.

            Rui Silva

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Rui Silva.
      Trump representa a política americana e esta foi interpretada da mesma forma, relativamente aos Países Árabes, pelos anteriores presidentes americanos.
      Quem não for capaz de perceber a actual situação à luz das constantes destruições de países soberanos perpetradas por Bush, Clinton e Obama, só para falar dos últimos 30 anos e a criação de uma Al Qaeda e de um Estado Islâmico, não percebeu nada do que se passou na História.
      Eu acuso frontalmente essa política e responsabilizo-a por tudo o que se está a passar. A cultura dos povos é uma coisa muito séria e vive regras muito apertadas que nós já vivemos, há muitas centenas de anos. Nós progredimos por uma via natural e deveríamos deixar esses países descobrir o seu próprio caminho.
      Os americanos só conhecem um tipo de cultura, a deles e impõem-na de um modo indiscriminado, sob o signo de uma “liberdade” que acaba por tornar aqueles países nos infernos que conhecemos e onde ninguém quer viver.
      A causa de raiz para as vagas e entre elas, o terrorismo, foram os crimes da política americana que nunca foram julgados. E não é discutido, devido ao facto desta pútrida Europa estar alinhada e ter perdido completamente o seu rumo.
      Trump é exactamente a mesma coisa que os anteriores presidentes. Ele representa uma classe e sendo mais estúpido, mais radical e claramente mais neo-nazi, corre exactamente na mesma pista.
      Admito que, no seio das suas convicções políticas, não queira fazer o paralelo entre a política americana – a que se associa a inexistência de uma Europa política – e o que se passa hoje no mundo. Mas acredite e aceite que há quem pense de uma forma bem mais diferente.
      Cumprimentos.

      • Caro Ernesto Ribeiro,
        Começando pelo fim, deixe-me que lhe diga que eu aceito que existe quem pense diferente, o que eu não aceito é que estejam certos e que a análise histórica desses esteja correcta.
        Sabe que quando as pessoas acham que a culpa do terrorismo é dos Americanos e a sua análise pára aí, das duas uma, ou são inocentes ( úteis digo eu ) ou são mal intencionadas ( que não acho que seja o seu caso).
        É , digamos muito estranho, que as pessoas não consigam ver que os Império Americano(Ocidente) estão a enfrentar outro Império, neste caso o Império Islâmico, que tem , quanto a mim intenções muito mais imperialistas e nefastas que o próprio Ocidente.
        Você sentir-se-a melhor sob a influencia do Império Americano(Ocidental) ou sob a influencia do Império Islâmico ?

        Rui Silva

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Ora toca exactamente na ferida caro Rui Silva. É que eu não gosto de Impérios e o seu problema é que confunde o facto de eu não gostar do Império americano para me tentar colar ao outro. A diferença é que não há Império Islâmico. Há é um grupo de fanáticos que em tempos foi financiado pelos americanos para combater os russos. Falo da Al Qaeda. E isto, meu caro, pode dar as voltas que quiser, porque já nem é história.
          A velha Europa trilhou, há muitos anos, um caminho próprio e antes de se entregar ao neoliberalismo selvagem dos americanos – dito de outra forma, hipotecar a sua cultura – desenvolveu o Humanismo que posteriormente levou muitos pontapés, mas continua vivo. Pois eu acredito nessa Europa tolerante, social e não nos credos religiosos exacerbados ou no culto à moeda que outros praticam.
          E por isto mesmo lhe posso dizer que, nesta questão, o inocente não sou eu.

          • Joaquim Marques says:

            Ernesto,
            Qual é a cultura dessa velha Europa? Explique-se.

          • Bem, eu se não olhasse para a História e fosse atacado de um certo Romantismo também não gostaria de Impérios, mas caro Ernesto veja a tragédia que foi a queda do império romano, veja o que se lhe seguiu!
            Não ambiciona algo do género pois não?
            Em relação ao império Islâmico tem razão , ele não existe pelo menos numa medida que nos afecte muito ( tirando o terrorismo que está a entrar na “normalidade”) , mas não existe pelo simples facto de existir o Império Americano, fundado nos escombros dos princípios do império romano, de tradição judaico-cristã e personificados na sua maior potencia que são os Estados Unidos da América.
            Caro Ernesto para seu bem, não queira que o Império Americano caia, pois se ele cair o que se seguirá será outro império ( ou Sino-Soviético ou Islâmico ) e não vai ser bonito de se ver, segundo os nossos princípios de vida Ocidentais.
            Claro que o império comete muitos erros , muitos crimes , mas também nos garante que possamos dormir descansados em relação a tantos totalitarismos que estão à espreita da sua oportunidade.

            Rui Silva

          • Paulo Marques says:

            Claro que cai, como todos os outros, desde o Egipto à Grã-Bretanha. Suportá-los quando já não se aguentam é que dá azo ao caos descontrolado, como o Austríaco. Os outros transitaram sem trazer o fim do mundo, seja o Português, o Espanhol, o Soviético, o Británico…

      • Os americanos só conhecem um tipo de cultura, a deles e impõem-na de um modo indiscriminado, sob o signo de uma “liberdade” que acaba por tornar aqueles países nos infernos que conhecemos e onde ninguém quer viver.

        -Existirá mesmo uma cultura americana? A que cultura se refere?
        Texas? Missouri? Ohio? California ou NY? Ao que sei, lá como cá, existe um pensamento que Hollywood e alguns media consideram correcto, tentam impor a todo o território e que tem estado na base de problemas sociais e políticos…

        • Muito bem visto.
          A nosso “elite” intelectual “bebe” com sofreguidão a imagem Americana vendida pelos media de consumo externo como CNN e NYT etc, pensando que compreende o que é a América.

          Rui SIlva

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Que me diz? Os Estados não têm uma cultura?
          Já ouvi um parlamentar nosso dizer que o País estava melhor, embora as pessoas estivessem pior ou seja o País separado das pessoas. O caro António Almeida quer agora descobrir o País separado da sua própria cultura?
          Nenhum país pode deixar de ter uma cultura senão, não pode existir. Falo em cultura enquanto guia, direcção e orientação.
          Há outra cultura, mas essa é individual e aí não tenho dúvidas que os americanos, na sua grande maioria são nulos ou quase nulos. E o mais grave que pode acontecer é um povo ter todo o acesso à informação, como é o caso deles e negligenciar tal acesso. Essa postura, tem outro nome.
          O triste nisto tudo, é que os Estados Unidos têm mesmo uma cultura. Chame-lhe o que quiser e valha ela o que valer, mas para nosso mal, têm-na.
          Quer-me dizer que o Texas, o Ohio, o Missouri ou a Califórnia não partilham um mesmo modo de pensar e os mesmos hábitos? Mas conhece mesmo os Estados Unidos?
          Olhe que eu conheço e muito bem.
          Os media de que fala e Hollywood estão justamente ao serviço desse modo modo de pensar ou se quiser, dessa (pseudo) cultura. Eles são a imagem dos “Estados Unidos” e esforçam-se para o serem. Eles são o pregão dessa dita cultura. Não negligencie o esforço dessas entidades, sempre tão preocupadas em explicar as suas virtudes que têm componentes extraordinárias com o sensacionalismo, a violência, a ignorância e mesmo a estupidez …
          Resta agora saber, isto para responder ao caro Rui Silva, quem é essa “elite” intelectual que …” “bebe” com sofreguidão a imagem Americana vendida pelos media de consumo externo”…
          Elite intelectual? Que intelecto?
          Quer nomes? Pois vá ao “Arco de Governação” e ao grande grupo do nossos gestores e outros aspirantes e encontra a referida “intelectualidade” …
          Cumprimentos.

    • Paulo Marques says:

      “seja a defender a censura ás noticias do atentado por parte de uma loja distribuidora de jornais,”
      Pensei que o capitalismo dava liberdade de escolha, afinal não.

      “a culpa dos atentados não é do Trump nem dos EUA, como virá já aqui um marxista qualquer dizer dentro de momentos. ”
      O facto de quase todos os atentados acontecerem em países que andam a foder e a mamar o médio oriente há mais de cem anos é pura coincidência.

  3. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro Joaquim Marques.
    Qual é a cultura desta velha Europa?
    É uma cultura criada no esquema do “trial and error” ou seja, um contínuo aperfeiçoamento dos valores, que tem pontos de regressão grosso modo, todos os dois séculos. É a cultura que permitiu olhar o homem de um lado humanista e não como um simples “servo da gleba” e um “instrumento” de Deus. Numa palavra, é uma cultura que permitiu respeitar a natureza Humana. É uma cultura de tolerância e de vida em comum, atropelada por contingências políticas que a fazem regredir, mas que logo a seguir aparece melhorada. Veja o percurso que a Europa teve desde o Império Romano aos nossos dias e veja o modo como a sociedade é hoje encarada relativamente ao modo como o foi no passado.
    Movimentos como a “Romanização” que procura a fusão das culturas transformando-a numa só (tal como acontece hoje com os Americanos, os novos Romanos), estarão condenadas ao fracasso, pela reacção. Movimentos como as Cruzadas, o Feudalismo e a Inquisição, baseados no poder de uma meia dúzia para definir trilhos, não poderão ter continuidade a médio/longo prazo numa Europa que progride. E por isso, caíram. Movimentos como o nazismo, o fascismo ou o comunismo, também não têm continuidade, apesar dos ameaços.
    E por tudo isto, passou a Europa. De tudo isto se reabilitou e adquiriu conhecimentos e estrutura que lhe permitem saber qual o SEU caminho. Esta é a cultura Europeia, baseada numa longa aprendizagem dos muitos erros cometidos.
    Contudo hoje a Europa está claramente num ponto baixo, pois adoptou a cultura consumista e facilitista americana, parecendo ter esquecido o seu passado. Bebe e come americano todos os dias. Basta ver a televisão.
    A Europa esqueceu a Revolução Francesa e as suas consequências para o Mundo: as lutas de libertação, o fim da escravatura e a autonomia dos povos.
    Temos uma Europa a várias velocidades e toda ela a trabalhar para dois ou três países. Isto não é a Europa, mas como há pouco trocamos ideias, eu tenho a certeza que a Europa voltará a ser o farol das modificações que farão o Homem avançar.
    E se olharmos para os países nórdicos, penso que ali reside ainda o bastião de cultura da velha Europa, da Europa verdadeira e genuína.

  4. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro Rui Silva.
    Aprecio a sua adjectivação para desenvolver temas.
    Já fui ingénuo, estamos de acordo quando ao ser bem intencionado e agora sou romântico… Pronto, terei sempre uma catalogação como resposta a uma opinião que se confronta com o seu realismo…
    A sua alusão ao Império Romano é como o refrão de uma velha música … “para melhor está bem está bem, para pior já basta assim…”
    O Império Romano foi contra-natura, como são todos os Impérios. Portanto não é correcto justificarmos o caos que se passa depois da queda do Império, com a sua manutenção.
    Isso, é defender o que, à partida já está errado e é não ir às causas de raiz para os problemas, coisa que os ocidentais e americanos praticam com muito brilhantismo.
    Não se pode justificar um mal que nos surge com um outro que foi implementado e soçobrou. O caos pós-romano foi, ele mesmo, uma consequência da sua política expansionista e redutora. O Império caiu como caem todos os Impérios, pela degradação das condições de vida das populações, mesmo dos romanos-romanos (ninguém gosta de passar de cavalo para burro), pela corrupção, pela violência e pelo contínuo estado de guerra que mobilizava pessoas e recursos que, a certa altura, eram cada vez mais raros.
    Quer justificar uma situação de subjugação miserável, onde não há direitos, com o caos que virá a seguir? Violência gera violência e esta é uma verdade universal. O que temos que fazer é estar alerta para evitar que ela chegue.

    Já viu o que se está a passar com o Império Americano? Deixe passar mais uns anos (presumo que o caro Rui é ainda um jovem) e verá. Eu tenho outra visão, apoiada na possível maior idade e experiência de vida. Conheci os Estados Unidos há cerca de trinta e cinco anos e por lá ando regularmente. As condições de vida de hoje não têm nada que ver com as 1960, 1970, 1980 e mesmo 1990. O Eldorado acabou e por isso aparecem personagens como Trump, uma espécie de “pedrada no charco” que pretende devolver o antigo bem estar aos americanos. Mas tal como os Romanos, o Sr. Trump, porque é ignorante, ainda não percebeu que a sociedade americana vive acima do que é sustentável. E por isso vai adiando, “colectando” as matérias primas dos outros a troca dos Mac Donalds, a tal “liberdade made in USA” que dá para lá ir continuando e sugando.

    Depois é curioso outro tipo de terminologia que usa sistematicamente: os Americanos são os nossos salvadores !!! Isto daria, acredite, para rir se não fosse dramático.
    Olhe que antes do Império Americano, já a Europa, esta “coisa” que ninguém respeita, mas existe, tinha uma filosofia muito própria e era o verdadeiro cadinho de experiências políticas e sociais, nomeadamente, a França. Tinha uma verdadeira cultura, cujas bases eram o Iluminismo.Mas nós continuamos a olhar para os devoradores de meios que são os americanos, esquecendo-nos da nossa própria casa. Deixamos, por exemplo, de um modo irresponsável que os americanos cá viessem resolver a crise do Kosovo. Hipotecamos o nosso exército à pata da NATO e agora andamos preocupados com o terrorismo.
    A vida, meu caro Rui ensina-nos que o melhor que temos a fazer é boas escolhas ou então ter a coragem de não escolher e justificar a opção. A arma, chama-se voto e enquanto continuarmos a votar em gentalha que está vendida a interesses que nos não representam, não vamos para a frente.

    Essa do Império Islâmico é uma criação dos media, os mesmos que fazem da desgraça as delícias para aparecerem para cantar a música do Armageddon. É esta espécie de gente que pouco a pouco, vai funcionando como um travão para evitar que pensemos. Veja a CNN, a BBC, a TVI, o CM, a Al Jazhira e percebe a quem estamos entregues: a galinhas chocas que mais não fazem que ser “His master’s voice”, relatando tudo o que é sangue, assalto, violência, desastre, esquecendo-se – voluntariamente – que vivem num belíssimo e único lugar do Universo.

    Percebi que para o Rui Silva há os Impérios bons e os maus, uma recriação, digamos do “Eixo do Mal” de Bush e que agora tem outra orientação.
    Para si há os Impérios que esmagam e os Impérios “soft”.
    Trabalhei muitos anos com marroquinos (e ainda trabalho), com tunisinos e tenho mais que dizer de alguns europeus que daquela gente pacífica educada e muito mais culta que qualquer americano. Misturar a religião e a maldade com povos pacíficos como o Rui faz quando refere o Império Islâmico, é entrar na generalidade americana que lhes dá muito jeito para que possam “aparecer” e sugar o que pretendem. Mas não acho que seja correcto confundir-se TERRORISTAS com Islamitas. Era como se, de repente, o facto de ter havido um Billy the Kid, um Jess James, uma Calamity Jane e um Butch Cassidy desse para dizer que os americanos são todos uns bandidos sanguinários.
    Fique bem.

    • Como a nossa agradável troca de argumentos já vai longa, queria só rebater as coisas que estão quanto a mim profundamente erradas no entendimento destas questões.

      O império Romano não caiu por piorar as condições das populações. Pelo contrário o império romano trouxe inovações tecnológicas, jurídicas, administrativas, politicas etc que melhoraram em muito a vida das populações. A queda do império deve-se ao desenvolvimento desmesurado do sector “publico” ( e não só evidentemente) que com o fim das conquistas militares se julgava merecedor de “recompensas” irrealistas que associado a um rompimento com tradições morais conduziu a lutas intestinas pelo poder , juntando a má gestão ( a inflação nos últimos tempos do império era altíssima p.e., consubstanciado com a produção de moeda com metais que não ouro e prata misturados… para pagamentos ao funcionários), conduziu ao desfecho que sabemos.
      Sobre esta matéria recomendo vivamente “A História do Declínio e Queda do Império Romano” de Edward Gibbon, que quanto a mim e apesar da idade é a melhor obra sobre o assunto.

      Sobre a previsão da queda do império americano caro Ernesto fez-me lembrar do inenarrável Paul Kennedy com o seu “Ascensão e Queda das Grandes Potências” , que nos anos 80 e após aturados “estudos” concluía que o império americano cairia na década de 90 e surgiria com grande vigor o império soviético. Aconteceu exactamente o oposto …

      O império islâmico não é uma fabricação dos media. Pelo contrario. De-me exemplos dos media “main stream” em que o assunto seja abordado… Aliás veja que os principais grupos de media americanos são já propriedade de grupos islâmicos p.e. a CNN que citou.
      E em relação a impérios acredito que existem os bons e os maus. e eu quero estar no lado dos bons.

      Em relação ao seu ultimo exemplo: os bandidos americanos que citou , não foram praticar os seus crimes para nenhum pais islâmico, por isso o exemplo não tem nada a ver com o que estamos para aqui a falar.

      Já me esquecia, em relação ao nível de vida americana, tem razão e quanto a mim isso deve-se à crescente socialização da América que parece apostada em esquecer os seus fundamentos iniciais defendidos pelos Iluministas “Pais Fundadores” como Jefferson, Hamilton, Franklin, Washington etc.
      Mas com mais alguns presidentes como Hussein Barak Obama não podemos esperar muito mais.

      Rui Silva

      • Paulo Marques says:

        Falar em sector público no século IV merece um nobel. Vai-se a ver e eram comunistas.

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          🙂

          • Res publica é uma expressão latina que significa literalmente “coisa do povo”, “coisa pública”. É a origem da palavra república.
            🙂

            Mais um ensinamento que veio do império romano , mas parece que não chegou a todos.

            Rui Silva

  5. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro Rui Silva.
    Não percebi o seu comentário sobre RES que me é dirigido.
    Provavelmente ainda o Rui não era nascido, já eu conhecia o termo. Sinceramente, aparte o facto do Rui querer aparecer – um direito que lhe assiste – não me parece curial que me pretenda dar uma lição sobre coisas que não escrevi, nem comentei, excepto o sorriso cuja explicação – referente à socialização da América – remeto para uma resposta que lhe vou enviar de seguida e relativamente à sua última intervenção.

    • Caro Ernesto Ribeiro,
      realmente esse comentário não lhe era dirigido. Evidentemente que não me passa pela cabeça que ignore tão básicos conceitos. Apenas achei estranho o seu comentário “sorridente” ao comentário:
      “Falar em sector público no século IV merece um nobel. Vai-se a ver e eram comunistas.”

      Comentário este, que não me merece nenhuma atenção dada a ignorância que demonstra . Ignorância essa acompanhada, como quase sempre, pela arrogância da idiotice.
      Mas se me desse ao incomodo de responder a postes com conteúdo tão ridículo, seria para explicar que o Império Romano tinha sim funcionários públicos na administração económica, fiscal e judicial. Talvez até nomeasse algumas dessas profissões. Não o faço porque seria perder o meu tempo com caos perdidos, coisa que não tenho o mínimo jeito.

      Rui Silva

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Bem me pareceu que não e quanto a pôr o smile, devo dizer-lhe que o pus, porque achei graça ao comentário, embora admite que o Rui não lhe ache piada.
        Com toda a sinceridade, não acho que o comentário demonstre ignorância e não tendo qualquer procuração do comentador, entendi, como entendo que o comentário pretende, tão só, ter graça e para mim, teve.
        Eu acho que quem anda por estas páginas tem que ter “estofo” para ler comentários de qualquer tipo, a favor, contra, com graça e sem graça, desde que os princípios da urbanidade não sejam tocados. Acho que foi o caso. Deixe lá isso.
        Abraço.

        • Mas o Ernesto acha que não haviam funcionários públicos no Império Romano ?

          Rui Silva

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Nunca o neguei.
            De resto no Império Romano quem praticava o secundário e era militar, era necessariamente funcionário público. Até os animadores do “panis et circensis”… E no primário, também os havia.
            Mas onde está implícito no que escrevi, que não havia funcionários públicos em Roma?
            Há duas coisas que sempre existirão a menos que o Estado deixe de existir ou os patrões desenvolvam a máquina perfeita que tudo faz sozinha: os funcionários públicos e aqueles assalariados a quem chamam trabalhadores. Podem dar-se as voltas que se quiserem dar, podem arranjar-se as desculpas para para a falta de produtividade e outras tretas, que sem eles, nunca passarão. Uma espécie de relação amor-ódio 🙂

          • Caro ernesto
            Se sabe que existiam os ditos funcionários públicos, como pode pode afirmar :
            “Com toda a sinceridade, não acho que o comentário demonstre ignorância…”. ???

            Por um principio lógico elementar uma afirmação só pode ser verdadeira ou falsa. Não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa…

            Rui Silva

  6. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro Rui Silva.
    O facto de não nos aproximarmos nos conceitos políticos, não implica que não sejamos capazes de nos ler e rebater – ou tentar rebater – os argumentos de cada um.
    Se quiser, veja nisto um microcosmos que seria interessante que personalidades como Trump, Kim e quejandos fossem capazes de fazer nos seus universos, sem terem de andar a pensar sobre qual deles será o primeiro a carregar no botão.
    Neste aspecto qualquer de nós é melhor que qualquer deles.

    Começo por dizer ao caro Rui Silva que, muito humildemente, me considero uma pessoa com fortes conhecimentos de História. Em complemento deixe-me dizer-lhe que tenho livros publicados sobre a matéria e portanto, valendo o que vale, fica a informação agradecendo-lhe simultaneamente a sua amabilidade no tocante à informação do autor do livro sobre o Império Romano.
    E insisto, embora o caro Rui Silva aponte o “secundário” como causa da queda, em dizer-lhe que está profundamente enganado. Hoje, está provado que o Império soçobrou por três motivos que se conjugam. Começa nas lutas intestinas no seio da comunidade. Não sei se sabe, mas nos últimos 140 anos de Império, mais concretamente entre a morte de Constantino – para mim o último verdadeiro Imperador Romano do Ocidente – e Rómulo Augusto, o último Imperador, houve 30 Imperadores ou seja, cada imperador governou em média 4 anos… Isto, nem num regime com eleições livres …
    Já agora para complemento de informação, durante muitos anos, apareceram sucessivas secas, o que gerou maus anos agrícolas com a consequente fome.
    E como se não bastasse, eis que veio a malária, a mesma doença que está na base da queda de muitos Impérios como o Egípcio e o Azteca.
    Ora é nesta penúria que se passa o que anteriormente lhe escrevi ou seja, a queda do Império Romano, que acontece quando as populações estão em clara carestia e ninguém gosta de vir de cavalo para burro, como atrás lhe disse.

    O argumento do “público”, perdoe-me que lhe diga, é balofo e explico-lhe porquê.
    Os Imperadores davam terras aos generais e oficiais romanos, bem como a soldados que se haviam distinguido nas lutas do Império. E ao dar essas terras eles estavam a colonizá-las. Isso explica por exemplo o desenvolvimento das províncias africanas. Não sei se saberá, mas próximo de Fez e Meknés, em Marrocos, existem as ruínas de uma cidade prodigiosa – Volubilis, que conheço muito bem – que é o resultado de inúmeros romanos aqui se terem fixado para explorar aquela fortuna dourada, o azeite, equivalente ao actual petróleo.
    Portanto, os soldados, oficiais e generais, para além do produto dos seus inúmeros saques, dispunham ainda de terras nos confins do Imperio. Olhe, as “Villae” romanas que hoje se escavam no Alentejo e Algarve, nomeadamente, vêm justamente destas ofertas.

    Junte-lhe a corrupção, os jogos do poder, as traições – nada diferente do que hoje se vê nos EUA, nomeadamente – e tem o naipe completo dos acontecimentos.
    Portanto, essa das recompensas “irrealistas” não faz o mínimo sentido, até porque os Imperadores podiam ser gananciosos, mas não eram Trumps …
    A inflação a que alude – verdadeira – e a mistura dos diferentes metais para a moeda – era um acto conhecido por quebra da moeda – eram fenómenos normais desde a mais longa antiguidade desde que a moeda fosse usada. Era uma forma de combater a inflação e gerar mais dinheiro … a partir do nada como os nossos neoliberais tanto gostam de fazer e por isso, a par dos actos de vigarice dos “gestores modelo” temos crises como as que temos.

    Não percebo porque diz lhe faço recordar Paul Kennedy. Nunca aqui viu nada escrito meu sobre a queda de um Império e a substituição por outro. Isso é o que o caro Rui Silva tem vindo a fazer e por isso o que escreve, aplica-se perfeitamente à sua pessoa. Eu não sei que substituição de Impérios me atribui., porque nunca o referi.
    Mas é clara uma coisa na sua redacção e eu aprecio o esforço com que me tenta colar aos Islâmicos e agora aos Soviéticos. O Rui poderia ser conselheiro de Trump ou de qualquer imperador americano, pois é exactamente essa a técnica que eles usam…
    A minha previsão sobre a queda de um Império – falo de queda e não de substituição, até porque é muito cedo – é alicerçada na continuidade da História. Até os dinossauros caíram … E bastou uma pedra que nem 10 km’s de diâmetro tinha … Esperemos.

    O Império islâmico, é uma invenção americana apadrinhada pelos “His master’s voice” ou “merdia” como eu lhes chamo, que praticam a técnica da lavagem ao cérebro como faziam os nazis, os comunistas ou a PIDE no Estado Novo (sei do que falo).
    Esta criação serviu para lixiviar um verdadeiro crime de guerra cometido pelos “salvadores americanos”, esses mesmo que tanto defende e que chegaram ao ponto de criar factos falsos a que os “merdia” deram a amplificação necessária, para justificar perante a opinião pública as invasões contra nações soberanas, um verdadeiro ataque ao Direito Internacional e que a ONU nunca julgou, pois tem sede em NY. Dá para perceber ou que lhe faça um desenho?
    Enquanto a opinião pública acreditar nesta “lavagem” americana (refiro-me a comida de porcos, entenda), tudo fica julgado e ninguém porá as perguntas incomodativas.

    Quem compra as estações americanas como a CNN, os clubes de futebol, cidades inteiras, não são os “Islâmicos” como lhe chama. São árabes, amigos dos americanos. Ou pensava que os americanos deixavam que um árabe fora do “Sistema” tivesse voto activo em compras de propriedade americana?
    Sou eu o ingénuo?
    Olhe, os americanos, tão defensores dos direitos humanos e das liberdades individuais, são os primeiros a condenar países e nunca olham para a Arábia Saudita … Mistério insondável… Porque será? E sou eu que continuo a ser ingénuo…

    Eu já tinha percebido que o Rui Silva gosta dos “seus” Impérios.
    A sua redacção tem sido claríssima, mas terá que fazer um esforço para perceber que há quem não alinhe em Impérios. Mas note: perdeu, quanto a mim, toda a autoridade para aludir ou criticar Impérios. Quem gosta deles e é democrata – como creio ser o seu caso – não pode ser contra “A” e aceitar “A” mais não seja, por uma questão de coerência.

    Falar sobre Jess James e C&A tem mesmo a ver com isto. Pode não ter percebido, mas tem mesmo a ver com isto. O Rui Silva tem claramente metido todos os Islâmicos no mesmo saco, ao ponto de vir falar de um Imperio. Para si, claramente, o Islamismo é o inimigo. Eu só lhe digo que o facto de existirem bandidos nos Estados Undos – figuras históricas – não é razão para chamar aos EUA um país de bandidos. Eu não chamo e separo as águas.
    Trabalhei muitos anos em Marrocos e trabalho ainda com Marroquinos e Tunisinos. São Islâmicos e ninguém tem o direito de os confundir com a El Qaeda ou com o Estado Islâmico. É gente educada culta muito mais culta que um qualquer Trump. Leia o que escreveu e conclua, se faz favor.

    Essa da socialização americana, arrancou-me, acredite, uma sonora gargalhada.
    Conhece os Estados Unidos? Sabia que a gente do Tennessee, onde eu também trabalho, chama aos americanos do Michigan, da Pensilvânia ou de Nova York de comunistas?
    Como diria o saudoso Pessa … “ E esta hem?” …

    Essa da socialização americana faz-me lembrar o comunismo da China… Estão bem uns para os outros … A gente tem é que acreditar. Nós fazemos um esforço e eles agradecem.
    Não se quererá referir ao “nacional socialismo” americano?
    Esse sim, está a crescer e a TV dá em directo…

    Agora para terminar deixe-me dizer-lhe que chamar Jefferson, Franklin, Washington ao panorama actual, é como esperar que D. Afonso III, D. João I ou D. João II – na minha opinião, três excelentes reis portugueses – pudessem vir resolver os nossos problemas com as suas ideias de governação.
    Mas o Rui Silva ainda não entendeu que o sistema actual está completamente inquinado com as teorias do lado Oeste do Atlântico?

    Como eu digo, cada qual acredita-se no que quer …

    Cumprimentos.

    • Caro ernesto Ribeiro,
      Longe de mim querer dar lições de História a alguém muito menos a si caro Ernesto mas veja que apenas contestei que o império romano tivesse caído pelas más condições de vida das pessoas que pudessem ser imputadas directamente ao Império, mas aceito as razões que agora aqui trouxe :
      “ Hoje, está provado que o Império soçobrou por três motivos que se conjugam. Começa nas lutas intestinas no seio da comunidade. Não sei se sabe, mas nos últimos 140 anos de Império, mais concretamente entre a morte de Constantino – para mim o último verdadeiro Imperador Romano do Ocidente – e Rómulo Augusto, o último Imperador, houve 30 Imperadores ou seja, cada imperador governou em média 4 anos…”,
      que complementam e se confundem com as que citei.
      O argumento “público”, não é mesmo balofo , acredite!
      Vai ver que com a leitura do livro que lhe falei ficará com outra perspectiva, não havia mais terra e riqueza para distribuir porque o império tinha deixado de crescer( e as que haviam começavam a ficar muito distantes)…curiosamente uma das dificuldades que se começam a levantar nos EUA , como muito bem sabiam Richard Cloward e Frances Fox Piven quando delinearam a sua estratégia Cloward-Piven.
      Gostei também de saber que é autor de livros de História, se tiver a amabilidade de me enviar os títulos, uma vez que tenho grande interesse ( do ponto de vista amador , claro está) agradecia.

      Caro Ernesto a inflação é criada pela “impressão” descontrolada de dinheiro(papel) algo defendida pelos socialista ( apoiados pelas teorias mirabolantes de J.M.Keynes) e condenada pelos liberais, não percebo qual a confusão .
      Quando escrevi sobre Paul Kennedy apenas disse que você me tinha feito lembrar . Apenas isso , baseado no seu comentário “.. O Império caiu como caem todos os Impérios,…). Por favor não veja aqui nenhuma intenção de lhe atribuir comentários que não fez, caso me tenha exprimido mal , peço desculpa.
      Também não o tento colar aos islâmicos e soviéticos. O que noto é que você acredita nas suas boas intenções, quase como que o que vem de fora é que é bom.
      Em relação ao Império Islâmico , este não tenha dúvida que existe e mal de nós se consegue crescer, pois este império nunca será eliminado, nem absorvido pois baseia-se na Fé Fundamentalista, é indestrutível.

      “… as invasões contra nações soberanas, um verdadeiro ataque ao Direito Internacional e que a ONU nunca julgou, pois tem sede em NY. Dá para perceber ou que lhe faça um desenho?…”

      Também aqui o que noto é que apenas fala nas invasões do império americano, gostava que não se esquecesse das invasões por parte dos outros 2 impérios ( Sino-Soviético e o Islâmico). Acha que o império Islâmico não invadiu ninguém, olhe que nós portugueses e espanhóis fomos dos prejudicados nessa história…Acha que o Império Sino-Soviético não invadiu ninguém?
      Mas sobre a ONU vejo que também discordamos, pois quanto a mim a ONU está claramente dominada pelo império sino-soviético e islâmico, mas tenho esperança que com a embaixadora Nikki Haley essa situação possa ser invertida (recomendo a primeira conferencia de imprensa dada por esta senhora após a sua primeira participação numa reunião do conselho de segurança https://youtu.be/uv8Hqlubst4).

      Sou eu o ingénuo?
      Sim, pois o choque entre os impérios não se dá “Centro” contra “Centro”, esse choque acontece nas periferias. Ás vezes e por razões estratégicas até colaboram entre eles (isto trata-se de um truelo, não de um duelo , onde se impõem complexas “teoria de jogos”), que penso que ás vezes nem eles entendem em profundidade.
      Quando falo de Socialização dos EUA refiro-me ao ambiente intelectual nas Universidades Americanas dominado quase em absoluto pelas ideias marxistas, onde o centro desta “inteligentsia” se encontra sediada em Berkeley. Já reparou ( só a propósito das noticias dos últimos dias ) que o presidente da Camara de Charlottsville é formado em Berkeley ?

      “Mas o Rui Silva ainda não entendeu que o sistema actual está completamente inquinado com as teorias do lado Oeste do Atlântico?”
      Sim entendo isso, mas cada vez menos e quanto a mim
      ai de nós quando assim não for caro Ernesto Ribeiro, veríamos as nossas tão queridas liberdades e modo de vida que tanto custou a conseguir , desaparecerem num ápice. Ou seja as alternativas são muito piores.

      Mas caro Ernesto a conversa já vai longa, aprecio a sua paciência em “me aturar” e envio cumprimentos

      Rui Silva

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Boa tarde caro Rui Silva.
        Não tenho nada que aturar da sua parte. Esgrimo argumentos consigo, troco ideias, alinhavo outras e corrijo também algumas, o que quer dizer que o faço com muito gosto independentemente das ideias.
        Não temos que estar de acordo.
        O argumento “público”, é para mim, sempre balofo e explico-lhe porquê.
        O argumento “público” é usado pelos políticos e gestores, de qualidade muito duvidosa que pretendem ter sempre um bode expiatório para as suas más decisões.
        Isso vem de longe e cada vez mais este argumento toma forma e força nesta sociedade sem ideias. Repare: Quem contrata o sector público? Quem forma o sector público? Quem mede a sua performance?
        Queixaram-se alguma vez dos contratadores? Então queixam-se de quê?
        Meu caro Rui, sou gestor na Empresa onde actualmente trabalho, Grupo Internacional, desde há 25 anos. Antes fui também gestor num outro Grupo bem maior, também Internacional onde estive 15 anos. Sempre me habituei a exigir responsabilidades a quem comigo trabalha e não vou em cantigas.
        Também já despedi muita gente, quer por problemas de competência quer por problemas de contingência (estes felizmente para a minha consciência, em muito maior número).
        O “público” é uma responsabilidade do Estado e deverão ser as entidades estatais que deverão responder pela má performance do público, pela sua não formação e pela sua inabilidade.
        Em Portugal, o Arco da Governação ensinou-nos que o público é um peso, mas não vão à raiz do problema que é, porque se tornou um peso.
        Da mesma forma que tivemos um irresponsável como Presidente da República que vinha para a TV afirmar que os Portugueses vivem acima das suas possibilidades. Vive ele, esse irresponsável de nome Cavaco que vinha para a TV dizer que os 10.000 euros que ganhava por mês, não davam para a casa. Esse irresponsável criou o “Monstro”, o tal sector público de que fala. Eu, não me permito ser maltratado por um irresponsável qualquer, seja ele João, seja Presidente. Se quer respeito, respeite e esse ser não tem respeito pelos portugueses.
        Portanto o “público” é a nova coqueluche dos neo-liberais para justificar a sua má performance, incompetência e falta de ideias.

        Sobre Roma, não tenha ilusões. O Império era grande que chegasse e sobrasse. Tão grande que, como sabe, se dividiu e dividiu a Administração. O que nunca parou de crescer, foi a CORRUPÇÃO, a CARESTIA e a MANIA DA GRANDEZA E DO PODER.
        O dinheiro papel nunca existiu em Roma. Nem sequer existiu em Roma um banco Central. Havia regiões que tinham essa incumbência. A inflação de que falo tem a ver com a CARESTIA que lhe anunciei que faz subir os preços se não existir regulação – caso de Roma, ou se ela for incompetente – caso de Portugal.

        Diz-me que a inflação é criada pela impressão do dinheiro, no que concordo. Agora se me vem contar a história dos socialistas que diz que a defendem e a dos liberais que me diz que não gostam de imprimir dinheiro, a questão que lhe deixo é: Quem são os socialistas a que se refere? O PS? Aos colegas e amigos do PSD e CDS? Rui, faça-me o favor de me não considerar ingénuo ao ponto de olhar para essa cambada socrática e soarista e chamar-lhes socialistas. Socialistas de quê? Do caviar e da lagosta? Sejamos sérios.
        Essa gentalha até a cor e o símbolo da bandeira mudaram. É gente sem vergonha, bem ao nível dos seus colegas Cavaco, Passos, Portas e Cristas e os lambe cus associados. Gente sem valores (e sem valor), oportunistas, mentirosos.

        Ficou clara a sua alusão a Paul Kennedy e não tem nada que pedir desculpa. Provavelmente também o terei interpretado mal.

        Volto a pedir-lhe o favor de não confundir o Estado Islâmico com os Árabes. O grupo de humanos a que chamo Árabes, não são fundamentalistas. Têm a sua religião como nós temos a nossa. Fundamentalistas e extremistas são os que compõem aqueles grupos como a Al Qaeda e o EI, onde corre muito dinheiro Saudita e americano.

        Sobre os atropelos ao Direito Internacional o Rui Silva demonstra que afinal, não há só os Bons Impérios e os Maus Impérios. Há também os Bons Bandidos e os Maus Bandidos. Exactamente o tal “Eixo do Mal” que Bush e Reagan, na sua alta cadeira Imperial decidiram baptizar, chancelar e depois, as galinhas chocas dos “merdia”, fazerem o favor de propagar.
        E eu que pensava que para si os Americanos eram a “nata” da virtude. Pensava que eles condenavam quem não respeitasse o Direito Internacional, porque tinham legitimidade para o fazer, por que o respeitavam., Afinal, são comos os russos, os Chineses e agora os Islâmicos, esses bandidos.
        Bandidos sim, mas bons…
        Depois a sua alusão ao facto de eu não ter falado nas invasões sino-soviéticas. Até lhe poderia falar das Invasões dos Castelhanos ou na guerra dos 100 anos quando a Inglaterra invadiu a França.
        Mas isso é passado, tal como foi a União Soviética. Já caiu, o Império desapareceu e trazê-lo à liça. Nada mais é senão uma desculpa esfarrapada
        O contexto actual refere-nos duas quebras do Direito Internacional. Uma por parte dos EUA, com as consequências que sabemos e outra por parte da Rússia, na Ucrânia.
        Não vou discutir as motivações da conquista, porque isso é irrelevante para a nossa conversa. Mas refiro-lhe que os Russos estão sob a égide de sanções, da própria ONU, dos EUA (pudera) e da Europa (os tais lambe cus), o que lhes têm saído da bolsa. Já agora, temos uma fábrica em S. Petersburgo, onde vou frequentemente e já já vi o euro passar de 40 rublos para quase 100 com as sanções. Agora o que ninguém consegue explicar é porque é que o euro agora, mesmo com as sanções e o agravamento das sanções, vale menos de setenta rublos. E digo-lhe que o tema se está a tornar um “case study” para os cérebros iluminados dos financeiros americanos.

        E já agora, nomeie-me uma, apenas uma sanção que a ONU tenha deliberado para os americanos após as Invasões do Iraque e da Líbia. Vá lá, faça um esforço e diga-me uma, apenas uma.

        E para terminar o caro Rui Silva manda-me outra pérola que é o afirmar que … “a ONU está claramente dominada pelo império sino-soviético e islâmico…” Olhe que ponho já a seguir dois smileys 🙂 🙂 e tinha vontade de por mais.
        O Rui funciona como o “Arco da Governação” ou seja, desde que se arranje uma explicação para qualquer coisa, está tudo descoberto e controlado ou seja, a causa do problema foi enunciada. Pois é. É por isso que os problemas se arrastam.

        Temos pois um Conselho da ONU manietado pelos Impérios e o Terceiro Império que assiste, como uma entidade bondosa, impávida e serena, jogando o jogo da Democracia.
        E depois pergunta-me se acho que o Rui é o ingénuo… Quer mesmo que lhe responda ou basta isto?

        A socialização das Universidades Americanas é outra pérola.
        Pronto já sabemos qual é o problema. São as teorias do Marx e de Engells, tal como na ONU é a influência dos Impérios do Mal que têm assento no trono divino de Trump e C&A.
        Mais uma teoria da conspiração para “boi dormir” como dizem os brasileiros. Vamos ter as galinhas chocas da CNN e da BBC a repetir os chavões….
        Então diga-me lá, se faz favor: Se o Sistema Americano é assim tão bom, tão bom, tão bom, como explica que em interno ele esteja a tremer há já uns anos? Infiltrados? Submarinos? Se sim, porque não fazem os Americanos o mesmo nos Impérios do mal com os Mac Donalds e quejandos?
        Fazem com a Venezuela, por acaso, mas isso é por culpa do petróleo. Portanto se há problemas na Venezuela é porque eles não tinham nada que ter petróleo.
        Não me cole ao Maduro, se faz favor, porque não pega …

        Sobre os meus livros, encontra à venda um chamado “Porto, ponto de encontro de História Arte e Religião – I – A Penaventosa” que pretende contar a História de Portugal a partir do Porto e cobre o período da Portuscale Romana aos nossos dias.
        Para sair está um outro que se chama “Porto, ponto de encontro de História Arte e Religião – II – O Monte do Olival”, tocando este a ocupação da Judiaria do Olival, a Justiça em Portugal e a cobertura dos Templos da zona portuense do Olival.

        E é isto. Hoje estive em Terezin, um local da República Checa onde existiu um Campo de Concentração Nazi.
        Enquanto vir a juventude a chorar com o choque, como vi em Auschwitz e Dachau, tenho a firme convicção que por mais força que os neo nazis façam, como tem vindo a público na Europa e nos EUA, eles não passarão.
        Abraço.

  7. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro Rui Silva.
    Penso ter sido claro que o comentário que me fez por o “smile”, o considero gracioso, independentemente do rigor que demonstra, porque nem o analisei.
    E se o Rui procura o rigor, não será seguramente neste facto. Discutimos outros pontos muito mais importantes como o Direito Internacional ou a quebra de confiança interna americana. Estes assuntos é que deveriam ser encarados com rigor e não um “smile” colocado numa frase solta.
    Abraço.

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