E não se demite?


Já percebemos que António Costa é alérgico a demitir membros do executivo. Em Setembro o Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, afirmou não ter certeza se as armas em falta no paiol de Tancos teriam sido roubadas. Chegou a circular a teoria que as mesmas poderiam até já nem existir, que talvez fosse uma questão logística, problemas de inventário, sacudindo as culpas para os militares, que obviamente são também responsáveis pelo arsenal que possuem e supostamente deveriam guardar. Felizmente ontem o país recebeu a notícia que a maioria das armas foram recuperadas a 20 kms de Tancos, na zona da Chamusca, após denúncia anónima. Isto tem que ter consequências para as chefias militares, mas também para o Ministro da tutela. A não ser que pretendam transformar Portugal numa república das bananas, onde a culpa morre solteira. Deste governo e principalmente do Primeiro-Ministro poderemos esperar tudo, como o país constatou no passado fim de semana, para esta gente apenas conta a sua própria sobrevivência política, primeiro o governo, depois os governantes, o partido, os amigos, Portugal e os portugueses vêm depois…

Comments

  1. Demitir ou aceitar a demissão quando a ministra a pediu ( por se sentir incapaz para o lugar) seria admitir que o trabalho do MAI tinha sido incompetente. E isso AC não queria, uma vez que manter o poder é o seu principal objectivo.
    Caso o seu objectivo fosse a boa governação , de imediato tinha aceite ao pedido de demissão após Pedrogão.
    Se estivéssemos em mês típico de férias nem sequer havia PM para demitir ninguém.
    É esta a dimensão dos nossos governantes.

    Rui Silva

  2. José Feliciano Cunha de Sotto Mayor says:

    outro post ridículo para a mesa do canto. retirar palavras do contexto. é o que o almeida tem para oferecer. saudoso que está do programa de redistribuição dos miseráveis para a elite financeira.

    obviamente que o ministro não tinha a certeza. estava em curso uma comissão de inquérito para determinar o que se tinha passado. eu sei – querias o “nunca me engano e raramente tenho dúvidas” que inaugurou o eucaliptogal e disse que o BES estava em grande na véspera de cair.

    • Arderam 90 % dos eucaliptos do pinhal de Leiria.

      Rui Silva

      • joão lopes says:

        claro que sim,as cascas de noz dos descobrimentos cortaram o coberto vegetal proprio deste pais,e o dom dinis inventou a monocultura(neste caso pinheiros)

  3. joão lopes says:

    Claro que sim,é demitir o governo…mas ao mesmo tempo investigar os sucateiros daquela zona.trabalho perigoso,mas coragem…

  4. Rui Naldinho says:

    Ó António, nós de facto somos mesmo uma República das bananas. E eu explico-lhe rapidamente as razões para tal classificação pejorativa.
    Com excepção das nossas elites, o resto do maralhal nem gamar sabe!
    Eu fui militar, e conheço bem aquela região. Quando estive nos “Comandos”, papei muito pó, por aqueles lados. O António pelos vistos também por lá passou.
    A Chamusca fica no máximo a 30 km de Tancos, se tanto. Roubar armas e munições, mesmo velhas, para as deixar escondidas num local a essa distância do furto, só mesmo numa República com esse epíteto. Nem em África se fazia isso. Mesmo naquela selva de Cabinda. Ou seja, nós somos uns ladrões de capinar sentado.
    Qualquer larápio encartado das ruas de Lisboa ou Porto, tinha sacado aquilo, e tinha-se posto a milhas de distância.
    Já agora, se eles descobriram as armas, gostaria de ver na televisão, qual era o material roubado.
    Imagino o arsenal! Deve ser de meter medo!
    Nunca tive dúvidas que esta “estória” sempre teve muito mal contada.
    A partir do momento em que o ministro se meteu com o pessoal do Colégio Militar, e não percebeu que os “meninos da Luz” têm códigos de conduta muito próprios, podemos considerá-los preconceituosos, mas eles estão lá, existem, fazerem-lhe a “folha” era uma questão de tempo.

    • Rui Naldinho says:

      Deve ler-se:
      Qualquer larápio encartado das ruas de Lisboa ou Porto tinha sacado aquilo, e posto a milhas de distância.

      • joão lopes says:

        conhece Tancos,Santa Margarida,Chamusca,Barquinha,Constancia,Tramagal,etc? pois tambem eu conheço muito,muito bem.E tambem conheço muito militar graduado daquela zona…tudo isto para dizer que é preciso muita paciencia para ouvir comentadores de bancada dizer as mais delirantes fantasias sobre o que se passa naquela zona.Esta malta nem se apercebeu que todos os anos ardia a zona de Castelo de bode,por exemplo(e agora tambem vão berrar com a cinza na agua da barragem).ha´mais de vinte anos que os quarteis estão em decadencia acelarada.as pessoas,nunca quiseram saber…e agora gritam,ó da guarda.Até um coelho roubava aquela ferro…se os caçadores não os tivessem dizimado.

        • Parece-me que exagera na capacidade dos coelhos…
          É verdade que existe alguma decadência como refere porque os orçamentos forçaram o caminho para os limites da sobrevivência dos quartéis, mas não acredito que seja assim tal fácil entrar nos quartéis e paióis.
          Vamos esperar como as coisas vão evoluir. Também é possível que fiquemos pela historieta da chamada anónima à moda do Solnado..

    • O António pelos vistos também por lá passou.
      Conheço muito bem a região, mas em termos militares não andei por ali.

      • Rui Naldinho says:

        Mas eu ainda estou para ver o material roubado. Admito poder estar enganado, mas só vendo.
        Agora, aquele ministro não serve, não por causa dos roubos, mas pela simples razão que a Instituição Militar é complicada de se gerir. Sempre foi.
        Por isso é que chamaram o Conde Lippe, no tempo de D. José I
        https://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme,_Conde_de_Schaumburgo-Lippe

        Por outro lado, também lhe digo, o PS tirou os militares da cúpula da Proteção Civil, que até há bem pouco tempo era dirigida por eles. É logico que os militares não queriam só competências. Também queriam meios. Não há milagres. O PS preferiu encharcar aquilo de boys. E mais uma vez, para não variar, gajos com licenciaturas tiradas nas promoções do Continente:
        “Faça três cadeiras e leve uma Licenciatura por inteiro.”

        • Circula por aí essa tese sobre o “filme do roubo”.
          Conheci a “vertente do nojo” de alguns militares aos desvarios de alguns políticos quando interferiam demasiado na vida castrence.
          O roubo pode muito bem ser uma “fita” ao afastamento dos militares da PC.

  5. JgMenos says:

    Admite-se a possibilidade de se ter tratado de um arejamento do inventário.

  6. Tendo a concordar com o Rui sobre o “alegado furto” do material.
    Conheço bem a zona e os códigos dos militares porque fui um deles e especialmente bem graduado.
    Tendo a especular que não houve nenhum roubo mas apenas uma peça de teatro ao modo de Raul Solnado sobre a guerra.
    Se quisessem verdadeiramente roubar isto não se “resolvia” com uma chamada anónima.
    E a acontecer os militares teriam sido infiltrados ou que é muito difícil.
    Inicialmente pensei isso.

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