Amar pelos embaixadores

Fotografia: Manuel de Almeida@SIC Notícias

Imaginem o comentador Marcelo, à mesa da TVI com a Judite de Sousa, a comentar esta tirada do presidente Marcelo, durante a condecoração dos irmãos Sobral:

[Salvador e Luísa Sobral são] “embaixadores mais qualificados e mais eficientes do que a generalidade da nossa diplomacia

Havia de ter piada. Quem não achou piada foram os diplomatas, que, recursos estilísticos à parte, foram tratados abaixo de vencedor da Eurovisão, o que em muitos casos não anda muito longe da verdade, ou não estivesse a diplomacia portuguesa bem artilhada de boys partidários, apesar da sua boa fama internacional. Será que o presidente Marcelo se safava com nota positiva?

Comments

  1. Bento Caeiro says:

    FLORES DE ESTUFA

    Os Estados, mormente o português, para além de muitas coisas, também, sem muitas vezes darem por isso, são jardineiros: e produzem em grande quantidade flores de estufa. Como esta – A Flor Diplomata – que, por não estarem habituados aos rigores dos Invernos e aos calores do Verão, com umas aragem mais vincada sentem-se logo ameaçadas. Vai daí, por vaidosas e ciumentas, com tanta falta de carinho e reconhecimento – pela beleza e esplendor das suas áureas -, ameaçam murchar, convencidos assim que o Estado não seria tal e com tal valor se deixar de tratar as suas flores como merecem. Até porque, como elas não há igual.
    Mas não estão só nestas forma de ser e estar: outro jardim como este que, um Estado dentro do Estado quer ser e tudo faz para tal acontecer, também anda por aí a mostrar-se. Não, não estou a falar do Jardim da Celeste, falo, obviamente, daqueles que por culpa das ineficiência das instituições – caso do poder legislativo e do poder executivo – vão assumindo um poder que não deveriam possuir: o poder judicial, pelos seus agentes os magistrados, na perigosa judicialização da vida política nacional. Veja-se o caso da palhaçada com o envio do processo de Manuel Vicente para Angola – no qual, o poder do Estado e das relações entre os Estados fica ao critério do poder judicial.
    Por vezes ao observar estes jardins-estufas, pergunto-me: porque não tratá-los como merecem, até porque muitos deles já foram tomados por ervas daninhas? Deixando de os apaparicar e deixando que os mesmo sintam os rigores do tempo e as ameaças de pragas? Tratando-os por aquilo que são e não porque aquilo que julgam ser. Talvez assim se reforcem e as flores que ficarem sejam resistentes e discretas – assim como as biológicas.
    Porque ego, por protegidas e apaparicadas que são, não lhes falta: como é o caso da Flor Diplomata.

  2. Luís Lavoura says:

    ou não estivesse a diplomacia portuguesa bem artilhada de boys partidários

    Asneira, 100 vezes asneira.

    À diplomacia portuguesa só se acede através de um muito exigente exame. São muitos os candidatos, muito poucos os escolhidos. Não há na diplomacia portuguesa qualquer boy nem girl.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.