Desculpe, senhor juiz, mas ele abriu a carteira e não pude deixar de o assaltar

Enquanto os holofotes mediáticos nos entretêm com o circo, o governo entreteve-se a não zelar pelo interesse nacional.

Entretanto, voltado ao tema do post, Costa, não destoando dos seus antecessores, aposta em resolver os problemas com mais legislação. Sempre fica mais simples dar a entender que a causa do problema é a ausência de legislação do que explicar porque é que a legislação existente não é aplicada.

Comments

  1. esteve,ayres says:

    Os social-fascistas do PCC estão em todo lado…Os fascistas, a direita e a extrema-direita sempre conviveram bem com esta gente, já tem alguns anos…

  2. Luís Lavoura says:

    1) Não autorizou à socapa, autorizou de forma amplamente noticiada e com o ministro do Ambiente a dar a cara.

    2) Não é “ao largo de Aljezur”, é a 46 quilómetros da costa.

    3) O governo não tem nada que se opôr, a EDP é uma empresa privada e os seus acionistas devem ter a liberdade de vender as suas ações, que são sua propriedade, a quem lhas quer comprar. António Costa tomou a mesmo posição (correta) que Rui Rio, ou seja, trata-se de uma empresa privada e o Estado não tem nada que meter o bedelho.

    • j. manuel cordeiro says:

      A EDP pode ser privada mas só não vê o risco de um recurso estratégico ser controlado por um Estado estrangeiro quem não quer. Além disso, se era assim tão limpinho, porquê a ressalva dos chineses?

      • Luís Lavoura says:

        Qual é o recurso estratégico que a EDP possui?
        A EDP não tem recurso estratégico nenhum. Não faz nada que outras companhias produtoras e distribuidoras de eletricidade não possam fazer e, de facto, façam. A EDP produz eletricidade em diversos países e, em todos eles, há muitas outras empresas que também o fazem. A EDP já não é, felizmente, uma companhia monopolista de Estado como era no tempo de Salazar.

        • Carlos Almeida says:

          Boa tarde Sr Lavoura

          No tempo do Salazar, a EDP não existia. O que havia eram companhias sectoriais por região, como a Companhia Eléctrica das Beiras e outras.
          A EDP foi formada pela nacionalização dessas diferentes empresas de produção e distribuição aglomeradas primeiro numa companhia chamada EDP, que produzia, transportava e distribuia e depois separada em duas, a EDP e a REN.

          Diz que
          “A EDP já não é, felizmente, uma companhia monopolista de Estado como era no tempo de Salazar.”

          Não é do Estado Português infelizmente, como deveria logicamente ser, mas vai passar a ser do estado Chinês.
          Se fosse do estado Português, os neo liberais andariam a fazer a sua companha habitual, mas como é ou vai ser do Estado Chinês, esta tudo bem. Santa hipocresia

          Mas ao contrario do que diz, a EDP é uma empresa monopolista no mercado nacional.

        • j. manuel cordeiro says:

          “Qual é o recurso estratégico que a EDP possui?”

          O Avante explica (*).

          A EDP, embora não seja a única empresa a actuar no sector eléctrico em Portugal, assume um papel ímpar na produção de electricidade (mais de 10 mil MW de potência instalada), bem como na distribuição e venda, com quase 6,5 milhões de clientes. Actua ainda, no País, como Comercializador de Último Recurso, ou seja, enquanto entidade que unifica a venda de electricidade aos consumidores finais, mesmo quando produzida por outros produtores.

          Para além do que representa no País, a EDP detém no estrangeiro significativos activos no domínio da produção de electricidade, designadamente em Espanha, EUA, Brasil, França, Roménia, Polónia, Bélgica, Itália e Macau.

          Nos últimos dez anos, o grupo EDP gerou lucros líquidos no valor de 9,3 mil milhões de euros, correspondente a cerca de 140 por cento daquilo que o Estado encaixou, até ao momento, em todas as sete fases de privatização da empresa. Por outro lado, dos 4551 milhões de euros de dividendos distribuídos aos accionistas nesse período, mais de mil milhões entraram nos cofres do Estado e cerca de 2270 milhões foram expatriados.”

          http://www.avante.pt/pt/1987/pcp/117977

          (*) Antecipando o argumento, aponto desde já que se há quem cite o Observador, porque não se há-de puder fazer o mesmo com o Avante? Antes de mais, importa saber ler.

  3. Luís Lavoura says:

    O título do post faz-me lembrar aqueles violadores que justificam a sua ação com o facto de a mulher estar de minissaia.

  4. É uma seca. says:

    Você fica a saber que basta uma mini-saia para que uma data de “TSSSS” fiquem com a gaita aos saltos.
    Conheço quem no autocarro, ao encostar-se a uma mulher se masturbe…

  5. Rui Naldinho says:

    “Desculpe-me Senhor Doutor Juíz, ela tinha um decote de onde saíam dois semi esféricos voluptuosos, uma mini saia tão curta que se imaginava logo o que dali poderia advir, … olhou para mim com ar de quem punha em dúvida a minha masculinidade e feitos passados,… e logo eu que tenho um Histórico de garanhão de feira!!
    Não é que se me veio uma enorme raiva libidinosa e fui-me a ela.
    Só depois, sanado o conflito, eu percebi que era um troglodita, talvez mesmo um tarado sexual.
    Mas sabe, Senhor Doutor Juiz:
    – Nós, os machos somos assim. Tudo aquilo que aparece no horizonte com uma tonalidade apetitosa é para abater.”


  6. O essencial em poucas mas certeiras palavras, j. manuel cordeiro, sobre a realidade destes dias sombrios que provam a gravidade da podridão e promiscuidades dos responsáveis políticos e lóbis maus dos interesse que tomaram as rédeas deste reino que aos poucos vai perdendo fronteiras de soberania e dignidade, e cujo povo, segundo Fradique Mendes, não reage nem se indigna publicamente , bem pelo contrário :

    “… a bonacheirice, a relassa fraqueza que nos enlaça a todos nós portugueses, nos enche de culpada indulgencia uns para os outros, e irremediavelmente estraga entre nós toda a Disciplina e toda a Ordem.»

    Triste país atrasado que lamento ser o meu e dos meus vindouros, por azar !

  7. ZE LOPES says:

    E isto não é históricamente inédito! Está provado que a espadeirada de Aljubarrota foi involuntariamente provocada pelos castelhanos! Basta ver que a padeira se aproveitou disso para molhar a sopa!

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