A Senhora Árvore

arvores_inglaterraTenho a religião desta árvore.

Comments


  1. Parece-me que ainda não será uma senhora…. talvez uma adolescente cheia de vida!

  2. Bento Caeiro says:

    NÃO TENS, NÃO!

    Conheci uma pessoa, com grande sabedoria – não me refiro a quantidade de conhecimentos, embora eu desconfie que possuía muitos mais do que aqueles que aparentava ter – que, apesar de muito tolerante, quando se faziam afirmações desta natureza, dizia – tão rapidamente e tanta rispidez que até se estranhava a prontidão e a forma da reacção: “Não tens, não!”

    Por vezes, seguia-se de imediato a explicação; outras, nem por isso. Simplesmente, calava-se.
    Contudo, havia sempre algum que, mesmo não tendo sido o que provocara aquele comentário, não ficava satisfeito e perguntava-lhe a razão dele ter feito aquela afirmação.
    Aquele, mostrando-se muito contente, antes de responder, começava sempre por dizer: “já contava que fosses tu a vir ter comigo”; ou “pensei que seria o … a vir ter comigo” – não tinha problemas em falar assim.

    Tendo como questão a referida afirmação “Tenho a religião desta árvore”, assumindo a posição dele – menos a sabedoria – ao dizer “Não tens, não”, mas porque veio ter comigo – no acto em que a fez a afirmação – eu diria, contudo, admito que posso estar enganado:
    Ponho de parte a questão, propriamente dita, da religião, porque sendo esta uma das formas possíveis de apreender uma determinada situação; é, no fundo, como observação adulterada da realidade – por insuficiência do observador – uma outra versão da mesma.
    Portanto, sendo uma versão adulterada, não pode ser igualada à da árvore, porque esta é a versão concreta – sem interpretação – da situação em que surge.

    Contudo, poder-se-ia entender que a referida afirmação quererá dizer que a ligação à Mãe-Terra, do agente que a produz, é de tal forma real, por concreta e verdadeira, que – tal como a árvore – não precisa pensá-la nem procurá-la, simplesmente porque, também, tal como a árvore, está a vivê-la.

    Infelizmente, ao ponto em que a humanidade, por motivos de ineficiência humana, chegou e ao tipo de relacionamento que desenvolveu com o mundo e a natureza que o rodeia, apenas posso continuar a dizer:

    Não, não tem a religião daquela árvore!

    Não, mas lamento.

    • dariosilva says:

      Esforço-me por ter o que a árvore naturalmente tem.

      • Bento Caeiro says:

        O mal da nossa relação com a natureza começou precisamente por aí, em lugar de procurar-mos viver em comunhão com a mesma, vê-mo-la e tê-mo-la como um usufruto – como se esta existi-se tão só para servir o homem (claro que algumas religiões o disseram e, com isso, só vieram agravar a situação).
        Daí eu ter dito: Não, Não tem, porque – nas actuais circunstâncias, nenhum de nós a tendo – o mais que podemos fazer é esforçarmos-nos por não piorar a situação.

        • dariosilva says:

          A Árvore existe, frui e usufrui de todas as coisas que a rodeiam sem pagar tributo ou vassalagem. Existe. É. Chega.

        • Paulo Marques says:

          “em lugar de procurar-mos viver em comunhão com a mesma, vê-mo-la e tê-mo-la como um usufruto”

          Tal como expresso, a segunda não impede a primeira. Já se levar um “apenas”, aí nenhum dos dois dura muito tempo.


        • …ATENÇÃO Bento Caeiro para erros gramaticais imperdoáveis de alguém que se pretende culto em análises rebuscadas que nos dá a ler :

          ” vê-mo-la e tê-mo-la como um usufruto – como se esta existi-se ” !!!!!!!! : D

          ….ainda conserva a sua gramática de português da primária ??

          • Bento Caeiro says:

            Por vezes acontece. Mas obrigado pela atenção dispensada.

            Por outro lado, Isabela, eu não me pretendo coisa nenhuma: escrevo o que me vem à cabeça.
            Também, na verdade, nunca me preocupo grandemente com algum erro que possa ter dado ou ainda vá dar. Se possível, na próxima, corrijo, ou não – quero lá saber. Se até o português hoje se tornou num autêntico disparate, e cada qual escreve como quer. Olhe que eu até já pensei em passar a escrever tal como se fala na minha terra.

  3. Nascimento says:

    A vacuidade do animal.E só lhe falta o espelho.Será que ao rabiscar redondinho saliva de satisfeito?Aposto.Ele que até Conheceu Uma Pessoa De Grande Sabedoria!Ehebeheheh…

    • Bento Caeiro says:

      “Portanto, sendo uma versão adulterada, não pode ser igualada à da árvore, porque esta é a versão concreta – sem interpretação – da situação em que surge.”

      Assim se reproduz parte do que acima se disse, para se perceber o processo que leva à fazedura e nascimento de bestas débeis mentais – que, nada percebendo e apenas sendo piolho de carvalho, vêm para aqui empestar o ar com o seu bafo.

      • Nascimento says:

        Quando te pariu sorriu ao ver um adiantado menta a espernearl. Depois emudeceu.Quanta tristeza. Até hoje.Aposto.

        Ps.O meu “bafo” nunca deixou este tasco. Tu é que empestas o ar deste te blogue, com tiradas misóginas e porcas. e só te “mostras” agora aqui. Por onde andaste? no esgoto não foi?Foi a tua caverna?Nem piolho és, és nada.

  4. Luís Lavoura says:

    De que espécie é a árvore? Um plátano?


  5. Abracei-me ao tronco de um nobre carvalho com mais de duzentos anos na serra da Lousã, e senti em mim a força vital que as árvores transmitem a quem sente que pertencemos na natureza ao mesmo universo !

    …não é religião podendo sê-lo, Dário, é o sentido da vida !


    • corrigindo :

      Abracei-me ao tronco de um nobre carvalho com mais de duzentos anos na serra da Lousã, e senti em mim a força vital que as árvores transmitem a quem sente que pertencemos na natureza ao mesmo deus-universo !

      …não é religião podendo sê-lo, Dário, é o sentido da vida !


  6. “De uma religião universal que só os homens não têm.
    Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
    Nem procurei achar nada,
    Nem achei que houvesse mais explicação
    Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.”
    (Alberto Caeiro)

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