Comentário em destaque

Este texto é da autoria do nosso leitor Ernesto Martins Vaz Ribeiro, em resposta a este meu post.

Peguemos na conversa da emigração de um modo sério e vamos às causas de raiz para o problema.
A emigração NUNCA foi um problema, pois ela faz parte da universalidade. O Homem sempre emigrou e todos os países das Américas e da Austrália foram construídos com base na emigração.
A teoria do povo ariano puro, com as perseguições que conhecemos, caiu já há muito tempo.
Mesmo em muitos países europeus a emigração foi uma fonte de desenvolvimento, a começar com França e no mais de um milhão de portugueses que para lá emigraram desde os inícios dos anos sessenta
A emigração transformou-se num problema devido à “lavoura” que os americanos fizeram no Médio Oriente e em África. Nós continuamos com o politicamente correcto, incapazes de distinguir a realidade, porque temos prazer em enganar-nos e em fustigar-nos e proteger certas quadrilhas, em detrimento de outras.

A recente problemática da emigração que arrastou o terrorismo, tem a ver com a destruição de países soberanos que nunca preocupou esta hipócrita Europa ou a nula ONU, para não ferir a susceptibilidade do tio Sam, preferindo sofrer na pele o que aqueles “cowboys” vêm fazendo com um duplo objectivo:
1 – Vender armas, levando a reboque os países produtores de armas desta Europa decrépita.
2 – Last, but not the least. sacar o petróleo, para continuarem a gastar recursos muito acima de qualquer país civilizado.
Aquela gente só olha para o seu umbigo e não se importa em criar problemas graves, desde que longe das suas fronteiras.
Nós, continuamos hipocritamente a aparar-lhes o jogo, preocupando-nos as agressões russas e discutindo-as como questões de desequilíbrio mundial e considerar que a destruição de regimes – não discuto a sua validade, mas recordo que são países ainda tribais – é um acto normal para criar democracias…
Estão bem à vista, com mortes às centenas e atentados horrorosos.
E que fazemos nós?
Hipocritamente e porque toda esta merda é um círculo de castas e cartéis, encolhemos os ombros, assobiamos para o lado e culpamos a emigração lançando “democraticamente” umas bocas a Trump, enquanto reduzimos à excrescência mais negativa a quadrilha do Putin.
Continuemos…

Comments

  1. doorstep says:

    “Nós, continuamos hipocritamente a aparar-lhes o jogo”…

    Pois… Nós… Ou será que se referia à NOS, salvo seja? “NOS” como designação genérica de todas as NOZES – FONES, EOS, etc.

    Que “jogo”? O do pinto, do vieira, dos não sei quantos? É que esses jogos vós – refiro-me a todos vós – pois esse, vós não aparais: vós “consumindes”, em doses que espantam alguns de… nós.

    As cervejas belgas são obras de arte.

  2. doorstep says:

    E os “jogos” são principescamente (e democraticamente) sponsorizados (=financiados) pelas nozes…

    Vivam as cervejas belgas!

  3. Jovem Sexagenário says:

    o sr. desculpe mas o tio Sam já não existe, actualmente quem caga sentenças lá prá’quelas bandas é o tio trampa e olhe que são um boa merda.

  4. Paulo Marques says:

    É um bom texto, mas não é inteiramente correcto… Seria correcto dizer quer a imigração por si não é directamente um problema. Mas facilmente se torna um com políticas erradas, das quais a esquerda também teve as suas e ainda mantém uma muito relevante, a terceira-via.
    Agora, sim, esta coisa de os muçulmanos em geral serem a maior ameaça ao mundo civilizado é um disparate total sem base em qualquer tipo de factos, os Paulo Macedos são muito mais perigosos.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Estou completamente de acordo com o caro Paulo Marques.
      Mas eu digo mais no texto, referindo claramente que …”A emigração NUNCA foi um problema, pois ela faz parte da universalidade…”
      Quando eu era jovem, na disciplina de filosofia, citavam-se as teorias maniqueístas e, logo a seguir, aparecia aquela que se situava a meio das duas… É um facto intemporal que explica o aparecimento da terceira via.
      Mas estou certo que a dita esquerda – refiro-me à a esquerda e não à “esquerda travestida” portuguesa, espanhola, francesa – não enveredaria nunca pela referida 3ª via que mais não é que uma forma de democratizar o neoliberalismo.
      Completamente de acordo consigo sobre os muçulmanos. Trabalho há muitos anos com eles e só posso dizer bem da sua tolerância. Os extremistas, também os há no dito mundo “civilizado” e concretamente num país que é tido como o baluarte da “democracia “. Pensemos no Ku-Klux-Klan e nas seitas religiosas que por lá abundam … por exemplo. Nem precisamos de falar em Trump.

  5. Luís Lavoura says:

    A emigração NUNCA foi um problema

    Eu diria mesmo muito mais, as migrações são benéficas para todas as partes: para os migrantes, para os países de onde eles partem, e para os países que os recebem. E isto digo eu, que tenho muitos familiares que são ou foram emigrantes, e que consumo regularmente em muitos estabelecimentos de imigrantes.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Completamente de acordo. Por isso refiro a universalidade dos movimentos sem as quais, a civilização nunca chegaria a ser o que hoje é.

  6. ZE LOPES says:

    Sim, a emigração nunca foi um problema. E a prova disso é o facto de milhões de portugueses terem emigrado dos distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, etc. para o litoral deslocando-se centenas de quilómetros sem que ninguém se tenha importado.

    No entanto, se um tipo resolver galgar os 15 km entre Marrocos e Espanha já é um problema sério! Vá-se lá saber porquê!

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Caro Zé Lopes:
      Os movimentos que refere entre distritos nacionais, têm que ver com tentativas de melhoria de condições de vida num mesmo país, sob a mesma língua e costumes. Infelizmente nada tem que ver com a movimentação de povos com origens sociais, políticas e religiosas bem diferentes.
      O segundo caso que refere tem uma causa de raiz profunda e que os políticos não têm interesse analisar. Praticamente, toda a gente quer sair de um país onde se vive mal para um país onde se vive bem. Punhamos a questão de outra forma: se as condições de vida fossem semelhantes, a apetência para o movimento seria a mesma?
      Marrocos e os países africanos, vêem a Europa como uma boa parte da Europa vê os EUA. E isso só acontece porque as assimetrias são enormes.
      Não estará chegado o momento de conduzir uma profunda reflexão que tente minorar as diferenças, mantendo os traços originais da cultura? A isso chama-se FORMAÇÃO que deveria ser o motor e não a táctica americana que é chegar a um sítio, romper com o sistema e criar o “seu” sistema.
      Este é, na realidade, o grande problema da sociedade actual. Tem uma política e tenta impô-la de qualquer modo, fazendo tábua rasa da cultura multinacional. O homem, por definição, não está preparado para mudanças bruscas, mas para mudanças que se fazem por pequenos passos. E quem não perceber isto arrisca-se a concluir que a situação mundial tem só e apenas a ver com terroristas, esquecendo que os principais terroristas são aqueles que mais se arvoram em porta estandartes da democracia.
      É a vida …

      • doorstep says:

        Esse “Punhamos” até parece torpessão meu… Um amigo flamenco chamou-lhe – sem grande piada, cunvenhamos – “tropezón puñetero”…

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Começo por lhe agradecer a correcção – quem nunca errou que lance a primeira pedra – e dizer-lhe, em seguida, que este espaço é suposto ser um local de troca e debate de ideias, coisa que aqui não traz ou, se as tem, parece não quererem sair de um qualquer “door step”…

      • ZE LOPES says:

        Perfeitamente, Ernesto.

        O meu comentário era especialmente dirigido a conhecidos trollas desta praça. Não a si.

    • Ana Paula Horta says:

      Será que ninguém (ou quase) vê isso?

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