… desta vez em dueto com Beatriz Silva, intitulado “Pára por favor”.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
… desta vez em dueto com Beatriz Silva, intitulado “Pára por favor”.

Queira ou não queira, uma pessoa é obrigada a constatar a exiguidade do espírito humano. Temos os media cheios de conversa fiada sobre nomes sonantes de personalidades da actual corte política, vereadores, presidente, blá, blá, blá. Para não falar em futebóis.
Já uma notícia verdadeiramente dramática, à escala planetária, como a de se terem oficialmente esgotado, no passado dia 1 de Agosto, os recursos naturais da Terra disponíveis para 2018, não interessa nada, não interessa a ninguém.
Os cidadãos sempre prontos a consumir, os políticos a promover o comércio livre, as multis a enfunar-se de oportunidades, o espírito do negócio a modelar as relações, uma orgia alienada e indiferente às gerações futuras.
A WWF afirma que “hoje, precisaríamos de 1,7 Terras para satisfazer as nossas necessidades”. Mais do que necessidades, precisamos de mais Terra por egoísmo, falta de amor e de responsabilidade. Sobre os crimes dos nazis, muitos alemães contemporâneos diziam que de nada sabiam. Saberiam ou não. Nós, hoje, é que não podemos dizer que não sabíamos, pois a informação está disponível – só não sabe quem não quer. E nós até sabemos, não temos justificação. Somos uma reles espécie.
Podem os militantes de partidos, como o do fantasma Jacinto Leite Capelo Rego e do ministro dos submarinos mergulhados em corrupção na Alemanha mas a seco em Portugal, vestir o manto da hipocrisia sem que ninguém na comunicação social lhes aponte o dedo? Parece que sim.

“Faz-se cada vez mais de conta que a mulher de César ainda parece séria quando já toda a gente sabe que não o foi”, afirmou o jovem popularucho sem que ninguém se risse.
E, continuou Francisco Rodrigues dos Santos, do alto da sua superioridade moral, “antes do 25 de Abril tínhamos presos políticos; hoje temos cada vez mais políticos presos”. É uma chalaça muito gira, um argumento de peso na retórica juvenil do Doutor, assim mesmo, a qual só peca pela falta de rigor – sempre houve políticos presos e, nem por isso, são assim tantos agora, a começar pelo seu próprio partido.
Por fim, a sua pièce de résistance consiste na inversão do ónus da prova, agora com uma designação mais-chique-sei-lá, que se resume a uma inconsequência, dado ter sido por duas vezes rejeitada, e bem, pelo Tribunal Constitucional. Mas dá para peças de jornal e, ai jesus, artigos encaixados na Forbes.

Acabo de assistir à conferencia de imprensa na qual participou o Secretário de Estado da Protecção Civil, a propósito do incêndio na serra de Monchique, que continua a lavrar sem dar tréguas, com a fúria a que já estamos habituados. Felizmente, ainda não morreu ninguém. Ainda.
A conferência de imprensa resume-se de forma simples: por um lado o governo, que se esquiva como pode das perguntas dos jornalistas, e que tenta justificar as lacunas que ainda persistem, apesar dos incêndios de 2017. Por outro um grupo de jornalistas, com ordens para não sair dali sem uma manchete polémica. A certa altura, há uma jornalista que alega ter feito um percurso alternativo à N266, afirmando ter visto muita lenha pelo caminho. O que é que isso significa? Que o governo se desleixou e deixou postos de abastecimento para as chamas ao longo das zonas criticas? Parece ser essa a intenção, apesar da falta de objectividade da jornalista, empenhada na busca da polémica que lhe garanta o máximo de clicks possível. Podia tal lenha pertencer a indivíduos ou entidades privadas, e estar empilhada no interior de propriedades privadas? Podia, mas o sensacionalismo e a indignação rendem sempre mais uns trocos. [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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