Desculpem lá, mas isto só pode ser gozo

(…) a decisão de não avançar para a equiparação das licenciaturas pré-Bolonha a mestrados, conforme tinha sido anunciada em Março, “decorreu da consulta pública” sobre o novo diploma (…)

“Dados os resultados da consulta pública, que contou com mais de 100 contributos, foi considerado pelo Governo que não devia ser alterado o enquadramento legal existente”

“é para isso que servem as consultas públicas” [Público]

Estas declarações são do ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, o que deu o dito pelo não dito, faltando saber porquê. À Antena 1 afirmou, inclusivamente, que tal não havia sido prometido.

Mas qual consulta pública? É público algo que não se sabe que existe? 100 contributos? Que representatividade tem esta amostra no número de licenciados pré-Bolonha? Marginal, obviamente.

Eis o exemplo do político-gelatina, incapaz de manter a palavra e contorcendo-se entre explicações sem explicar a reviravolta. Foi o ministro das finanças que não autorizou?!

[Imagem]

Comments

  1. Carlos Almeida says:

    Esta garotada que está nos Governos, que quando entraram na Universidade foram todos directamente para o sistema Bolonha, os que nos anos 60,70 e 80 andaram 6 anos para tirar uma “agora reles” licenciatura de Engenharia, não contam para nada.
    Acontece que a maior parte dos Engenheiros, faz Engenharia e está-se marimbando para os títulos académicos, que só interessam aos “Engenheiros de Obra Feita”, como dizia a minha avozinha.

    • Rui Naldinho says:

      Alguém me há-de explicar qual é a diferença entre um médico licenciado em medicina, e um médico com mestrado em medicina?
      Ou entre o arquiteto licenciado nas artes de projectar edifícios, pontes e outras obras de arte, e um mestre em arquitetura?
      Que os Engenheiros queiram arquitectar, e que os Arquitectos não gostem disso, eu ainda sou capaz de perceber a dissintonia. Quanto ao resto, já não se percebe muito bem.
      Ou será que há uns senhores que fizeram uns Mestrados no passado, com aulas ao fim de semana, têm requisitos para dar aulas no ensino superior politécnico, e sentem-se ameaçados?

    • j. manuel cordeiro says:

      Não é só uma questão de títulos. Não é o mesmo caso, mas haverá pessoas para quem será diferente concorrer como licenciado ou como titular de um mestrado. A minha tese de licenciatura (pré-bolonha) em nada fica atrás de qualquer tese de mestrado de hoje em dia. Idem para todos os meus colegas de curso.

      • Carlos Almeida says:

        Claro. Nesse tempo, uma licenciatura em Engenharia se corresse bem demorava 6 anos, hoje uma licenciatura são 3 anos. Com mais o mestrado são os mesmos 6 anos da licenciatura do pré Bolonha.
        O que fizeram foi mudar nomes a coisas que ja existiam e aos tempos de aprendizagem que ja existiam nos anos 60 ate aparecer Bolonha:
        Nesse tempo com 3 anos eras bacharel ou tinhas os preparatórios de Engenharia. Agora és Licenciado em Engenharia.
        Antigamente com 6 anos de formação eras Licenciado, agora com Bolonha com 6 anos de formação, és Mestre.
        Para mim, essa desigualdade artificial dos títulos, que em termos de concursos decerto prejudica os licenciados pre bolonha, já deveria ter sido resolvida há muito tempo. Para toda a gente deveria ser óbvio que os anos de formação é que são importantes e não os nomes. Mas infelizmente não é.

      • j. manuel cordeiro says:

        Reparei que tenho ali uma gralha. Queria ter escrito “Não é o meu caso”, em vez de “Não é o mesmo caso”.

  2. JgMenos says:

    Acho muito bem que não se desmereçam as antigas licenciaturas com os mestrado copy/paste que andam por aí.

    • ZE LOPES says:

      Pois! Muito bem! Até porque no tempo de V. Exa. não havia copy/paste. Era mais o copianço/pastanço. Era muito mais difícil! Muito arduamente deve ter pastado V. Exa. para chegar onde chegou!

  3. Nascimento says:

    Uma ratazana xuxialista. Mente descaradamenbte este F. da P. !
    Não pode haver meios termos com gente desta. Eu só de o ver até fiquei com vontade de ca—r! Um mansinho, este escarro… e , são sempre estes ” maozinhas suadas”, os maiores assassinos, em todas a Eras.
    E reparem que têm todos ” aquela vozinha”, melosa, de merda…todos.Nem cara têm para levar um estalo.

    Ps. O ” je” não tem ” licença” , nem “Bacha”, e nem se preocupa… mas, ao ler e ver o que este merdoso fez e agora diz …enfim, O PS NO SEU MELHOR! Professores,, Infarmed, e agora Isto… tá lindo!

  4. Anonimus says:

    Eu fiz o meu em 5 anos.
    Gaita, queria ser Mestre… estudasses.

    • Carlos Almeida says:

      Antes de Bolonha ou pelo menos antes do 25 de Abril, que é o que conheço, por ter acabado muito antes de 74, havia licenciaturas de 6 anos nas Engenharias e Medicina, respectivamente no IST, Faculdade do Porto e Faculdades de Medicina de Lisboa, Porto e Coimbra e havia julgo eu Licenciaturas de 5 anos, nas Faculdades de Ciências de Lisboa, Coimbra etc, mas que não eram licenciaturas em Engenharia.
      Isto quanto às chamadas “Ciências”, quanto às “Letras” não sei

      • Anonimus says:

        Sou “jovem”.
        Engenharia, 5 anos. Bacharelato, 3.
        Medicina era o único de 6, se não estou enganado.

        • Carlos Almeida says:

          Acabei em 68 o IST e foram 6 anos. Depois julgo que continuaram com os 6 anos, mas não posso jurar. Já lá vai 1/2 século.

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