Desculpem lá, mas isto só pode ser gozo

(…) a decisão de não avançar para a equiparação das licenciaturas pré-Bolonha a mestrados, conforme tinha sido anunciada em Março, “decorreu da consulta pública” sobre o novo diploma (…)

“Dados os resultados da consulta pública, que contou com mais de 100 contributos, foi considerado pelo Governo que não devia ser alterado o enquadramento legal existente”

“é para isso que servem as consultas públicas” [Público]

Estas declarações são do ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, o que deu o dito pelo não dito, faltando saber porquê. À Antena 1 afirmou, inclusivamente, que tal não havia sido prometido.

Mas qual consulta pública? É público algo que não se sabe que existe? 100 contributos? Que representatividade tem esta amostra no número de licenciados pré-Bolonha? Marginal, obviamente.

Eis o exemplo do político-gelatina, incapaz de manter a palavra e contorcendo-se entre explicações sem explicar a reviravolta. Foi o ministro das finanças que não autorizou?!

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O papel

Onde está a diferença entre um curso de 5 anos e um curso de 5 anos? No papel, acessível por uns milhares de euros. Grão a grão se enche o papo do financiamento do ensino superior.

Doutores e Xamãs

Ilustração: "Figura com Céu", Bruno Santos.

Ilustração: Bruno Santos

 

A titularidade de um grau académico representa, em síntese, a indicação da posse de um segredo. Quanto mais elevado for o grau académico, mais profundo e valioso esse putativo segredo será.
Quando se ostenta a posse, real ou simplesmente convencionada, de um segredo, ou seja, de um poder, pretende-se suscitar, nos outros, dois sentimentos: temor e reverência.
Temor porque nunca sabemos se o segredo que o outro possui lhe confere o poder de nos punir ou, pelo contrário, de nos privilegiar. Reverência porque, na dúvida, preferimos não provocar a sua ira, não vá ele fazer uso desse poder no sentido que nos for mais prejudicial.

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Relvas perde licenciatura

Deve agora tentar a sorte na exigente Universidade de Verão do PSD.

Se não erra, o Correio da Manhã mente

Ontem, na sequência das suspeições lançadas pelo candidato presidencial Cândido Ferreira, num trabalho de investigação carregado de labor jornalístico, o CM noticiou que “Suiça valida falsa licenciatura de Nóvoa“.

Hoje, sob o inefável título “Nóvoa diz que tem curso na Suiça“, afirma que “Sampaio da Nóvoa confirmou ontem, em resposta enviada ao CM, que a única licenciatura que possui é o diploma em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra, na Suíça, em 1982“.

O leitor assíduo do jornal terá, perante isto, que gerir quatro caóticas dúvidas: então a falsa licenciatura foi tirada na Suiça? Ou é mesmo verdadeira mas a única que possui? Se sim, será que é preciso mais do que uma licenciatura para que um cidadão se candidate à Presidência da República? O Tino de Rans terá quantas licenciaturas?

A confusão desvanece-se um pouco com o período seguinte: “Tal como o CM avançou, em Portugal, o candidato frequentou um curso superior no Conservatório Nacional de Lisboa, em 1976, mas que não confere o grau de licenciatura.

Dirá o leitor do CM, se Sampaio da Nóvoa tem uma licenciatura em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra e não tem nenhuma licenciatura em Portugal, provavelmente a lei exige que os candidatos à Presidência da República tenham concluído os seus estudos superiores em território nacional.

Não, afinal não é isso.”Sampaio da Nóvoa explica ainda que conseguiu fazer a licenciatura, na Universidade de Genebra, em apenas dois anos porque era um aluno exemplar” Diz ele ao CM que “o curso não tinha uma duração fixa. No meu caso, devido à dedicação total e exclusiva ao curso, consegui concluí-lo em dois anos. É esta, como referi, a minha única licenciatura“.

E é assim que, não havendo na realidade qualquer notícia, fica o caldinho feito para que o leitor crie a sua, fazendo a síntese: Dois anos? Ah, então a licenciatura foi uma borla. Se assim foi, não admira que o homem tenha dois doutoramentos! E que, para os conseguir, os tenha ido buscar, à sorrelfa, lá fora! O primeiro, claro, na Universidade da licenciatura, fica tudo em casa, não é?, e com classificação máxima, como convém para espantar a caça. E o segundo na Sorbonne, pois, e já sabemos como os franceses aceitam teses que nem são escritas pelos próprios. Assim também eu sou reitor, etc.

Há uma norma no Código Deontológico do Jornalista português que diz o seguinte: “5. O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas.”

Ao não corrigir a notícia da véspera (ela sim, falsa, não a licenciatura) e ao tentar endrominar os leitores apresentando os novos dados como uma confirmação daquela (“tal como o CM avançou, em Portugal, o candidato frequentou um curso superior no Conservatório Nacional de Lisboa, em 1976, mas que não confere o grau de licenciatura”, como se essa fosse a verdade do dia anterior), o CM demonstra que não faz jornalismo, antes descarada mente quando lhe dá na real gana.

 

 

Doutor por prescrição

Relvas, doutor por prescrição

Relvas diz que já passou o prazo para anular a sua licenciatura

 

Humor académico

Licenciados

por Henrique Monteiro. Simples e certeiro.

Uma prova para o Sr. deputado

Há sempre uma surpresa ao voltar de uma página.michael

A FENPROF levou ao Parlamento a questão da prova de Nuno Crato aos Docentes Contratados. Trata-se de um instrumento humilhante para quem, há anos e anos, educa os nossos alunos. Gente com formações diversas, cada vez mais ao nível dos Mestrados e dos Doutoramentos, se calhar um bocadito, quase nada, ao nível de alguns dos nossos deputados…

Fui espreitar, confesso, o currículo destes representantes e eis que vi com agrado o currículo do Michael Seufert. Eu que não sou de intrigas, que não gostei nada das questões em torno das habilitações de outros personagens, fiquei curioso e tenho uma pergunta que talvez alguém me possa ajudar a responder:

– é possível frequentar um Mestrado sem ter concluído uma licenciatura?

Se calhar é, mas não deixa de ser curioso, que um estudante como este venha sugerir que os Professores façam a Prova! Deve ser para evitar repetir o erro dos docentes que o deixaram chegar à Faculdade. Só pode!

O empurrão ao Relvas

demissão do relvas

A demissão de Relvas e o discurso de Passos: as desventuras dos siameses

Por Santana Castilho

1. Na demissão de Relvas, o evidente disfarça o importante. É evidente que a degradação de algumas instituições de ensino superior, permitida por uma supervisão que funcionou para elas como o Banco de Portugal para o BPN, foi aproveitada por gente sem escrúpulos. Mas o importante, politicamente falando, era saber por que foi agora, e só agora, imolado Relvas. Por que razão, durante dois meses, as conclusões ficaram congeladas na gaveta de Crato. Por que razão Crato apunhalou Relvas, permitindo-se emitir opinião sobre a validade da licenciatura do, ainda, seu par de Governo, quando o juízo foi por ele próprio requerido ao tribunal. Mereça-nos Relvas a crítica que nos merecer, há normas mínimas de conduta, de que nenhum ministro está dispensado. Não só vi Crato cilindrá-las, como o vejo incensado por fazer o que era sua estrita obrigação e não podia deixar de fazer, dada a mediatização do escândalo.
Poucos se lembrarão do que disse Mariano Gago, aquando da eclosão da trapalhada com a licenciatura de Sócrates. Mas eu recordo: que a Universidade Independente havia sido auditada todos os anos, excepção feita ao ano-lectivo de 1999/2000, e que só em 2006 se tinha detectado um problema sério (referia-se à falta de pagamento de salários); que, à data dos factos (mais que anómalos), a inspecção tinha concluído, note-se bem, que era boa a qualidade pedagógica e científica da universidade e que era bom o seu funcionamento administrativo. [Read more…]

Carlos Abreu Amorim – quer comentar?

Ou será que Relvas fará parte da equipa que vai trazer para a minha terra?

Às voltas com o que por aí está escrito sobre relvas, na tal lógica de fazer a história – relvas e história, assim mesmo, com letra piquininas – cruzei-me com uma pérola que não resisto a destacar.

É de um deputado  do PSD – parece que é ou era do Partido de Manuel Monteiro, foi eleito Deputado pelo PSD em Viana do Castelo e agora é um dos candidatos laranja a Gaia:

«Miguel Relvas está a ser alvo da mais brutal campanha que eu me lembre que alguém tenha sido sujeito, um ministro, nomeadamente nos tempos democráticos. Pedro Passos Coelho não é pessoa para mudar ministros ou fazer remodelações governamentais» em função da comunicação social.

Vou-me embora

antes que me empurrem.

E, tu Crato, vens comigo?

Saia um licenciatura em história para o Relvas

Sei que só a história me julgará convenientemente e com distância

– disse o aldrabão Miguel Relvas na hora da despedida. Uma licenciatura em história (com h minúsculo, é claro, para evitar o anglicismo estória) da carochinha.

 

Visto e ouvisto

Relvas: vai estudar!

vistoouvisto

Relvas teve equivalências em disciplinas que não existiam

É o que se pode ler no Expresso.

A fama de Miguel Relvas já chegou à Noruega

via Facebook

Manifesto Anti Relvas

Luís Manuel Cunha
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Corta o Relvas! Pum!

Uma geração que consente deixar-se representar por um Relvas é uma geração que nunca o foi. É um coio de indigentes, de eunucos e de ceguetas! É uma resma de aldrabões e de vendidos e só pode parir abaixo de zero!
Um governo com um Relvas é um burro impotente!
O Relvas carregado de livros é doutor!
Mesmo sem ter lido um único livro em toda a vida, o Relvas seria fatalmente um doutor!
O Relvas veste-se mal! O Relvas usa cuecas de perneira com abertura para trás!
O Relvas especula e inocula os concubinos!

O Relvas é o Relvas!
O Relvas chama-se Miguel Fernando Cassola De Miranda Relvas!
O Relvas é um Cassola!
O Relvas é o Miguel Merda deste governo!
O Relvas quer mudar de nome para ser o Fernando Merda deste governo!

O Relvas é a mixomatose nos tomates do Coelho!
O Relvas julga que o ângulo recto ferve a 90 graus!
Não é preciso ir ao circo para ver um palhaço rico. Basta ver o Relvas!
Se a licenciatura do Relvas fosse aos Jogos Olímpicos, era garantida a medalha de ouro nos 100 metros livres em atletismo!
O Relvas é o escárnio da consciência!
O Relvas é a vergonha de Portugal! O Relvas é a meta da decadência mental!
Se o Relvas é português, eu quero ser marroquino!
O Relvas é uma vítima de uma descarga de autoclismo! [Read more…]

Relvas, precoce

Marco António Costa no lugar de Miguel Relvas

O comentar Marcelo lançou o nome de Marques Mendes para a Praça,  logo este é para riscar.

Aceitam-se apostas, mas não deve andar longe do Marco António Costa, que se colocou fora de Gaia, apesar do empurrão do sr. Presidente – candidato – ao Porto.

Com a porta aberta para Ministro, fica a cadeira de Gaia vazia para quem a apanhar. O vice Firmino Pereira “afastou-se” do governo e parece querer ganhar a dianteira, sabendo que tem de se demarcar do desastre governativo para não ficar preso à penalização que o PSD vai sofrer.

Há mais candidatos, mas há uma coisa que é muito clara para todos: é que todos juntos não fazem um!

Orgulho

A Lusófona meteu-se numa alhada! Ou antes, algumas das suas práticas junto dos “poderes” colocaram os alunos que a frequentam ou que a frequentaram (na sua maioria são jovens a quem as famílias pagaram, a custo, os estudos) em dificuldades.

Percebe-se, por isso, a preocupação.

Estou certo que o Sr. Miguel tem orgulho na Lusófona. E o sr. João também.

Com Duarte Marques o futuro do PSD está assegurado

O PSD é uma agremiação cujo principal objectivo é o de garantir que Portugal continuará a ser governado pela mesma raça de políticos medíocres que já apareciam, pelo menos, nas páginas de Eça. O facto de alternar no poder com o PS serve para que se possa proceder à passagem dos ministros para os negócios privados, ao mesmo tempo que cria a ilusão de uma diferença, sempre útil em tempos eleitorais.

Para se ir longe na estrutura de qualquer uma destas agremiações, é necessário, alardear, desde a mais tenra idade, uma total ausência de originalidade, evitando, a todo o custo, exprimir um pensamento próprio ou, até, um pensamento. Ao mesmo tempo que cola cartazes, agita bandeiras e lambe botas, o futuro político grita frases do líder, tornando-as tão aparentemente suas que alguém acabará por reparar nele e pensará: “Este rapaz é tão destituído que poderá chegar a ministro.” [Read more…]

Relvas é que devia ser ministro das finanças

Nunca ninguém conseguiu tantos créditos num tão curto espaço de tempo.

Saldos de Verão e Trocas

Caso Relvas: Outras licenciaturas rápidas e competentes

Só um dos 4 avaliou Sócrates

Ups!

Não!

Afinal não é sobre o curso de Filosofia em Paris.

Não basta parecer sério

P. Vaz

No exercício de cargos públicos, não basta parecer sério e falar bem na televisão. É preciso ser mesmo sério (!) e fazer dissipar quaisquer dúvidas.
Por outras palavras: quão normal e verosímil é um estudante, com 4 cadeiras feitas em 36, conseguir equiparação às restantes 32 apenas com base num alegado curriculum profissional?

Much Ado About Nothing

Este é o chamado “post kamikase “. Sim porque se, por estes dias, alguém disser que passou, um dia, a menos de 10 metros de Miguel Relvas, essa ousadia garante-lhe, desde logo, o ostracismo social. Se, por desventura, alguém muito estúpido ousar dizer que conhece Miguel Relvas pessoalmente, no mínimo, publicar-se-ão 742 primeiras páginas indignadas por tal confissão, ainda, não ter originado 16 comissões de inquérito e vários processos-crime daqueles porreiros que têm nomes catitas. Pior, se um desatinado qualquer tiver o topete de defender, publicamente, Miguel Relvas, nem sequer a danação eterna seria suplício bastante para remir tamanho sacrilégio.

Pois, o problema é que eu nunca pautei as minhas opiniões pelo temor ou respeito ao “mainstream” (que por acaso e numa perspectiva aritmética, não é assim tão “main” como isso). Por isso aqui vai, e a ver se nos entendemos:

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Correto e afirmativo, sr. Miguel

Eu não diria melhor e por isso estou cada vez mais convencido dos méritos do Programa de Novas Oportunidades que permitiu a Vossa Excelência a aquisição de tão qualificada licenciatura:

“Tem que se prestar contas,…, tem que se ser responsabilizado”

As equivalências de Miguel Relvas

Miguel Relvas no seu bacharelato (em pós-bolonhês – pB -, designa-se por licenciatura) em Ciência Política e Relações Internacionais, que concluiu em 2007, terá obtido equivalências a cadeiras feitas nos cursos de História e Direito que frequentou nos anos 80.

Pese a diferença entre a Universidade de Coimbra e uma tal de Lusíada digo, Lusófona*, também andei por Direito e História na mesma década, e os currículos oficiais não eram muito diferentes, mais turbo-professor, menos coiso e tal.

Fico à espera que uma investigação jornalística desvende quais as cadeiras da década de 80 que obtiveram equivalência 20 anos depois, porque dou de barato não ter esta notícia do Público (só teria feito Ciência Política e Direito Constitucional, citadas como uma disciplina quando até numa privadas seriam duas) qualquer fundamento. [Read more…]

Outro licenciado ao Domingo?

A questão não é saber se é ou não licenciado. Isso tem interesse zero. A cortina de silêncio em torno da “coisa” é que complica tudo.

E até pela Blogosfera o silêncio mata! Miguel Relvas é ou não licenciado?

O Mirante diz que sim e o site do parlamento também. No site do Governo nada dizem…

No tugaleaks a pergunta é feita e colocada no ponto certo – será que alguém está a esconder alguma coisa? Será que há alguma coisa para esconder?

Vamos continuar atentos…