Desculpem lá, mas isto só pode ser gozo

(…) a decisão de não avançar para a equiparação das licenciaturas pré-Bolonha a mestrados, conforme tinha sido anunciada em Março, “decorreu da consulta pública” sobre o novo diploma (…)

“Dados os resultados da consulta pública, que contou com mais de 100 contributos, foi considerado pelo Governo que não devia ser alterado o enquadramento legal existente”

“é para isso que servem as consultas públicas” [Público]

Estas declarações são do ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, o que deu o dito pelo não dito, faltando saber porquê. À Antena 1 afirmou, inclusivamente, que tal não havia sido prometido.

Mas qual consulta pública? É público algo que não se sabe que existe? 100 contributos? Que representatividade tem esta amostra no número de licenciados pré-Bolonha? Marginal, obviamente.

Eis o exemplo do político-gelatina, incapaz de manter a palavra e contorcendo-se entre explicações sem explicar a reviravolta. Foi o ministro das finanças que não autorizou?!

[Imagem]

O papel

Onde está a diferença entre um curso de 5 anos e um curso de 5 anos? No papel, acessível por uns milhares de euros. Grão a grão se enche o papo do financiamento do ensino superior.

Bandalheira, Vergonha!

Advogados, Bolonha, Universidades, Exames
Os senhores advogados novos, os que acabam os estudos nas universidades, têm de fazer um exame à respectiva Ordem para poderem exercer a actividade.
Assim foi em Janeiro último, com os resultados a serem tornados públicos agora.
Chumbaram 59% dos admitidos a exame, sendo que dos aprovados raros foram os que tiveram notas superiores a 14/20.
Dos candidatos oriundos das Regiões Autónomas, nenhum foi aprovado.
O senhor Bastonário da Ordem veio a terreiro dizer que não se admirava nada com os resultados apresentados, já que os senhores advogados não vinham preparados devidamente, e que os principais responsáveis eram as Universidades, quer públicas quer privadas que, após Bolonha, definiram programas de acordo com os seus interesses económicos abandalhando os programas e prejudicando o ensino devido aos estudantes.
A ser assim, se eu fosse um dos candidatos no exame à Ordem dos Advogados e tivesse chumbado por manifesta falta de preparação (ou mesmo que tivesse sido aprovado), de imediato poria a minha Universidade em Tribunal, processando-a por burla ou trapaça ou outra coisa qualquer, já que se no fim do curso, no qual tinha sido aprovado, eu não usufruía de conhecimentos necessários à prática da profissão, e a culpa dessa “impreparação” não poderia nunca ser minha. Para além disso, o senhor Bastonário iria por certo ser minha testemunha.

Faltam 407 dias para o Fim do Mundo…

…e mesmo assim já temos mais de mil empresas na falência. A começar pelas empresas de construção civil responsáveis pelas casinhas do nosso Primeiro. Realmente o fim do mundo está perto, sobretudo no mundo da lagartagem. É cada tiro cada melro…

Nestes tempos de Bolonha o que realmente vale é o capital..erótico. O Fim do Mundo aproxima-se a passos largos…