Bolsonaro e o vírus evangélico

A farsa evangélica, vírus altamente contagioso que corrói o Brasil há décadas, como outros fanatismos religiosos, operados por vigaristas que fazem da fé e da ignorância dos mais vulneráveis um negócio canalha e altamente rentável, continua sem vacina. Os milionários do dízimo continuam a vender água milagrosa do Rio Jordão, políticos de todas as cores continuam a oferecer-lhes a cabeça da laicidade numa bandeja, enquanto abanam o rabo, e o assalto prossegue, triunfante.

A mais recente encenação viral, duplamente viral, contou com a participação de Jaír Bolsonaro, para quem a farsa e a vigarice não têm segredos. A determinada altura, o charlatão que conduz a farsa declara que, a partir daquele momento, não morrerá mais ninguém de Covid-19 no Brasil. Os figurantes, habituados à encenação da extorsão, respondem “Em nome de Jesus!”. Terminada a vigarice, o pastor larápio afirma que desde 17 de Março não dá a mão a ninguém, para de seguida dar um valente passou-bem e um forte abraço ao presidente, que o gatuno revela ter sido escolhido por Deus. Vigaristas of a feather, vigarete together.

Comments

  1. POIS! says:

    Pois, mas desta vez…

    O vírus veio devidamente aparamentado. De balandrau escuro, colarinho e tudo!

    Este será evanjólico ou catolélico? Confesso que não percebo nada de fardas.

    Mas a coisa parece estar a dar resultado! O tipo de cabelo branco já apanhou um covide! E não o larga, está a matá-lo por abafanço! Força!

  2. António Miguel says:

    Brasil grande de bom povo que bem melhor merece, mas será mesmo que cada um tem o que merece???!!

    • Pimba! says:

      Quando pode escolher, e escolhe, como o “bom povo” do “Brasil grande”, tem o que merece, sim!
      Chama-se responsabilidade democrática!

  3. JgMenos says:

    Quanta cretinice!

  4. Lucinha Pisarro says:

    João Mendes generaliza e não percebe que toda generalização é burra.
    Nós mesmos, membros de Igrejas Protestantes tradicionais no Brasil, chamamos de seitas várias vertentes e reprovamos muitos hábitos que o autor,,ignorante no assunto, citou.
    Igrejas conceituadas como:
    Batistas
    Presbiterianos
    Nazarenos
    Metodistas
    Entre outras, tem milhões de membros no Brasil. Eu sou membro da Igreja Nazareno Central de Campinas (São Paulo) desde 1996 (antes era Batista)
    Uma Igreja viva que prega A Palavra (Bíblia)
    Com 10 mil membros atuantes. Com 3 cultos dominicais (suspensos atualmente) e cultos todos os dias da semana. Neste momento apenas online.
    Nós evangélicos fizemos jejum e orações para Deus abençoar o Brasil e o nosso amado Presidente Bolsonaro.
    Este tal de João Mendes é um ignorante.
    Não sabe nada sobre as Igrejas Protestantes (Evangélicas) do Brasil.
    E vem aqui falar asneiras e bravatas.
    É um nada.
    #Bolsonaro2022

    • esteves ayres says:

      Nem todos podem ser “inteligentes” como a Lucinha, nê!!!

    • POIS! says:

      Pois tá claro!

      O João Mendes é um ignorante. Fala de coisas que não acontecem mas que a Lucinha reprova.

      A igreja da Lucinha não se mete nas coisas que o ignorante João Mendes cita e que são muitos hábitos de seitas várias vertentes.

      Como a cena que aparece no clip, onde um atrasado mental de blusa cor-de-rosa faz que reza com as mãos a tapar os tomates, com medo que algum covide se escape das mãos do tipo dos cabelos brancos, e o ataque por baixo provocando-lhe um perigosíssimo resfriadinho..

      • POIS! says:

        Pois, e já agora, Lucinha:

        Se conhecer por aí uma Igreja morta e que pregue no prato com ovo a cavalo diga, que eu sou capaz de estar interessado.

        Muito obrigado!

    • Henrique Silva says:

      “Abaixo a inteligência, viva a morte” – palavras que antecederam 40 anos de ditadura de extrema direita sob Franco.
      Que é que Franco (ou qualquer um dos idiotas conservadores religiosos da altura) e Bolsonaro têm em comum? Franco forçou Espanha a recuar quase um século culturalmente, com as consequências que todos hoje conhecem. Bolsonaro está prestes a tal.
      A extrema religiosidade é o carimbo máximo de incompetência política: quando um “líder” opta por ignorar séculos de evolução humana, hoje cristalizados e organizados pela ciência, em prol de livrinhos obscuros e figuras de loiça, o colapso da população que insiste em dar-lhe ouvidos, mais por preguiça e limitação intelectual que outra coisa, não está muito longe.
      Nada disto é subjectivo: tal como o conhecimento científico resulta da observação objectiva da realidade: poucas coisas foram mais eficientes ao longo da história humana em corromper sociedades que a cedência perante o fanatismo religioso.
      À 70 anos atrás poder-se-ia dar o benefício da dúvida aos espanhóis – com uma população maioritariamente iletrada e com uma taxa de penetração religiosa bastante perigosa, era uma questão de tempo até uma nação destas sucumbir perante o cancro conservador religioso. Qual é então a desculpa do Brasil de hoje?
      Neste momento a parte da população com um mínimo de inteligência está enfiada em casa, atenta aos conselhos de médicos e cientistas. Outra anda nas ruas aos abraços, confiante na cruz de pau à entrada de casa e que “contribuições” monetárias que faz ao santinho lá do burgo sejam suficientes para manter partículas microscópicas longe dos seus pulmões devotos. Felizmente não teremos de esperar muito para saber quem é que tomou a decisão correcta.

    • Carlos Almeida says:

      Lucinha

      Que moca !. Já não me ria tanto depois de ler aqui qualquer post ,como com o seu post.
      Essas Igrejas, sejam elas quais forem, é que fazem jejum para libertar o Brasil do virus, e o João é que é ignorante.
      O capitão de Jagunços é que vai a uma pastelaria tomar café e depois cumprimenta e tira fotos com todos os trouxas que por ali passavam,sem manter o mínimo da distancia social e o João é que é ignorante.
      Nunca pensei que pleno seculo 21, viesse testemunhar tanto fanatismo religioso

    • JgMenos says:

      Lucinha,
      O Senhor disse: ‘O meu Reino não é deste mundo’.

      Ora o virus é deste mundo, Lucinha, só os que ele mata é que veem a Deus (se tiverem fé!).

      De religião é tudo que eu sei a este propósito.

  5. Julio Rolo Santos says:

    Será que o vírus não queira nada com esse anormal chamado Bolsonaro? Os Brasileiros estão a morrer com a pandemia do covid19 e esse chouriço ignora-o convencido que a sua religião o vá salvar mas não perde pela demora porque, a tal “gripezinha” que ele confunde com o Coronaviros, vai-lhe pegar. E aí, adeus Bolsonaro.