Inês de Sousa Real ARRASA André Ventura

Com muita elevação, Inês de Sousa Real reduziu André Ventura à sua insignificância. E tocou no ponto central da inutilidade do Chega: não apresenta propostas, não traz nada de novo, não tem nada para oferecer. Só discursos fáceis e populistas, desenhados para alimentar a máquina demagógica e fundamentalista do partido unipessoal deste político sem escrúpulos, que deixou a espinha dorsal na universidade e está disponível para vender a alma ao diabo que pagar mais. O Chega é inútil, excepto no que a agenda pessoal de André Ventura diz respeito. Um mero meio para atingir um fim.

Comments


  1. O racismo mata.
    Arrasador!

  2. José Micaelo says:

    AXAS K ESTE PARTIDO É INÚTIL?….VAMOS VER QUANDO VCS TIVEREM DE RESPONDER PELOS ROUBOS E ABUSOS.

    • POIS! says:

      Pois tá bem!

      AXAS K VÂO EXISTIR CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO E CÂMARAS DE GÀX? QUANTOS? É K SE TODOS OS QUE VCS CONSIDERAM VCS TIVEREM DE RESPONDER NEM SEI SE VAI HAVER PAÌS K XEGUE!

      ATÉ PORQUE PARECE K AÍ NO XEGA ABUNDAM COISAX SUSPEITAX! NÃO AXAS?

    • anticarneiros says:

      Micaelo

      Nós todos ouvimos muito bem, não precisas de gritar..

      Ainda por cima és gago.

      • POIS! says:

        Pois gago, não diria.

        O Sr. Micaelo está é a utilizar a Nova Ortografia Venturosa, que irá ser generalizada a começar pelos infantários quando o “Chega” for governo, juntamente com o controlo do Twitter (para acabar com a bandalheira) e a contratação de 4000256 polícias, 3300214 guardas republicanos, 1950505 guardas prisionais e 2895327 guardas-noturnos.

        Com o Chega no governo, cada português vai finalmente ter um polícia, o que nos colocará na vanguarda dos países civilizados.Com a vantagem de, já que cada português terá de dar ao seu polícia comida e roupa lavada, a Despesa Pública cair a pique, sendo assim possível acabar com os impostos, excepto um novo, o IESOPADO (Imposto Especial Sobre Os PArtidos Da Oposição), que irá render trilhões de ventureuros (a nova moeda nacional).

    • Paulo Marques says:

      Hmmm, pois, tou à espera das propostas do Andrézito ao fim dos subsídios à banca, colégios, hospitais privados… Qualquer dia.

    • O português é lindo ! says:

      Volta para a escola básica.


    • Abstencionista says:

      “…num mundo muito cheiroso o André Cocó não sobrevive”?
      Lol
      Um “mundo muito cheiroso” cheio dos gases do Sócrates, Ricardo Salgado, Zeinal Bava e o Granadeiro, Duarte Lima, Pinho, Mexia, Arlindo Carvalho, Penedos, Vara, Júdice, Rangel, Portas, Campos, Relvas, Macedo, Isaltino, Mesquita Machado, Dias Loureiro, Teixeira dos Santos, Vitorino, Valentim Loureiro, Durão Barroso, Vitor Constâncio, …etc?
      Todos à solta, parecem as vacas felizes açorianas, a peidarem-se alegremente.
      Se o André Cocó só sobrevive no meio da merda Portugal é o sítio ideal para ele desabrochar de formas pujante.

  3. POIS! says:

    Sim o partido Ventureiro é um partido unipessoal e o seu chefe só pode ser um político sem escrúpulos ou então um perfeito estúpido. Há ainda a possibilidade de jackpot: é ser as duas coisas.

    Senão vejamos: em Portugal já por variadas vezes se formaram partidos ditos populistas e/ou centrados em personalidades salvadoras da Pátria. O primeiro foi o famigerado PRD de Eanes. Depois vieram, se bem me recordo, o PSN de Manuel Sérgio e, mais recentemente, O PDR de Marinho e Pinto, o “Aliança” de Santana Lopes. Há também o RIR e o PAN também navegou nessas águas. Aos quatro primeiros aconteceu algo que me parece vai acontecer no “Chega”: todos tinham o discurso, em maior ou menor grau, de ser contra o “sistema”, seja lá o que isso for (mas é, é aquilo que eles acham que é). A partir do momento em que começaram a crescer ou a terem perspetivas disso, atraíram toda uma fauna de oportunistas que os deitou a perder.

    Todos sofreram infiltrações de toda a espécie. Seitas religiosas tentaram tomar conta do PSN e do PDR. Agora estão no “Chega”. Políticos desempregados e em apuros judiciais treparam no “Aliança”. Ainda não se notou muito, mas o PAN também atraiu uma data de gente vinda não se sabe de onde a partir do momento em que cheirou a grupo parlamentar e que se confronta atualmente com a malta vegan e animalista (sintomaticamente, o Guerreiro acaba de abandonar o barco). De abandono em abandono, o velho PRD acabou comprado pelos fascistas do PNR.

    Fique claro que os paralelos com o “Chega” acabam aqui. Eanes, Manuel Sérgio, Santana Lopes, Marinho e Pinto ou André Silva nada têm a ver com o programa político e os objetivos de Ventura. Nada disso!

    A partir do momento em que se começam a conhecer as segundas linhas do “Chega” o momento da verdade vão ser os próximos atos eleitorais (talvez a coisa se dê já nas autárquicas). Não vai ser fácil a elaboração de listas, por várias razões. A convocação do tal “congresso” para setembro já deve ter a ver com isso. Ventura vai tentar manter o controle a todo o custo, transformando aquilo numa assembleia de clones “venturinhas”. Mas de cada vez que uma comadre se zanga lá vem mais uma data de verdades ao de cima.

    Passando a outro assunto dentro do mesmo, Diogo Pacheco de Amorim, que em breve se diz ir passar uma temporada à AR em substituição do chefe, é uma das mais conhecidas “eminências pardas” venturinas. Entre os seus atributos está uma explosiva veia criativa. As suas obras poético-nacionaleiras, algumas delas musicadas pelo autor do hino do PNR, caem que nem uma bomba nos setores monárquico-fascistas.

    É o caso do poema “Quatro padroeiras” do qual se respiga um significativo excerto:

    “Em Alcácer negro dia
    A Senhora da Agonia
    Foi amparo em nosso mal.
    Viúva de um Rei menino
    Chorou connosco o destino
    De ser escravo em Portugal.”

    Ficamos então a saber que, afinal, D. Sebastião era casado com a Senhora da Agonia. Como o Espírito Santo não terá colaborado, a referida não engravidou. Entretanto Sebastião foi passar umas férias a Marrocos e envolveu-se numa zaragata no famoso bar “Alcácer” e ficou por lá. E eis que vem um espanhol e tomou conta disto tudo e reduziu a malta toda à escravatura. Tudo isto na versão de Amorim.

    E foi bem feito! Porque o Felipe espanhol mais não fez do que estender a mais alguns o bom negócio que era a produção de escravos usando “garanhões mouros” e “rebanhos de fêmeas”, junto ao Palácio Ducal de Vila Viçosa e por outros pontos do Reino e da Ìndia, como tinha sido descrito por João Baptista Venturino da Fabriano, secretário do cardeal Alexandrino Miguel Bonello, enviado papal à corte portuguesa em 1571 para propor Margarida de Valois como noiva de D. Sebastião (que não aceitou, pelos vistos porque já estava comprometido com a tal “da Agonia”).

    Como escreveu o saudoso José Sesinando “Temos, perante nós, um brilhante passado” a que alguns Amorins puxam o brilho disfarçando a ferrugem com solarina. Bem pode ser o lema do “Chega”, embora Sesinando não o mereça.

  4. Patolas says:

    Chega de impostura, obrem no ventura!

  5. Henrique Silva says:

    A deputada do PAN está apenas a constatar o óbvio. Um partido fascista sem ideias? O Ventura é apenas o oportunista do momento, a colher o resultado das décadas de obcessão anti-educativa e anti-intelectual da direita portuguesa? O Chega está a capitalizar na falta de regulação que estão a transformar a TVI, CMTV e Facebook em meios de formatação em massa, a melhor coisa que aconteceu à direita desde as braçadeiras com a cruz de David? E? Só falta declarar que o céu é azul, nacionalismo e incesto andam de mãos dadas e a água é molhada. Nada de novo aqui.
    É claro que isto é óbvio para qualquer pessoa com um mínimo de objectividade. Só a escumalha nacionalista é que olha para isto com alguma esperança, ignorantes do que aconteceu a centenas de movimentos tão ou mais ignorantes que este no passado.
    A direita só consegue sobreviver a parasitar a produtividade e avanços trazidos pelos movimentos anti-conservadores. Sem estes, a direita, tal e qual moscas numa sala desinfectada, não têm onde por ovos. Para bem ou para mal, os 30 de anos entre o fim da 2ª Guerra e a queda do estado novo colocaram Portugal numa posição única, desfasado em 3 décadas do apex na massa crítica ignorante, mas com um desenvolvimento acelerado graças à abertura intelectual e adesão à comunidade europeia. Mas lá chegaremos, um dia. A CMTV e a TVI estão a trabalhar afincadamente no embrutecimento massivo da população, uma tarefa antigamente a cargo da religião, alcoolismo e tauromaquia.
    Poderá a extrema-direita um dia chatear o povo português novamente? Se nada mudar fundamentalmente, é possível. É possível que, mais uma vez, pessoas decentes tenham de andar uns anos a espezinhar fascistas para que a sociedade possa evoluir novamente. O resto do mundo já quase não têm sobreviventes do nazismo e, como consequência, clones ideológicos dos personagens responsáveis por milhões de mortos vão surgindo aqui e ali. Mas Portugal ainda têm muito sobrevivente da ditadura, muitos ainda bem capazes de dar uns bons bananos nas trombas dos idiotas nacionalistas que acham piada a facilitar ditaduras. Daí que, para já, o Ventura é mais uma distração desnecessária que outra coisa. Uma distração que obriga deputados a desperdiçar tempo de plenário a constatar o óbvio, em vez de trabalhar no qual foram eleitos. A extrema-direita incapaz de governa, empata como de costume…

  6. Paulek says:

    Parabéns Aventar. Este post resultou lindamente. Muito obrigado João Mendes, Rui e restantes comentadores.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.