A alt-right tuga, de lápis azul na mão

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A mesma direita que se insurge contra todos os protestos anti-racistas, que proclama o regresso do totalitarismo a cada estátua vandalizada, que exige a normalização e a aceitação do discurso de ódio, como se de liberdade de expressão se tratasse, que rasga as vestes porque a escola foi tomada de assalto por uma ideologia que não a sua, a única que pode aceitar e que inclui mulheres na cozinha e crucifixos na parede, e que arranca cabelos porque politicamente correcto e tal, mobilizou-se para cancelar uma série na RTP2 – Destemidas – porque, pelos vistos, é inaceitável que duas mulheres se beijem na televisão pública. Toureiros a torturar animais sim, guerras e mortos em directo também, mas ai de nós que duas mulheres se beijem! A menos que seja numa telenovela brasileira, na Anatomia de Grey ou num filme qualquer.

Pior que esta mentalidade pequena, tacanha, só mesmo a reacção da RTP, uma estação de televisão pública que tem obrigação de ser plural, que chegou a retirar o episódio, posteriormente reposto, numa cedência incompreensível aos ultra-conservadores e à extrema-direita. Uma vergonha e um atropelo de direitos democráticos, considerando que, para o bem e para o mal, vivemos num Estado de Direito, laico, onde a homossexualidade não é crime nem pode ser discriminada. Lembrem-se deste episódio, da próxima vez que forem confrontados com as narrativa imbecil do marxismo cultural, da ideologia de género, do policiamento da linguagem e de outras artimanhas que esta direita fanática e extremista usa para impor o seu pensamento autoritário e único. Porque é ela, não a esquerda ou a direita decente, quem quer transformar este país numa ditadura, se possível teocrática. Fanáticos são para ser combatidos. Portugal não é a Arábia Saudita.

Comments

  1. Paulek says:

    Mas também seria bom se os namorados não desgastassem tanto o amor pelos jardins públicos. Às vezes é um exagero que o próprio amor chega a meter “nonjo”. E é realmente uma pena o Ventura ter tantos seguidores. Aja pachorra.

  2. Paulek says:

    Haja pachorra queria dizer, mas convenhamos que hoje em dia o simples acto de ter pachorra é uma autêntica acção. Daí o agir e a verdade de ser preciso agir. Como estas tvs lhe dão pouca atenção, claro que o pobrezinho do Ventura tem de se queixar da estúpida pornotvpública. Por mim, acho que os comentadores do próximo Expresso vão tirar isto tudo muito bem a limpo. Principalmente o bestial Miguel tavares.
    Gostei muito dos seus últimos posts. Considero- o uma pessoa extraordinária. Obrigado.


  3. Faz parte do progressismo idiota, do parolismo, esquerdalho, do marxismo cultural (versão bandalheira), promover tudo que seja anormalidade.
    Sentem-se pioneiros de uma merda qualquer, desde que provoquem uma reacção que logo chamarão totalitária, trauliteira e, naturalmente, de extrema-direita,

    A promoção do alargamento do mercado de recrutamento de parceiros para invertidos sexuais, é uma das suas mais entusiásticas actividades, tendo por objectivo, menos do que a redefinição da ‘normalidade’, erradicar a noção do normal sexual.

    O cidadão vive largos anos no meio de heterosexuais; aparece-lhe uma bichona; reage com desagrado – é homofóbico.
    O cidadão vive largos anos no meio de brancos; aparece-lhe um negro; sente-se pouco à-vontade, não reconhece sinais que lhe sejam familiares – é racista.

    É o dito progressista um anormal que não reconhece a anormalidade?
    Não, é um fiteiro, um treteiro, que disfarça, faz de conta, e quer toda a gente em cena.

    • POIS! says:

      Pois é!

      O cidadão vive largos anos no meio de democratas; aparece-lhe um retinto salazaresco; reage com desagrado – é esquerdalho!

      O cidadão vive largos anos no meio de gente de todas as origens; aparece-lhe um colonialeiro; sente-se pouco á vontade, não gosta de racistas – é anti-português!

      É o dito Menos um anormal que não reconhece a normalidade?

      Sim, é um fiteiro, um treteiro, que mal disfarça, faz de conta, e quer é a fascisteirada de volta em cena.

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