Salafrário II

Post editado porque uma das frases do texto, não correspondia, milimetricamente, à verdade. Pelo facto, me penitencio.

Vi nas redes uma lista (grande) de situações em que Costa perdeu a compostura e se irritou para lá do que é “portuguesmente” admissível. E, realmente, percebe-se que o homem não é boa rês.

Não, o problema não está no facto de se ter irritado. Se há alguém que compreende esse género de reacção, sou eu. Acredito piamente no aforismo “quem não se sente, não é filho de boa gente”. Ver nas repetidas irritações do PM uma qualquer disfunção, só ajuda a compreender a manada de mansos em que os Portugueses se transformaram.

O enorme problema daquelas situações está nas razões que causaram aquelas reacções. O enorme problema é que naquela lista o PM reagiu sempre ao escrutínio. À responsabilização. À reprovação.

E o que ali se percebe vai muito para além do facto de ao chefe de um governo se exigir que aceite poder ser criticado e, consequentemente, ter de expor as razões ou a falta de razões dessas críticas.

O que ali se percebe é uma profunda aversão pela democracia e pelos seus princípios. O que ali se percebe é uma nítida preferência pela ausência de transparência e o entendimento que a política é para se fazer o mais longe possível do olhar e dos ouvidos dos “estúpidos” dos eleitores. O que ali se percebe é que as regras do jogo democrático, não são para se cumprir, são para se contornar.

Daí as “birras”. Daí a visceral recusa em aceitar a mais pequena objecção. Daí o absoluto impedimento em tolerar qualquer abertura à transparência que porá a nu, não só a perceptível rede de interesses e de corrupção que é transversal e residual neste governo, mas acima de tudo, aquilo que todos os dias se torna mais e mais evidente: desde há 5 anos temos um executivo e um PM em que a competência e a eficácia inexistem e se reduzem, completa e absolutamente, apenas ao que publicitam e anunciam (sempre com a complacência e a cumplicidade de uma comunicação social arregimentada e de uma oposição, leia-se PSD, conivente).

E as evidências estavam todas lá. O percurso deste PM é uma soma de transgressões democráticas. Desde a associação académica na universidade, passando pela maneira como “fez a cama” a Seguro, pela forma como perverteu os resultados eleitorais de 2015, ao permanente alijamento de culpas e responsabilidades através da sua cobarde transferência para terceiros.

Temos um salafrário como PM. Porra, e nunca se esqueçam, este foi o gajo que manteve as suas férias apesar dos incêndios de Pedrogão. Um indivíduo que conseguiu, como ninguém até hoje, controlar e dominar todas as possíveis e tradicionais fontes de escrutínio (a expressão “meteu no bolso” além de deliciosa é correctíssima): PR, líder da oposição, poder judicial e comunicação social.

Eu sei que o que vou dizer é bastante parcial até porque se tratam de dois dos meus principais e pessoais “afectos”, mas lembro-me de há uns anos, um presidente dum clube da bola ter assumido que mais importante que adquirir bons jogadores, era infiltrar e dominar os órgãos de decisão e de jurisdição do futebol. O esquema é sempre o mesmo: controlar as instituições que possam atrapalhar. Até o derradeiro argumento: o crime que se expõe, pura e simplesmente, não existe se se puder atacar por alguma forma a forma como foi exposto.

E, como dizem em castelhano, “ojo”. Porque tendo em conta a forma estranha como o vídeo dos “cobardes” foi vazado, não sei se não estaremos perante um estratégico início dum processo de fuga do PM em face do inferno que se avizinha. Tão típico do PS. Gastar, gastar e gastar e venham os outros fazer de maus. Mas se isso acontecesse, teríamos os comentadores do Reino (tão lisboeta que isto é) a tecer loas ao rebuscado maquiavelismo, preterindo os valores e privilegiando a “chicoespertisse”.

Comments

  1. Fernando says:

    Já deve faltar pouco para usar a palavra “monhé” como os seus camaradas fachos usam nas redes sociais e fóruns de jornais….

    O facho Osório não se conforma que o seu adulado excremento Passos Coelho tenha sido rejeitado pela maioria do eleitorado…
    No tempo do seu outro adulado já mais isto teria acontecido…

    E já nem vão conseguir inventar outra “bancarrota”, sim, a “bancarrota do Sócrates” foi uma mentira, agora já não é possível pois apesar dos esforços para impedir a população vai entendendo como foi aldrabada pelo pulha Coelho.

    É por a “bancarrota” já não funcionar que os fachos foram buscar à reserva o Ventura.

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Portanto, usar o adjectivo “monhé” seria ofensivo. Já usar o adjectivo “excremento” será, na sua lógica, sei lá… elogioso?

      E não é “já mais”, é “jamais” – uma só palavra.

      Mas para quem afirma, com toda a convicção, que “a “bancarrota do Sócrates” foi uma mentira” (provavelmente, o Teixeira dos Santos chamou a Troika para virem cá passar férias, e ver as maravilhas dos “amanhás que cantam”), nada pode surpreender.

      • Fernando says:

        O uso da palavra “monhé” por parte dos fachos tem claramente uma conotação racista.

        Eu sou branco como o Passos Coelho, o meu objectivo não é ser racista ou abusador de minorias é mesmo ofender um excremento que escavacou este país.

        E sim, a “bancarrota do Sócrates” foi e é uma mentira com objectivos claramente ideológicos não só por parte do governo do excremento Coelho como por parte do FMI, União Europeia e Comissão Europeia.

        Portugal não estava falido, estava (está) metido numa zona monetária insustentável que lhe roubou instrumentos de soberania cruciais para fazer face a crises como a crise que os Bancos privados falidos provocaram em 2007/08.

        Países com moeda própria, como os EUA, recorreram seu instrumento de soberania para fazer face à crise.
        Portugal não podia (e continua a não poder) fazer isso, tem que ficar à espera que o Banco Central Europeu funcione como um Banco Central.

        A “bancarrota do Sócrates” acabou no momento em que o BCE começou a comprar a divida de Portugal.
        O que prova que a União Europeia/ Comissão Europeia/ Banco Central Europeu provocaram uma crise artificial.


    • Seguramente anda uma matilha de ‘Fernandos’ a lamber as bostas do PS nas redes sociais,
      Cambada mais nojenta!

      • POIS! says:

        Pois, mas há mais!

        Seguramente anda uma matilha de ‘Menos’ a lamber as bostas da Direita nas redes sociais,
        Cambada mais nojenta!

        Gostou? Fui eu que inventei!

      • Paulo Marques says:

        Mais ou menos do que lambedores de botas e Marias da Luz, só para a gente saber?


  2. O Costa não esteve de férias durante os incêndios de Pedrógão.

    O Costa não perverteu resultados eleitorais nenhuns. Isso é constitucionalmente impossível.


    • O autor deste post é daquele tipo de pessoas que não permite que a verdade estrague uma boa historia.

  3. Rui Santos says:

    O cronista vive e precisa disto pois o odiozinho de estimação é mais forte. Vive da retórica que uma direita, na ausência de um pensamento nuclear, usa para a ofensa politica e pessoal. Uma vacuidade este Ósorio Chuck Norris..

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      À falta de argumentos, insulta-se o oponente. Um cássico digno de um “costeiro”.

      • Patolas (e) o Idiota says:

        À falta de argumentos o escriba salafrário insulta o oponente (que lhe “tirou” o tachinho) e mente. Um clássico dos pafiosos ressabiados!

      • Rui Santos says:

        Fernando Manuel Rodrigues Mais profundo que isso só, certamente, o coma alcoólico.

        Além disso o Osório não precisa que o ofendam pois ele é em si e per si uma ofensa à inteligência dos leitores..


  4. “Temos um salafrário como PM. Porra, e nunca se esqueçam, este foi o gajo que se manteve de férias durante os incêndios de Pedrogão. ”

    Salafrário é quem insiste em propagar uma mentira que já foi desmascarada há muito.

    António Costa não estava de férias quando se deram os incêndios de Pedrogão. E isso já foi bastamente confirmado até por órgãos de comunicação social que não são propriamente amigos de António Costa.

    https://observador.pt/factchecks/antonio-costa-estava-mesmo-de-ferias-durante-os-incendios/

    https://rr.sapo.pt/2019/10/04/legislativas-2019/afinal-antonio-costa-estava-ou-nao-de-ferias-durante-o-incendio-de-pedrogao-grande/noticia/167117/

  5. Patolas says:

    Um conjunto de mentiras… um discípulo fervoroso da escola das fake news (manipulações de informações, desinformação e cultura de ódio…) do bannon e do trump!
    Os jovens especialistas contorcem-se tal como uma jibóia!
    Que grande Salafrário!

  6. Paulo Marques says:

    E alguém que diz que não quer cortar salários e pensões na campanha, e depois fá-lo com agrado rapidamente, é um fiel defensor dos princípios democráticos? Alguém que cede à pressão de um irrevogável, traindo os seus próprios eleitores, é um grande democrata? Quem falava numa reforma do sistema de voto e em 2015 faz de conta que as regras são outras é um grande democrata? O conjunto de pessoas, da esquerda à direita, que fazem de conta que precariedade e desemprego não são os únicos mecanismos de equilíbrio económico da zona euro são grandes democratas (pior, alguns vão admitir aos jornais económicos, que sabem que o eleitor médio não consome, para depois voltar à farsa)?
    Não, falso é quem quer manter a paz social para lidar com uma crise invés de se irritar por outros coçarem a micose a ver o quanto isso lhes pode render.

  7. ..Tal & Qual says:

    O Osório é um facholas à portuguesa !

  8. Antifascista says:

    Este Osório é um caso patológico. Mitomania no mais alto grau de doença. E reles e fraca rês na forma como trata aqueles de que não gosta. Mas a democracia é assim, até estes calhordas têm direito a estes arrotos.

  9. Filipe Bastos says:

    Eu digo-lhe o que é patológico: é a procissão de carneiros xuxas ou comunas que aqui vêm defender o FDP do António Costa e a máfia do PS. Patológico e merdológico.

    Não tenho qualquer simpatia pelo Osório, um direitalha que há-de branquear a Laranja Podre, o fantoche Passista e todos os mamões e DDT a que a direita lambe o rabo.

    Mas é rigorosamente verdade o que ele diz do Bosta. E não ver isto vai além do fanatismo e da cegueira: há-de haver aqui piaçabas do PS a defender o tacho e o dono. Nada em Portugal é mais podre que o PS. Nada.

    • POIS! says:

      Pois não tem?

      “Simpatia pelo Osório”? Não foi o Sr.. Bastos que aplaudiu com mãos ambas a diatribe contra o tipo de Viana do Castelo?

      A barretada que levou só prova quão manipulaveis são os tipos com a postura política a que se arroga.

      Obrigado ainda pelo link para aquela página sobre o Iglésias. Fiquei bastante desiludido! Então o Sr. Bastos usa informação veiculada por chulecos anarquistas? Oiça, Sr. Bastos aqueles chulecos só querem é gajas, amor livre e sexo à lagardére. E umas bombitas de vez em quando, assim tipo foguetes em dia de festa.. Têm inveja é das reuniões do “Unidas Podemos” porque há lá muitas e boas!

      Já agora: os GRAPO e a ETA são “grupos de esquerda”? Ou você só lê nas páginas que invoca o que lhe convém?.

      • Filipe Bastos says:

        Aplaudi, POIS, porque era verdade – e porque o Osório disse-a como deve ser dita: com todas as letras e chamando os bois pelo nome.

        Quantas vezes ouve alguém dizer publicamente o que o Osório disse do chuleco xuxa? É tudo sôdoutor práqui, paninhos quentes práli.

        Parte do nosso problema é este respeitinho submisso e acarneirado, primeiro aos senhores doutores, herdado da ditadura parola de Salazar, depois à escumalha pulhítica que nos chula e arruína.

        Nada disto é ser ‘manipulável’: se o Trafulha 44, que de bom grado enforcaria com as minhas mãos, amanhã disser que esta partidocracia fede, também concordarei com ele. A verdade não deixa de ser verdade em função de quem a constata, POIS.

        O mesmo vale para a hipocrisia do Podemos, ou do Berloque, ou do PCP e da sua festarola cujos impostos não paga. Está a ver?

        • POIS! says:

          Pois lá está!

          Um tipo diz qualquer coisa que lhe agrade e você aplaude! Não sabe se é justo e quis os objetivos! Pode ser um chulo tanto ou pior! E você reaplaude!

          E depois os carbeiros são os outros!

          Sabe uma coisa, sr. Bastos? O Hitler também dizia muitas verdades! E muitos Bastoffs aplaudiam! Sim, porque chamava os “chulecos” pelos nomes.

          Uns milhões de mortes depois a coisa acabou, mas não há nada para comemorar. Substituiram-se apenas uns “chulecos” nazis por outros “demo-cristãos”, “social-democratas” e “liberais”. Até hoje, em que prontifica a “chuleca” Merkel. Não há diferença nenhuma.

          E quanto ao “site” anarquista? Tem arranjado, ao menos, umas garinas para “desossar”? Ah “Chuleco”!

          • POIS! says:

            Onde se lê “carbeiros”, leia-se “carneiros”. Estava no barneiro e enganei-me. Desculpe…

          • Filipe Bastos says:

            Neste país, POIS, as verdades ditas sem papas na língua são de aplaudir. Veja qualquer canal, abra qualquer jornal: é só respeitinho e spin doctors a soldo.

            Com excepção do Paulo Morais, não vê ninguém com coberura me(r)diática que chame os bois pelos nomes. Ou vê?

            Mais: v. só reclama porque veio do Osório. Se viesse de outro e fosse contra o PSD, estava tudo bem… v. até aplaudia mais que eu! Ou não era?

          • POIS! says:

            Pois tá bem!

            O seu problema, Sr. Bastos é que o Sr. define o que são verdades e depois corre a apresentar como provas quem diz o mesmo. Foi o que aconteceu com a página anarquista onde pretensamente se apoiou para aquela coisa do Iglésias.

            E agora cito:

            “Mais: v. só reclama porque veio do Osório. Se viesse de outro e fosse contra o PSD, estava tudo bem… v. até aplaudia mais que eu! Ou não era?”.

            Pronto. V. Exa. já sabe a resposta! Quem sou eu, simples mortal, para duvidar da sua verdade?

            O Sr,. Paulo Morais ´é então o quê? Um chulequinho? Um ex-chuleco? Um chuleco arrependido? Enquanto “mamou” não disse nada! E agora…deu-lhe! E as televisões até dão tempo de antena ao “mamão”! Francamente!

    • Paulo Marques says:

      A saúde democrática exige que se defenda também aqueles de quem não se gosta nem nunca votaria de canalhices. E se o Filipe defende que só as virgens infalíveis é que podem ter poder público, só está a contribuir para a ascensão de alguém que minta de forma mais consensual, como faziam o Dupont e Dupont do governo anterior (ao anterior).
      Ajudava se alguém fosse capaz de esgrimir um argumento da horribilidade das declarações, mas era uma chatice sair da clubite e da grunhice para transmitir uma ideia, dá trabalho e ainda se salvava a democracia, não pode ser.

      • Filipe Bastos says:

        Defendê-los de canalhices? Que canalhices, Paulo?

        Constatar que o Costa foi de férias logo após dezenas de pessoas morrerem queimadas em Pedrogão, com as conhecidas falhas das autoridades, e após o inacreditável roubo de armas em Tancos?

        Constatar que, antes de ir de férias, o bandalho pediu a um focus group para avaliar se os incêndios tinham afectado a sua popularidade?

        Constatar, enfim, que ninguém foi responsabilizado, que o cobarde passou alegremente entre os pingos da chuva, como sempre, e que a tragédia só serviu para mais demagogia e mais trafulhices?

        Paulo, quando é que percebe que os canalhas são eles? E que não há aqui qualquer ‘democracia’ para salvar, mas apenas uma partidocracia chula e corrupta?

        • Paulo Marques says:

          Foi para as mãos e responsabilidade do ministério público, como devia. O resto não faz diferença nenhuma, e, sim, sondagens por tudo e mais alguma coisa fazem parte da política.
          Se não há democracia para salvar, queixa-se do quê? Deixe andar ou mobilize-se, VPVs não faltam por aí, e quem aproveita são sempre os mesmos.

    • Antifascista says:

      Ó Bastos alguma vez lhe dei palha? Não me parece. Carneiro é você e quem lhe fez as orelhas. Já percebemos que não passa de um daqueles idiotas úteis que anda a abanar o rabo atrás do bandido do Ventura, convencido que intimida. Sabe que nome se dá gente como você: cobardolas. Atrás do teclado são uns heróis, mano a mano uns vermes.

      • Filipe Bastos says:

        O chuleco Ventura? O palhaço-comentadeiro cujo sucesso depende do politicamente correcto da esquerda ‘identitária’ que já ninguém suporta, e dos carneiros ‘antifascistas’ que balem indignados a cada asneira que ele diz?

        Eis o seu problema: o seu único argumento é chamar fascista aos outros. É como os direitalhas que chamam comunista a qualquer cão ou gato.

        Quando os outros, como eu, não são fachos nem comunas, e cagam de alto para os vossos partidos, os vossos heróis e a vossa visão simplória e maniqueísta do mundo, que vos resta?

        Que lhe resta, carneirinho Antifascista? “Mano a mano”? Quer combinar depois do recreio, para ver quem tem a pila maior?

        • POIS! says:

          Pois é! Penitencio-me penitentemente ante a sua suprema pureza!

          Realmente tenho uma visão muito maniqueísta destas coisas da política.. Tem o Sr. Bastos toda a razão.

          A sociedade divide-se entre “chulecos” e “não-chulecos”. E quem chegue a “chuleco” nunca mais deixa de o ser. Nada de maniqueísmos, portanto!

          • Filipe Bastos says:

            Já falámos disto, POIS: sim, é fácil criticar e dizer mal de tudo; mas como dizer bem desta corja pulhítica? E isso não é o mesmo que chamar facho ou comuna a toda a gente que discorda de nós.

            Um chuleco pode deixar de ser chuleco: basta deixar de chular os outros. Não vê que esta canalha só quer tacho, poleiro e mama?


  10. Quem perca tempo a provar que o Costa é o que é, poderá confirmar o seguinte:
    – Tendo o Governo uma organização de merda para atacar os incêndio, o incêndio emblemático que confirmou todas as deficiências dessa situação foi o de Pedogão,
    – O país continuou a arder e o gajo foi férias sem que nada de substancial fosse alterado.

    Mas a matilha agarra-se a Pedrogão para tentar não fazer dele o bombeiro falhado que sempre foi.
    Andou por aí o PR a dar afectos enquanto o gajo ia a banhos.

    • Paulo Marques says:

      Entregou a coisa ao mercado, não é assim que deve ser?

    • POIS! says:

      Pois tenha cuidado Menos!

      Não se agarre ao Pedrogão. O gajo é pessimo! Já andou nos sapadores e foi expulso! Nem numa agulheta sabe pegar! Para as suas necessidades não serve!

  11. Garcia. says:

    Os sarnentos salazarentos continuam a debitar o discurso formatado.Sempre iguais sempre os mesmos. Vomite-se.

  12. esteves ayres says:

    “Quando de heróis os profissionais de saúde passam a vilões”!

    “Todos se recordarão dos “gloriosos” tempos em que António Costa, e o seu séquito de lacaios, glorificavam os profissionais que, na “linha da frente”, eram classificados como os heróis nessa “guerra” contra a pandemia do século.
    Todos se recordarão das manifestações públicas de Marcelo e Costa a médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde que salvavam – e continuam a salvar – as vidas daqueles que haviam caída nas “garras” do maldito vírus SARS-coV 2, responsável pela doença Covid-19.
    Ele eram palmas e palmadinhas, festas e festinhas, grandes e tronitroantes declarações de respeito, consideração, e até amor, àqueles profissionais. Claro que, nem todos terão entendido que tais manifestações de “afecto” e de “amor” serviam para escamotear a falência do Serviço Nacional de Saúde e o temor de que os “escravos” do sector da saúde não conseguissem dar resposta adequada a um eventual excesso de procura do sistema, por virtude da crise sanitária Covid-19.
    O que se aplaudia, pois, era o facto de médicos, enfermeiros, farmacêuticos hospitalares, técnicos de diagnóstico, auxiliares de enfermagem, assistentes operacionais, e outros profissionais ligados à saúde, terem conseguido suprir as consequências de uma gestão criminosa do SNS, baseada num “modelo de gestão capitalista” (just in time, isto é, em modo de navegação à vista), que tinha levado o sistema nacional de saúde a uma ruptura total de meios capazes de fazer face a uma pandemia deste género e extensão.
    Indicações dadas pelas diferentes Ordens representativas dos diferentes sectores dos profissionais da saúde, e sugestões que surgiram de críticas justíssimas – quer da sociedade civil, quer de partidos políticos como o PCTP/MRPP – que denunciaram, a montante, a debilidade do sistema e, a juzante, o facto de não ter havido, no início da crise pandémica, um correcto levantamento da capacidade produtiva do país em dar resposta à necessidade de equipamentos vários de saúde e segurança, que permitissem que fosse “achatada” a famigerada “curva” epidémica.
    A dinâmica imposta ao governo de Costa e seus lacaios menores, começou a traduzir-se por uma progressiva passagem da classificação de pandemia para epidemia – evidência que Costa e o seu governo continuam a negar, apenas formalmente –, com recorrentes diminuições do número de casos de infecção de de morte. E começou a evidenciar o crime que constituiu sujeitar o povo a um confinamento militar e repressivo que em nada contribuiu (como o prova, entre outros, a Suécia que não alinhou nesse carnaval) para conter a pandemia.
    Pior! O confinamento assassino teve como consequência uma pandemia muito mais mortífera, responsável por um acréscimo inusitado de mortes, quando comparamos o primeiro semestre de 2020 ao mesmo perídiodo de 2019. Os milhões de actos clínicos e as milhares de cirurgias suspensas ou adiadas, o medo propositadamente instalado na população e que fez com que a procura das urgências diminuisse a pique, provocaram uma número de mortos 4 a 5 vezes superiores ao que se registaram, alegadamente, com o Covid-19.
    E é neste preciso momento que temos de encontrar a razão porque é que de heróis, os profissionais da saúde passam a vilões. Para já Costa elegeu – no contexto da sua famosa táctica de dividir para reinar – nos médicos, mas aguardem por que outros profissionais se seguirão. E não teremos de esperar muito!
    As fake news começam a fazer o seu caminho. O episódio do Lar em Reguengos de Monsaraz é paradigmático de uma atitude cobarde, recorrentemente oportunista, por parte de Costa e seus lacaios menores. Tentam, a coberto de um manifesto caso de incúria do Estado em fiscalizar entidades às quais concessiona o direito – e a responsabilidade – de gerir um lar para a terceira idade, criar uma falsa “crise de confiança” e uma campanha de assassinato de carácter daqueles a quem, ainda há bem pouco tempo, glorificava como heróis na “linha da frente”.
    Duas razões existem para tal atitude de Costa. A primeira, é a de escamotear o facto de, sendo o Estado a entidade que tutela uma determinada actividade e sector, também é ao Estado que se tem de assacar a responsabilidade de fiscalizar os termos da execução das regras que essas entidades aceitaram incorporar nos seus planos de acção e gestão. Por maioria de razão, essa tutela era exigível no caso do Lar de Reguengos de Monsaraz onde o Estado “enterrou”, apenas em 2019, qualquer coisa como 1,2 milhões de euros! O Estado, para além do que ficou dito, teria de ser diligente em saber como é que o dinheiro que naquela entidade enterrou foi gasto – e mais ainda, porque é que foram atribuídos aqueles montantes e quem efectivamente beneficiou deles!
    Mas, a segunda razão é a mais relevante. António Costa, com esta “guerra” fictícia contra a Ordem dos Médicos e os médicos em geral, prepara o terreno para justificar os novos cortes que se prepara para impor ao SNS. Desde logo em salários, na progressão das carreiras dos diferentes sectores profissionais da saúde, no aumento da carga horária que se prepara para impor. E, a melhor forma que encontra para o fazer, é desde já começar uma “campanha negra” contra esses profissionais, começando pelos médicos.
    Cortes que não se ficarão por aí. Quem pensasse que existiriam “almoços grátis” que se desiluda rapidamente. Os milhões cagados por Bruxelas – mas ainda não distribuídos – para fazer face à crise pandémica que, manifestamente, agravou a crise económica do capitalismo e do imperialismo mundial, vão traduzir-se num modelo de factura a que já estamos habituados.
    O dinhero que jorrará dos cofres do BCE ou do FMI, ou ainda do Banco Mundial, serão pagos com a contrapartida da baixa de salários e aumento da carga horária de trabalho, com a contrapartida da venda dos poucos activos que ainda nos restam, como seja, por exemplo, o mar – recorde-se que a Zona Exclusiva Económica de Portugal abrange uma área superior à área de toda a Europa.
    Mas serão pagos, também, com uma dívida que aumenta – quer em valores nominais, quer em % do PIB –, uma dívida que os credores desejam IMPAGÁVEL e, sobretudo, PERPÉTUA, para poderem ter, por um lado, uma renda permanente e progressiva e, por outro, um factor de chantagem e pressão permanentes sobre quem governa este país, para além de um garrote que estrangule a economia e faça vergar a classe operária e o povo.
    Exigimos que as diferentes Ordens – Médicos, Enfermeiros, Farmacêuticos, etc. – representativas dos diferentes profissionais da saúde rompam com o perigoso “namoro” em que se deixaram envolver com Costa e o seu séquito de lacaios. De nada lhes valerá esta permanente política de conciliação, em que assentam “exigências” tais como as de que “Costa se retrate publicamente” ou emita um pedido formal de “desculpas”.
    Os profissionais da saúde em geral, e os médicos em particular, devem seguir o exemplo de coerência, determinação e resiliência da classe operária na luta contra um sistema e um governo caducos, que não nutrem qualquer empatia pelos seus interesses ou pelos interesses daqueles que trabalham”!

    24Ago2020 LJ assino por baixo

    • Paulo Marques says:

      7 factos incovenientes:

      Os médicos que se elogiou não são a ordem dos médicos;
      Se o estado tem “a responsabilidade de fiscalizar os termos da execução das regras”, a OM não tem competência (no sentido legal) para tal;
      quem andou a vender a eficiência de desregular a saúde e o “sector social” não foi este governo, e ela aqui está a lidar com a peste grisalha;
      O milagre sueco (???), uma realidade cultural e económica completamente distinta, analisa-se no fim;
      “uma dívida que os credores desejam IMPAGÁVEL e, sobretudo, PERPÉTUA, para poderem ter, por um lado, uma renda permanente e progressiva” é uma opção (falhada) de controlar a inflação (onde?) pela via do desemprego, como ditam os tratados. A destruição económica do país é uma escolha ideológica que, da esquerda à direita, ninguém objecta na prática;
      essa grande fortuna que “jorrará” está muito abaixo quer do que é necessário, quer do que outros países fora da eurolândia já orçamentaram (enquanto cá se continua à espera. apesar da Itália já ter activado o programa não financiado, lol…)
      o confinamento já terminou à muito, não vejo ninguém a encher estabelecimentos em lado nenhum.

      A alternativa que o se quer vender é o quê, que ainda não percebi?

    • Garcia. says:

      O esteves ayres tal como pároco de aldeia debita um chorrilho de alarvidades falsas, mentiras forjadas e propagandistas. Por detrás de uma pseudo-erudição nota-se a politiquice de ETAR, da qual deve ser um fiel emissor..

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