O silêncio mata

Na semana passada, a diretora do SEF admitiu, finalmente, o homicídio de um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa. Nunca fui muito bom a matemática, mas estamos em novembro e este caso já vem desde março. Nos últimos 8 meses, ninguém se responsabilizou pela morte de um cidadão estrangeiro nas mãos do Estado português.

Também na última semana, soubemos de um ministro dinamarquês que se demitiu por causa do abate a visons, pois não era legal. A visons. Nem sei que animal é esse. Não foi uma pessoa sequer.

É por situações assim que não podemos abrir precedentes quando falamos em democracia. Não podemos ter medo de ser demasiado exigentes com os nossos governantes. Não podemos ter medo de afirmar que a democracia em Portugal está a falhar.

Temos de exigir que alguém seja responsabilizado pela morte de Ihor, que morreu nas nossas mãos. Se não o fizerem por ele, ao menos que façam por um pingo de dignidade. Enquanto continuarmos calados, continuaremos a ser cúmplices de um homicídio.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Pior que o hediondo crime cometido pelos inspectores do SEF, presumo eu que será exemplarmente punido pela Justiça, foi a execrável entrevista dada pala Directora do respectivo serviço, numa demonstração clara de como as nossas instituições bateram no fundo.
    Sem um pingo de ética, a forma leviana como aquela figura tutelar do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras se coloca fora dum problema que lhe rebentou nas mãos, mostram para além de incompetência, uma enorme falta de respeito pelo sentido de responsabilidade.
    Esta gente não presta. Nomeá-los para quaisquer lugares de responsabilidade acrescida é um risco para a nossa democracia. Há que exonerá-los depressa a bem da nossa sanidade mental.

  2. Paulo Marques says:

    O caso, apesar de tudo, vai andando. O que não anda, porque nunca anda, é reformas para que não volte a acontecer, que também não se resolve mudando o chefinho.


  3. Para os boçais que por aqui andam, e são muitos – à POIS são – deixo esta preciosidade…

    Efectivamente, o que decorre dos factos dados como assentes, é que nenhum dos requerentes foi sequer visto por um médico, o que se mostra francamente inexplicável, face à invocada gravidade da infecção.
    17. Na verdade, o único elemento que consta nos factos provados, a este respeito, é a realização de testes RT-PCR, sendo que um deles apresentou um resultado positivo em relação a uma das requerentes.
    i. Ora, face à actual evidência científica, esse teste mostra-se, só por si, incapaz de determinar, sem margem de dúvida razoável, que tal positividade corresponde, de facto, à infecção de uma pessoa pelo vírus SARS-CoV-2,[meu realce] por várias razões, das quais destacamos duas (a que acresce a questão do gold standard que, pela sua especificidade, nem sequer abordaremos):
    Por essa fiabilidade depender do número de ciclos que compõem o teste;
    Por essa fiabilidade depender da quantidade de carga viral presente.”

    fonte

    E mesmo assim, escrito de forma simples, não sei se é suficiente!

    • POIS! says:

      Pois é!

      Parabéns ó vozinhazerodecibolos! V. Exa. a copiar é um ás. A pastar sempre foi.

      Há muitas formas de analfabetismo. A pior é “citar” coisas a propósito de não sei quê com o objetivo de não sei quantos. Até parece que fui eu que algum dia neguei que isso lá estava escrito. E, além do mais, nem sequer discuti a validade de tal afirmação.

      Sim, o que aqui pastou é uma parte de um acordão escrito por duas juízas Desembargadoras. E depois? Algum dia percebeu o que estava em discussão? Por duas juízas terem invocado um artigo considerado (não fui eu que considerei, atente-se!) de valor duvidoso, ou mesmo que se demonstre que o não é, isso passa a ser lei?

      Aconselho vivamente V. Exa, portanto, a andar como o acórdão debaixo do braço durante o recolher obrigatório para o caso de o incomodarem. Se for detido. talvez seja bom para se entreter enquanto lhe passam a multa. Ou para assoar o nariz depois de levar com a zaragatoa. Depois queixe-se dos “boçais”…Olhe, chame o “Jurista” Graça. A atentar pelo nome, até talvez seja de borla…

      • POIS! says:

        Pois olhe, e já agora…

        Boçal é quem não comentou no lugar e tempo certo e vem depois tentar manipular os incautos com “achados” fora do contexto.Uma prática muito familiar a V. Exa, de resto.

        Como se dizia lá na minha terrinha: “com emojis e vozinhasazerodecibolos se enganam os tolos”. Dizia-se, porque V. Exa. já não engana ninguém!

    • Paulo Marques says:

      Vá ao post correspondente para a resposta. O sumario é que o tribunal não tem competências (legais) para opinar sobre a saúde, nem competências (mentais) para entender as provas apresentadas.


      • Então não! Mas de facto tens razão para escravos boçais como tu e restantes vai ser divertido ver-vos a ganir…

        • POIS! says:

          Pois não nos diga, ó vozinhaazerodecibolos!

          V. Exa. já está em tal estado que VÊ gente a ganir? As drogas que tem enfiado nessa cabeçorra (ou as páginas habitadas por energúmenos que passa os seus dias e noites a visitar, o que é o mesmo) já devem estar a fazer efeito.

          Cá p’ra mim, quanto muito, OUVE ganir. Deve ser a Rotweiler que dorme consigo a lamentar a sua triste existência.

        • Paulo Marques says:

          A ganir? De ficar em casa enquanto ganhas danos permanentes no coração? Dificilmente.

    • POIS! says:

      Pois lembrei-me de mais uma, ó vozinhaazerodecibolos.

      Se duas juízas Desembargadoras produzissem um acordão onde citassem um qualquer “artigo científico” (*) onde se defendia que a cor amarela (a laranja não! Veja-se o que aconteceu com o Trump) inutilizava os COVIDES estou a ver o que faria V. Exa.

      Como cumpridor exemplar da lei que é (béu!) estou a vê-lo com o “jurista” Graça às costas a correr para a Robbialac, com uma trincha na mão em riste, para garantir a primeira demão.

      (*) E olhe que há artigos “científicos” para todos os gostos. Já leu alguma vez o célebre “Tratamento Cirúrgico do Síndroma do Pénis Entalado no Fecho Éclair”? Pois devia ler. mais que não seja para saber que há esperança para si. O fecho éclair talvez se salve.

  4. Filipe Bastos says:

    É daquelas coisas que pensamos não poder acontecer em Portugal; isto não é a Ucrânia.

    Como a experiência de Stanford mostrou há muito, e se sabe há muito mais, ter poder sobre os outros excita os cobardes. É preciso ser muito cobarde para espancar um tipo algemado.

    Lembra os trogloditas das discotecas, outros cobardes, com a agravante de o SEF representar o Estado.

    A directora foi notícia há tempos por ir para casa todos os dias, de Oeiras a Coimbra, num carro com motorista, que depois pernoitava num hotel. Tudo pago pelo SEF, i.e. pelo Zé.

    É injusto pintar todo o Estado à imagem destes casos; mas não vamos fingir que são únicos. Ou sequer raros.

    • POIS! says:

      Força Bastos!Denuncie, pois!

      Com tanto banco de jardim, alguns de luxo, à disposição em toda Coimbra, vejam lá, o chuleco do motorista da diretora pernoitava…num hotel! Sim, num hotel! Nem sequer era numa pensãozinha com águas correntes, quentes e frias! Era num hotel!

      Ao quisto Chegou!

    • Filipe Bastos says:

      Estou a denunciar, POIS, ou neste caso a citar algo facilmente encontrável, mas não parece impressioná-lo.

      Se calhar acha bem pagar as mordomias da Sra. Directora?

      Se calhar também estranha a fraca reputação dos servidores públicos junto dos contribuintes privados?

      • POIS! says:

        Pois não me diga! Não pareço impressionado? Ora essa!

        Quero mesmo até saber se o motorista tem carta. E qual o nível estrelício do hotel. Cada estrela a mais é um punhal cravado na carteira dos contribuintes! Pelo menos dos contribuintes que contribuem

    • Paulo Marques says:

      O Filipe a defender políticas identitárias? É por o homem ser branco? Deixe lá, é eslavo, não vale o mesmo.
      Bem sei que Alcino Monteiro já não está cá há muito, mas a Cova de Moura não foi assim há tanto tempo. Sim, acontece em Portugal, e não devia ser surpresa.

  5. JgMenos says:

    Responsabilidade de agentes do Estado?
    Os gajos acham-se os verdadeiros Donos Disto Tudo!

    • POIS! says:

      Pois esta afirmação é um verdadeiro exagero.

      Lá por V. Exa. ser propriedade de um senhor que é funcionário das finanças não pode generalizar. A esmagadora maioria dos portugueses conservam-se donos de si mesmos.

      Quanto a V. Exa, das duas uma: ou teve azar ou fez mau negócio.

    • Paulo Marques says:

      Será caso para dizer bosta de bófia?

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