Apelo ao rigor nas prioridades de vacinação

A DGS anuncia a recomendação de vacinar contra SARS-CoV-2 crianças dos 5 anos aos 11 ano. Não tenho opinião, nem conhecimento científico para a formar, nem filhos dessa idade, mas sei que os especialistas se encontram muito divididos.

Imagem site da DGS

A DGS, em comunicado, assenta a sua recomendação na posição da “Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 (CTVC), segundo a qual, a partir dos dados disponíveis, a avaliação risco-benefício é favorável”.
Ora, segundo Cristina Camilo, presidente da Sociedade de Cuidados Intensivos Pediátricos, “apenas 4 crianças dos 5 aos 11 anos estiveram internadas com doença Covid aguda, das quais três tinham comorbilidades importantes”.
Não será por acaso, mas talvez pela mesma razão que Cristina Camilo indicou, que o Centro Europeu de Doenças (ECDC) considerou que apenas “as crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 11 anos que correm risco grave de Covid-19 devem ser consideradas um grupo prioritário para a vacinação, tal como em outros grupos etários.
É neste contexto, sem o mínimo preconceito contra vacinação de crianças para seu próprio e exclusivo benefício de saúde, que me parece aconselhável apelar ao bom-senso de cumprir com o rigor nas prioridades, ou seja, prosseguir, em ritmo acelerado, a vacinação das pessoas com mais elevado risco de morte, de doença grave e de internamento hospitalar, como sejam os maiores de 50 anos e, entre estes, por ordem decrescente de idade, os que tomaram as vacinas de dose única, os que atingiram ou estão a atingir os 6 meses após a dupla vacinação e as que têm comorbidades de qualquer grupo etário.
Se tenho dúvida de que nos afastemos deste rigor? Tenho, de facto, devido à campanha de intoxicação em curso de amedrontar as pessoas com a crescente incidência de infecção de crianças. Não deve ser a incidência num grupo etário, que quando infectado desenvolve doença pouco grave, o critério de vacinação, mas antes o risco de morte, de doença grave ou de internamento.
Daí que, dedicar profissionais, que já são poucos e encontram-se extenuados, a vacinar grupos que não são prioritários por razão única de saúde própria, lesará o rigor evidente de cumprir com as prioridades acima identificadas e, julgo, comumente aceites.
Que não seja por haver vacinas disponíveis, que se dará prioridade a proteger escolas e não a saúde das pessoas que mais carecem de ser protegidas!

Comments

  1. João l Paz says:

    “A DGS, em comunicado, assenta a sua recomendação na posição da “Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 (CTVC” Carlos Araújo será mero acaso o facto de a dita comissão ter um aventado da Pfiser? Ou será a razão primeira quando TODAS AS OUTRAS VACINAS são proibidas , na prática, em Portugal e não só? A mim parece-me mais um comprovativo (se dúvidas ainda restassem) de quem manda é o MONOPÓLIO da Pfiser e o resto é paisagem.

    • Paulo Marques says:

      É a única vacina para crianças aprovada neste momento, só isso.

      • luis barreiro says:

        Aqui o Paulo Marques até a mãe vendia para conseguir uma vacina.

        • POIS! says:

          Pois nem todos…

          São como Vosselência, ó barreiro. Não tome os outros pela grosseirice e indigência que é alarde de Vosselência.

          Vosselência é que devia vacinar-se, mas contra a estupidez e a falta de nível. Tivesse que vender o que fosse necessário.

          • Tuga says:

            POIS

            Erro seu

            “Vosselência é que devia vacinar-se, mas contra a estupidez e a falta de nível. ”

            O Barrasco ja não vai a tempo. A doença ele é endémica e incurável

        • Paulo Marques says:

          A realidade é fodida, eu sei, mas é a realidade. Pode sempre esperar pelo Paxlovir se quiser pagar mais.


  2. No mesmo link, mas mais abaixo, um Dr. Válter com ar de ex-JS (ou JSD) e futuro director da DGS, diz que “em termos escolares a vacinação pode mesmo evitar os isolamentos de turmas” (sic). Ora, como qualquer pai sabe, “em termos escolares” a vacinação dos alunos com 12 anos e mais não está a evitar os isolamentos de turmas, pelo que era de perguntar porque é que isso passaria a suceder com os sub-12. Ora, o Dr. Válter disse isto a uma jornalista, que ou não tem filhos em idade escolar, ou é burra, ou, o mais certo, não é paga para fazer perguntas aos patrões.

    • Maria vai com as outras says:

      “ Ora, o Dr. Válter disse isto a uma jornalista, que ou não tem filhos em idade escolar, ou é burra, ou, o mais certo, não é paga para fazer perguntas aos patrões”

      O Dr. Valter é um dos muitos mestres de cerimónia que o Ministério da Saúde arregimentou para “explicar o inexplicável”.
      A jornalista percebe tanto de vacinação contra o Covid 19 como a maioria dos Portugueses, que é nada. Daí comer a palha que lhe dão, sem questionar quem de direito.
      Nós vacinamo-nos porque acreditamos no mínimo que
      as vacinas se bem não fazem, mal maior não nos causarão. Estilo placebo.
      Em matéria de Covid 19 estou cada vez mais como aquele filósofo que um se exprimiu com esta frase:
      “Só sei que nada sei”

  3. Paulo Marques says:

    Internado com Covid moderada também não é ideal (ver a lista do que é moderado), mas, sim, não deverá ser a prioridade agora. Mas o agora pode ser de curta duração, a julgar pelos primeiros dados da África do Sul, muito mais igualitários. Pode, ainda é cedo.

  4. Luís Neves says:

    Rigor?! Prioridades?! Vacinação?! Deve ser “vacinação”. Faz muito mal à saúde mental não ser “negacionista”. Se houvesse rigor não havia “vacinação”. E pôr prioridades nesta desgraça! Houve já quem sugerisse que se “vacinasse” mais devagar e se fizesse caridade com as “vacinas”! Não, não desejo “vacinar” o meu pior inimigo, muito menos “vacinar” os pobrezinhos, sejam os pretos de África ou os índios da Amazónia.