Abrenúncio

Paulo Núncio acha que o novo imposto sobre empresas com lucros “aleatórios e inesperados” corresponderá ao primeiro grande erro da nova governação socialista. Arre, Núncio, já ouviste falar da função de distribuição?

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Se o novo imposto tiver o mesmo impacto àquele que Passos Coelho propagandeou no tempo da Troica, sobre o património imobiliário dos ricos, então estamos perante mais uma farsa.
    Nesse imposto, alardeado pela PàF, o Estado arrecadava cerca de 40 milhões de euros ano. Com o imposto que lhe sucedeu, já na Geringonça, conhecido por Imposto Mortágua, o Estado passou a arrecadar só no primeiro ano, 450 milhões de euros.
    As políticas fiscais de redistribuição de rendimentos se não forem consequentes acabam sempre por ser um embuste.
    Eu preferia antes que o Estado regulasse os preços máximos da energia: combustíveis, gaz e electricidade. Seria muito mais justo. Eu não tenho nada a obstar pelo facto de uma empresa que fabrica automóveis ou computadores obtenha lucros astronómicos. Só compra esse carro ou esse modelo informático quem quer.
    Já no que concerne a empresas rentistas que vivem da absoluta dependência do consumidor dos produtos que comercializam, ninguém vive sem água, luz e gaz, acho que aí o poder político tem de intervir, até porque manifestamente não há concorrência.
    Como também preferiria que o Estado agisse de forma eficaz na fiscalização dos preços praticados nas grandes superfícies e estabelecesse uma vigilância apertada na a sua relação com os produtores agrícolas e pecuários.

    • Rui Naldinho says:

      É por isso que em Portugal, ao contrário, por exemplo, da Alemanha, Coreia do Sul, Holanda, Suécia, Itália, Japão entre outros países que me escuso mencionar, nunca se viu um empresário Tuga a investir numa fábrica de automóveis, computadores, aeronáutica, electrónica de precisão, enfim, produtos de elevadíssimo valor acrescentado, que pudessem dar um impulso a nossa balança comercial.
      Empresário Tuga é muito parecido com oligarca Russo. A diferença está na dimensão do país e nas capacidades extrativas das fontes de energia.

    • Ana Moreno says:

      Viva, Rui, tratando-se de lucros “aleatórios e inesperados” está-se mesmo a ver que falamos aqui de EDP e afins e não de uma qualquer empresazinha que tenha conseguido facturar mais uns patacos…

  2. Paulo Marques says:

    É a cultura da república das bananas em todo o seu esplendor, acumulação para cima a ver se mijam qualquer coisa.

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