
Luís Montenegro está a dar tudo para fazer o frete ao CH. Por estes dias, está transformado num embaixador dos interesses da extrema-direita, que de resto nasceu no seu partido. Talvez chegue a vice-primeiro-ministro de André Ventura.
Que não restem dúvidas sobre o buraco em que Montenegro está a enfiar a direita moderada. E depois não venham com tretas que a culpa é da esquerda que empurrou a direita para os braços da extrema. Não é. Foi uma escolha deste PSD. Uma escolha consciente e informada.






Montenegro representa a ala direita do PSD.
Em boa hora foi eleito presidente do partido, pois poderá ser a salvação do partido e por arrasto a salvação de Portugal.
A salvação do partido, porque qualquer um ( excluindo os comunas empedernidos, que não aprendem nada) já viram que o “esquerdismo” está a ser varrido da Europa ( e dos EUA não fosse o golpe nas ultimas eleições – ver o documentário “2000 Mules”) .
Se os militantes do PSD ainda foram a tempo de salvar o partido , logo se verá, mas a salvação passará sempre por uma boa relação com o Chega, como parece que o Montenegro já compreendeu.
Joana Quelhas
Salvar para o quê e como é coisa que ainda nenhum explicou. Já culpados para a coisa não funcionar, com modelo em quase tudo idêntico, isso nunca faltarão. Quando as grandes opções estão decididas à décadas, resta discutir o identitário.
“É com estas atitudes insensatas que ficamos a perceber que o PSD é inimigo da paciência e da perspicácia.
“Animal” impaciente e hiperactivo, este PSD, que não é mais do que uma representação mal disfarçada das confederações patronais e dos seus sucedâneos, onde gravitam filhos, netos, sobrinhos e enteados; o interclassismo já é coisa do passado, não tem o mínimo instinto felino de atacar a presa socialista, na hora certa.
Este PSD espanta a caça e passa fome por que quer.
Quiseram à pressa chegar ao poder nos Açores, numa atitude revanchista para com o PS por causa da geringonça, convencidos que lhes estavam a dar uma lição. No final viu-se no que deu.
40 Congressos em 48 anos de democracia e 18 líderes diferentes, é obra. Se calhar, nem os partidos italianos conseguem “este almejado troféu”.
Não aprendem. Nem antes, nem agora, nem nunca.
Direita moderada – é como outra direita qualquer, mas tem a gentileza de sugerir que a esquerdalhada não é um bando de cretinos empolgados em manter uns mantras que nunca deram bom resultado em lugar algum.
E, no entanto, crescia.
Espero o maior dos insucessos ao Montenegro nessa onda de ‘normalizar’ o Chega.
Era o que mais faltava, mais um partido para a molhada do corretês!
Pois é! mas o que dizer…
Do que se passou, na semana passada, na AR. Mesmo à entrada ouviam-se apelos lancinantes…”Olhai senhores! Uma esmolinha, por favor!”.
A certa altura passaram dois deputados do PSD que, sem olhar, atiraram umas moedas para o chapéu virado no chão.
Mas eis que pedinte, em vez de agradecer, diz com voz arrastada: “dinheiro não, senhores. Um votinho! Um votinho para ajudar à eleição de um anti-sistema para um cargozito no sistema! Por caridade, senhores!”.
Vendo mais dois deputados laranjas: “por caridade senhores! Já chumbaram o poeta Amorzim e o filósofo Mathathá!;Um votinho, pró empreseiro! Por caridade senhores! Ajudem este Pastorinho! Não deixem os anti-sistema fora do sistema!”.
Bem tentou o Venturoso Quarto Pastorinho, mas com tão fracos resultados… Francamente! Que forretas!
Este poio admirador de Gulags continua a defender que na Suécia e na Itália quem vence as eleicções não possa governar, o Chega é a 3ª força política ó estáslindo!
Pois parece que o burreiro…
…já não se limita a adivinhar o futuro através da leitura das borras de vinho tinto no fundo de um garrafão de 5 litros (depois de emborcar o conteúdo, é claro!).
Agora desvia umas carcassas de porco lá no matadouro para lhes ler as entranhas, e põe os outros a dizer o que lá vê.
Daí a linguagem rasca e merdosa. Tenha cuidado, ó burreiro. Essa vida de matadouro está a dar cabo de Vosselência.
Se deixar as drogas, ou a propaganda, dá igual, e ficar pelo que está escrito, isso passa-te.