
Vigora há sessenta anos um bloqueio económico imposto pelos Estados Unidos da América a Cuba, condenando milhares de cubanos ao desespero e à pobreza.
A ONU, desde 1992 que pede, na sua Assembleia Geral, o fim do bloqueio económico. No passado dia 3 de Outubro foi votada, pela terceira vez, uma resolução que exige o fim do embargo a Cuba. A resolução foi aprovada com 185 votos a favor. Sem surpresa, EUA e Israel votaram contra a resolução; Brasil e Ucrânia abstiveram-se.
O embargo, que dura desde 1962, já lesou o povo cubano em 154 biliões de dólares. Só nos primeiros quatorze meses de governação de Joe Biden, o prejuízo causado pelo embargo a Cuba ascende já aos 6 biliões de dólares.
Esperemos, agora, que os EUA possam cumprir com o aprovado na ONU e levantar o embargo. Caso não o façam, mantendo a coerência, é tempo da Comunidade Internacional se levantar da cadeira como quem tem calos nas nádegas e exigir sanções severas contra a economia norte-americana… penso eu de que… ou não funciona assim deste lado?

Sala da Assembleia Geral da ONU. Fotografia: Joe Penney – Reuters






No passado dia 3 de Outubro foi votada uma resolução que exige o fim do embargo a Cuba. Brasil e Ucrânia abstiveram-se.
Muito revelador, estes dois países absterem-se. Mostra bem até que ponto são caniches dos EUA.
Isto até vem a propósito, em boa hora, não estivesse a Europa tão empenhada em restabelecer o Direito Internacional na Ucrânia, através de sanções econômicas à Rússia. Que se louva.
Condenem num entanto todos os atropelos à Ordem Internacional, e não me venham com aquela velha treta de que “ao meu filho da puta desculpo-lhe tudo, mesmo com o sacrifício de terceiros, mas ao filho da puta do vizinho, não lhe desculpo nada”.
É só para a gente se tentar entender de uma vez por todas, e não andarmos aqui todos travestidos de hipócratas.
Bloqueio e embargo são coisas diferentes. Portugal pode, se quiser e puder, exportar o que quer que seja para Cuba, ou de lá importar – os americanos é que não o podem fazer, no exercício do direito, que qualquer nação soberana tem, de ter ou não relações comerciais com quem entenda. A miséria cubana não depende dos EUA, mesmo que a ausência de relação prejudique os dois países e não tenha outra justificação que não seja uma animosidade histórica que pelo menos desde a implosão da URSS não tem sentido. A maioria dos eleitores americanos não acha que o embargo deva ser levantado – um direito deles. E a maioria do povo cubano gostaria que o embargo acabasse e já agora o regime comunista mas o país não se rege pelo que acham os seus cidadãos, antes pelo que entendem os Joões L Maio locais, que estão no poder.
Claro, até foi o João Maio que na altura ainda não andaria por cá, a por o General Augusto Pinochet no poder, ou General Jorge Rafael Videla, ou o Hugo Banzer, mas podia citar meia dúzia deles, tudo na América Latina.
Tudo refinados comunistas que vieram direitinhos das praias nortenhas, a mando do Maio.
Ou terá sido a mando do Abril, uma vez que este mês vos causa mais confusão na cabeça?
Claro, tu és daqueles que tens um filho da puta bom. Já o Maio, gosta dos filhos da puta maus.
Se não fosses néscio, gostavas de ser o quê?
PS. Não conheço o João L. Maio de lado nenhum, a não ser do que escreve. Mas há limites para a burrice.
Ou então, volta “Lucinha Pissaro”, estás perdoada. Afinal há um Graçola com prosa de otário, ainda pior do que a tua.
Não, não pode, porque fica vedada às empresas (no mínimo) o acesso à moeda de câmbio internacional.
O povo cubano não são os gusanos e filhos.
Eu acho muito bem que o João Maio condene o bloqueio dos EUA a Cuba. Mas penso que por ordens de razões totalmente similares deveria também condenar as sanções impostas ao Irão e à Rússia.
Esses bloqueios são desumanos, tanto no caso de Cuba como nos casos do Irão e da Rússia.
A liberdade comercial é precisa para os povos se desenvolverem.
Condeno, pois.
E, por ainda mais razões, que a alternativa ao SWIFT tenha pleno e rápido sucesso.
«condenando milhares de cubanos ao desespero e à pobreza»!.
É cada palhaço!!!
Os comunas cubanos foram invadidos?
Não se pode ser próspero sem a benção dos EUA?
O mundo é assim tão pequeno?
A incompetência e miséria sempre associada ao socialismo é agora apresentada como sendo consequência de não ter acesso ao capitalismo?
A cambada esquerdalha não tem um pingo de vergonha nas trombas.
Até o CIPS se banalizar, sim, é, como o contabilista devia saber sobre a relevância do padrão dólar nas transacções internacionais.
Este treteiro vem dizer-nos que quem tem dinheiro não consegue comprar dólares?
Consegue, em moedas e notas no mercado livre ou no mercado negro.
Já os bits do Fed, a única coisa aceite como dólares digitais, só compra se este deixar depois de várias perguntas sobre quem é o comprador; e a mentira não dura muito, passando a conta outra vez a zero.
Mas o contabilista sabe disto, porque sabe que é exactamente o efeito que se procurou ter sobre a Venezuela e na Rússia, o problema é que demora num mundo globalizado.
Primeiro depende sempre do conceito de prosperidade.
Se ser próspero é a Noruega, a Suécia, a Islândia, a Dinamarca, ou até a Finlândia, eu até admito que os EUA, sendo importantes, não são determinantes.
Já se falas da China, Bangladesh, Paquistão, Camboja, Laus, Vietname, .., eu diria que sim. Não é por acaso que a deslocalização de uma boa parte da indústria dos USA foi para esses locais. Chama-se mão de obra barata, desregulação comercial e ambiental, etc, … estilo “pratinho de lentilhas”, Menos.
É claro que todo o racional defende o fim da ditadura comunista em Cuba. Até tu, vê lá!
Mas não para transformar aquilo numa república das bananas ou da cana do açúcar, para multinacional norte americana explorar ao preço da “uva mijona”. Ou pior, transformar aquilo num país do narcotráfico.
Ou tu pensas que o negócio da droga não está cheio de Yankees?
“Ou tu pensas que o negócio da droga não está cheio de Yankees?”
É ver o documentário “Crack: Cocaína, Corrupção e Conspiração”, está numa dessas plataformas tão famosas hoje em dia e fala exactamente do envolvimento dos EUA no narco-tráfico e das consequências da Operação Condor na América Latina. Ver-se-á o quanto o “Just Say No” de Reagan foi mais um esquema de corrupção e tráfico de droga do que uma política de combate ao consumo.
Sim. Um bom exemplo.
Este vem dizer-nos que a única alternativa para a Cuba não comunista era transformar-se numa colónia dos EUA ou república das bananas?
Se fosse o caso ainda seria o resultado de anos a servir a cambada comuna.
Não, claro que não. Podia também tornar-se no Haiti, que, por qualquer motivo, nunca é reconhecido como bom aluno da propaganda de Washington.
O regime cubano é um alvo a abater para o Império Anglo-Sionista:
https://toranja-mecanica.blogspot.com/2021/07/porque-e-que-o-regime-cubano-e-um-alvo.html
Meter judeus no caso fica sempre bem aos idiotas das teorias da conspiração.
Mas os outros é que são nazis…
Pois temos de reconhecer!
Que comentário colossal! Que arguta sagacidade! Que lucidez perspicaz! Que sagaz sapiência! Que agudeza de raciocínio!
Isto só pode ser produto, pelo Menos, de uma genial sumidade!
Menos, estou consigo nesta. O capital não precisa da religião para nada, muito menos relativo a Cuba.
Podem sempre comprar aos russos ou aos chinos…
não têm mais nada a acrescentar?
Segundo esta criança, a pobreza! a miséria! o esclavagismo! de Cuba, deve-se a Cuba poder fazer negócios com o mundo inteiro menos com os USa.
O capitalismo é mau, o comunismo é bom, mas se os capitalistas americanos proíbirem comércio com países comunistas, estes ficam condenados à pobreza mais miserável? É isto que afirmas?
É o padrão dólar, pá.