Ide trabalhar, fachos!

Se estivessem a lutar por melhores salários, condições de trabalho dignas, melhores serviços públicos ou contra o uso de combustiveis fósseis, era tudo uma cambada de mandriões subsídio-dependentes que não queriam trabalhar.  Como são bolsominions a exigir um golpe de Estado, por não saberem aceitar a derrota, são patriotas e pessoas de bem. Não se riam. Os sindicatos do Ventura estão a caminho e vai ser a mesma merda.

Comments

  1. Bem observado.

  2. POIS! says:

    Essa história dos venturosos sindicatos do Quarto Pastorinho é deveras preocupante. mas só é possível porque temos uma legislação deveras permissiva no que toca à fundação de sindicatos.

    Tal não seria grande preocupação se, ao mesmo tempo, existissem meios de aferir qual a sua representatividade. Mas não, não existe! E não existe porque a burocracia sindical reinante nas principais centrais – CGTP e UGT – nunca estiveram interessadas nisso.

    Pasme-se, mas é muito mais exigente o processo legal de fundação de uma comissão de trabalhadores (*) que a criação de um sindicato. Dois ou três amigos, à mesa do café, fundam um sindicato – do qual passam logo a ser dirigentes! – e que tem exatamente os mesmos direitos que um outro que represente dezenas de milhares de trabalhadores.

    Isto tem de ser alterado, a bem do prestígio e da credibilidade das organizações sindicais. Ou cairemos nos 14 sindicatos da PSP, ou nos onze de professores (contando como apenas dois a FENPROF e a FNE!), muitos dos quais se destinam a distribuir folgas pelos dirigentes.

    E nada impede, na lei, um sindicato que tenha 20 sócios de assinar um acordo em nome dos milhares de membros de uma classe, contra a opinião dos sindicatos maioritários. Noutros países -por exemplo em França – isto não é permitido. Não deve ser por acaso.

    (*) Porquê? Porque não interessa que existam! O patronato agradece! E a burocracia sindical também não gosta. Tem a ver com a visão leninista segundo a qual as CTs tendem a resolver os problemas dos trabalhadores do “seu cantinho”, muitas vezes privilegiados, e a não se solidarizar com os outros que não tenham tanta força para o conseguir.

    Também é recorrente o argumento de que os membros das CTs se “aburguesam” e cedem muito facilmente, por vezes em troca de favores pessoais do patronato. Isto é a má língua sindical a falar…Mas atenção: claro que pode acontecer!

    Precisamente hoje a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa desconvocou uma greve parcial prevista para quinta e sexta próximas e dois sindicatos resolveram manter o pré-aviso…ora cá está!

    • Paulo Marques says:

      Bem observado, camarada. O tiro no pé pode demorar 40 anos a inflamar, mas quando começa, continua a ser um tiro no pé, é só mais difícil de curar.

    • JgMenos says:

      Tem esperança camarada, com o novo coiso no PC a unicidade sindical está a ser preparada e a luta vai trazer a unidade de classe indispensável para pôr o Grande Irmão a mandar nesta cambada de neoliberais e exploradores.
      A Luta Continua!

      • POIS! says:

        Pois vê-se bem…

        Que Vosselência é um génio a comentar! E, se soubesse ler, então é que ninguém o apanhava!

        Mas já não deve ir a tempo. É pena mas, como diz o povinho lá na minha terrinha, “Menos velho não aprende línguas”.

        Diz o povinho. Lá na minha terrinha.

  3. JgMenos says:

    A cambada inquieta-se….

    • POIS! says:

      Pois já se cá tinha notado!

      Que Vosselência tem andado agitado! Melhor dizendo…inquieto!

      O que diz não é novidade.

    • Paulo Marques says:

      É, golpes de estado violentos costumam ser chatos, mas estão não só sem o apoio do tio, como mais ninguém está para que aconteça. Azarito.

  4. José Ferreira says:

    Isso, enterrem mais o país…

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