
O novel questionário destinado aos candidatos a governantes é mais um absurdo inútil que Costa inventou para prosseguir o principal objectivo do seu governo: desculpabilizar-se. Porque não tem talento nem substância para ter sucesso, procura apenas explicações que lhe desculpem o insucesso. Pelo meio vai acenando com promessas e ilusões que lhe permitam dar a ideia que o fracasso não é assim tão avassalador.
Tenho a certeza absoluta, repito, absoluta que o PM recebe sempre informação completa e exaustiva sobre qualquer daqueles candidatos. Se insistiu ou insiste na sua nomeação mesmo quando conhece perfeitamente os “podres”, só descortino duas razões possíveis: ou tem um qualquer propósito calculista ou está-se perfeitamente a “marimbar” nisso porque tal como todo o restante partido socialista, se acha acima da lei. Muito mais neste momento que têm uma maioria absoluta no parlamento.
Quanto ao questionário propriamente dito, a sua existência é completamente absurda. Era suposto entre gente que se acha capaz de ser governante, isto é entre pessoas cuja estimada “excelência” as coloca num patamar que lhes permita pertencer à “elite” que tem dignidade suficiente para pertencer ao governo, que tudo o que ali vão responder, fosse automaticamente comunicado por iniciativa própria. Se só o vão dizer porque lhes foi perguntado, é porque carecem de suficiente dignidade para ser governo.
E se mentirem ou omitirem? Quais são as consequências? Nada. Népias. Neribi. Aquilo juridicamente vale zero. Aliás, nem se percebe como se poderá alguma vez saber se o candidato mentiu ou não porque lhes é assegurado à partida que as respostas serão secretas ou até destruídas.
Se deixarmos, Costa vai conseguir, mais uma vez, “fugir com o rabo à seringa” e além de conseguir pôr uma espécie de ponto final na onda de escândalos, “lavra em acta” a ilusão derradeira: não sabia nem podia saber. Ao mesmo tempo, esquiva-se a ter de explicar a questão essencial: porque é que com ele e com o PS, escolher os indignos para governar é muito mais a regra que a excepção?






Dignidade, que é algo que se pode e deve ter, na pobreza ou na riqueza, no sábio ou no ignorante, de tão abusada está esquecida para as matilhas de oportunistas e carreiristas que infestam o poder.
Porque é um partido do centro, responsável qb na ideologia para ter o direito a governar, segundo o sistema de regras internacional, mas também depois de se desincentivar quase qualquer um de servir a causa pública, quer através da recompensa material, quer através da espera de uma virgem impoluta sem ligações nem ao sector, nem à política, e, portanto, impreparada, que nada faça para nada correr mal.
Minto, pode sempre privatizar para que realmente ninguém faça, ficando tudo resolvido… para o próprio, que as portas podem ainda abrem mais.
Pois realmente,
É deveras preocupante!
Que esteja para vir aí o “Ser governante em Portugal (2)”.