Israel, em conformidade com a sua própria brutalidade

Israel decidiu retaliar contra a população civil de Gaza, como se décadas de opressão naquela prisão ao ar livre não fossem suficientes.

O ministro da defesa, Yoav Gallant, explicou como:

Ordenei um cerco total a Gaza. Corte de electricidade, de comida, de combustível e água. Estamos a lutar contra animais humanos e agimos em conformidade. (tradução livre)

Há quem celebre esta decisão. A mim parece-me algo que Putin faria à Ucrânia, se tivesse essa oportunidade.

O próprio Hitler, podendo fazer o mesmo aos judeus, não teria hesitado.

Não sei quanto a vós, mas eu não partilho valores com este governo de fascistas, que está disposto a matar crianças de fome e sede, para mostrar ao mundo o poderio da sua vingança.

Para um país com um dos exércitos tecnologicamente mais avançados do mundo, matar civis inocentes e destruir as suas casas, hospitais e escolas não é sempre um dano colateral. É, muitas vezes, uma escolha.

Uma escolha que não surpreende.

Surpreende, isso sim, haver quem condene – e bem – o terrorismo do Hamas, ao mesmo tempo que se recusa a condenar o terrorismo de Estado de Israel.

Até porque, convenhamos, massacrar as populações civis nunca foi um problema para os governantes israelitas.

E quem insiste em apoiar o apartheid israelita sabe disso. Em pouco ou nada se diferencia daqueles que apoiam os monstros do Hamas.

Comments

  1. Santiago says:

    Gueto de Gaza, um verdadeiro pogrom

  2. JgMenos says:

    Quando se fala em terrorismo, importa saber que isso é luta sem regra outra que o terror.
    Está a população de Gaza sob o terror do Hamas ou acolhe-o, ou não o rejeita?
    Certo é que sabe quem são e onde estão e lhes serve de escudo a qualquer acção que sobre os seus membros seja exercida.
    O Hamas exige pré-aviso dos ataques para que não seja atingido pelo fogo inimigo; a população é o seu escudo protector, tal como os reféns que tomou.

    A moda recente é invocar o apartheid como definidor das relações entre israelitas e palestinianos. Os milhares de habitantes de Gaza que trabalhavam em Israel, bem como os que aí obtinham assistência médica vão agora conhecer o seu real sentido, e lamentavelmente, muito justamente!

    • É fácil saber se a população de Gaza apoia o Hamas. Haja sufrágio universal que está a ser impedido pelo Ocidente através da Autoridade Palestina.

      • JgMenos says:

        Está a falar do apelo do Hamas a eleições democráticas e supervisadas?
        Mais do mesmo: o QAnon lusitano em acção.

    • Paulo Marques says:

      O que importa saber é que o colonizador mata quem lhe apetece, quando lhe apetece, pelo motivo que lhe apetece, seja homem, mulher, criança, combatente, manifestante, trabalhador, pastor, jornalista estrangeiro, Fatah, OLP, Hamas, e por aí. Vale tudo, há muito, e hoje a desumanização é inegável quando já qualquer cidadão lhes faz o que quer com o apoio permanente do exército e do tribunal.
      Não dá jeito, mas se são animais, e os nossos governos estão bem assim, não podem ser condenados por actual como querem tratá-los. É a vida.

  3. JgMenos says:

    Como sempre, os esquerdalhos sempre querem ter um pé onde manda a ortodoxia da cambada!

    • POIS! says:

      Pois seja firme! Peça-lhes para tirar o pézinho!

      Imediatamente! Vosselência tem pleno direito a fechar a boca!

  4. Punição coletiva é crime de guerra. Israel faz isso há 56 anos com toda a impunidade.
    A situação na Palestina, expõe a hipocrisia Ocidental através de dois pesos e duas medidas vis-a-vis posicionamento em relação à Ucrânia.

  5. São 18.000 trabalhadores palestinos numa população de 2,3 milhões de habitantes de Gaza. Não faça afirmações em eco com a propaganda sionista.

  6. balio says:

    Estamos a lutar contra animais humanos disse Yoav Gallant.
    Esta frase desumaniza o adversário. O adversário deixa de ser considerado um ser humano como nós, e passa a ser considerado um animal e tratado como tal.
    Faz lembrar a frase de George Washington, segundo o qual os (amer)índios eram “lobos cobertos com peles de humanos”.
    É muito triste que em Israel se desça tão baixo.

    • Nortenho says:

      “Faz lembrar a frase de George Washington, segundo o qual os (amer)índios eram “lobos cobertos com peles de humanos”.

      Essa é a essência da chamada civilização americana

      Quando séculos depois a América do Norte foi invadida pelos Sionistas vindos a Europa, trouxeram com eles a mentalidade:
      Nos somos o povo eleito e podemos fazer tudo

      Mas os americanos gostam deles e dão-lhes muito dinheiro a ganhar e o dinheiro é o Deus dos sionistas.
      As maiores companhias são dessa escumalha:
      Microsoft; FaceBook, Disney, Jonshon e Jonshon, Intel, Coca Cola, etc etc

      É muito triste que em Israel se desça tão baixo.”

      Esse comportamento é absolutamente natural em gente que se considera acima dos outros povos e esse comportamento é natural nos sionistas

      Para se conhecer essa gente é importante falar e negociar com eles. Eles tentam esconder mas com o tempo a sua mentalidade e formação acaba por os trair

      Só há uma maneira de os combater. Não lhes dar dinheiro a ganhar, mas conheço muitos que apoiam a causa Palestiniana e bebem Coca Cola e tem conta no facebook !

      • balio says:

        conheço muitos que apoiam a causa Palestiniana e bebem Coca Cola e tem conta no facebook !

        Não é certamente o meu caso – não bebo Coca-Cola nem utilizo o Facebook (embora lá tenha uma conta antiga, cuja password desconheço).

        • Nortenho says:

          Certamente. Eu não mando piadas indirectas aqui no Aventar.
          Estou a falar concretamente de amigos meus, de esquerda, defensores da Palestina e que têm contas nas plataformas do maldito sionista. E o pior é que acham isso inocente

      • Tuga says:

        ” Eles tentam esconder mas com o tempo a sua mentalidade e formação acaba por os trair”

        Sim, o tempo de convivência com eles acaba sempre por os identificar. Ganhar dinheiro, dinheiro e mais dinheiro e principalmente não o gastar é o seu único pensamento.
        Toda a gente naturalmente esta preocupada para ganhar dinheiro, mas com eles essa preocupação é obsessiva.

        Mas há mais maneiras de os conhecer.
        Pelos apelidos de árvores e animais, nos sefarditas

        Pereira
        Oliveira
        Castanheiro
        Cordeiro e muitos mais

      • Deixa lá o anti-semitismo, os britânicos e descendentes é que lhes ensinaram o bê-à-bá. Foi o que bastou para o genocídio de nativos, discutivelmente ainda em execução.

  7. balio says:

    A fotografia que ilustra o post, com a sua grande nuvem de pó, é muito impressionante. Convém no entanto saber que ninguém morreu ali.
    De facto, Israel tem a prática usual de avisar antecipadamente os habitantes de Gaza de que irá alvejar um determinado edifício. Dando tempo aos habitantes para se afastarem do local.
    É por isso que usualmente as guerras de Israel contra Gaza fazem relativamente poucos mortos (isto é, poucos tendo em conta que Gaza é um local muito densamente habitado, no qual bombas a cair ao calhas tipicamente fariam uma chacina).
    (Já agora, eu tenho poucas dúvidas de que uma prática similar está a ter lugar na guerra da Rússia contra a Ucrânia. Os russos avisam os ucranianos de que irão bombardear este ou aquele edifício, dando tempo aos ucranianos para o evacuar. Similarmente, os ucranianos avisam os russos quando vão receber a visita de um qualquer dignitário estrangeiro, para que os russos não bombardeiem Kiev enquanto os estrangeiros lá estão.)

    • Paulo Marques says:

      E fogem para onde, e por onde, já agora? A idade média chega a 18 por rapto alienígena?

  8. JgMenos says:

    O QAnon lusitano está pujante!
    A sofisticação anuncia-se crescente e seguramente acabaremos vitimados pelo sionismo entre as demais pragas capitalistas e ocidentais.

    • Paulo Marques says:

      Eu a pensar que te irritava quando os escurinhos muçulmanos fugiam para a europa, mas afinal, parece que está tudo bem; valores mais genocidas se levantam!

    • Tuga says:

      QAnon o que é ?

      Da Wikipedia:

      QAnon[a] ( /ˌkjuːəˈnɒn/) ou simplesmente Q, é uma teoria da conspiração de extrema-direita, criada nos Estados Unidos, que alega haver uma cabala secreta (de esquerda), formada por adoradores de Satanás,[2] pedófilos e canibais, que dirige uma rede global de tráfico sexual infantil e que esteve conspirando contra o ex-presidente Donald Trump e os seus apoiantes, durante o seu mandato. A conspiração teria sido engendrada com base num plano secreto do denominado de “Estado Profundo” (deep state).[3]

      Afinal, caríssimo Salazarento serôdio, estás com a tua gente

  9. separatista--50--50 says:

    Aborígenes australianos, Índios norte-americanos, etc… os ocidentais mainstream estão habituados a holocaustos impunes.
    .
    .
    Os ocidentais mainstream (e os judeus fazem parte dos ocidentais mainstream) possuem um largo historial de genocídios e substituições populacionais:
    -> os ocidentais mainstream permitiram a construção de um Estado de Índios norte-americanos: NÃO!
    -> os ocidentais mainstream permitiram a construção de um Estado de Aborígenes australianos: NÃO!
    -> etc.
    —>>> Os palestinianos têm sido um osso mais duro de roer!…
    .
    .
    .
    NOTA:
    Os ocidentais mainstream manipularam o povo mais estúpido do planeta (leia-se: ucranianos): uma oportunidade de pilhagem.
    .
    —> Os estúpidos ucranianos aliaram-se àqueles (leia-se ocidentais mainstream) que querem pilhagem (ocidentais a comprar a Ucrânia em troca de armas) e substituição populacional na Ucrânia («não há mão-de-obra suficiente para a reconstrução»).
    —> A Rússia não queria nem pilhagem nem substituição populacional… queria respeito pela herança dos sovietes:
    1-> o braço armado (leia-se NATO) do império das mentiras e das pilhagens (ex: prometeram que a NATO não se iria deslocar uma polegada para leste, a mentira da guerra do Iraque, etc etc) longe das fronteiras da Rússia.
    2-> embora integradas na Ucrânia, as regiões do leste da Ucrânia deveriam ser dotadas de autonomia: acordos de paz de Minsk1 e Minsk2.
    [nota: as regiões (russófonas) do leste da Ucrânia não foram dadas, pelos sovietes, à Ucrânia: foram dadas pelos sovietes, isso sim, foi à República Socialista Soviética da Ucrânia]

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