
Graças às grandes comemorações do 25 de Novembro, descobri a existência do Instituto Mais Liberdade, uma espécie de braço intelectual e propagandístico do chamado liberalismo português.
Na extensa lista de fundadores, temos Carlos Guimarães Pinto, Rodrigo Moita de Deus ou Pedro Mota Soares. Cecília Meireles é directora não executiva. João Miguel Tavares faz parte do Conselho de Curadores. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral é Adolfo Mesquita Nunes.
Entre outras actividades, o Instituto Mais Liberdade criou a exposição 25N, que estará presente em frente às câmaras de Lisboa e do Porto e em mais de 200 escolas. Se não estou em erro, a página 25n.pt também será da responsabilidade deste instituto.
A exposição tem como divisa «25N – A História que não te Contaram». A página exibe a frase «Não te contaram a história toda sobre a tua liberdade».
Qualquer uma das frases revela a mentalidade de quem vive (ou finge que vive) submergido numa teia de conspirações e de secretismo, teia que é preciso desfazer. A direita propaga há alguns anos a ideia de que as escolas estão dominadas por professores de esquerda e que os alunos não são mais do que uns vasos inertes em que docentes barbudos de todos os sexos despejam ideias de esquerda e comida de esquerda – os próprios professores de Educação Física obrigam toda a gente a rematar com o pé esquerdo e com a mão esquerda. As escolas estariam, portanto, cheias de gente estúpida: professores comicieiros e alunos sem vontade própria.
Quando, a propósito de História, leio frases como «toda a verdade», «a verdade escondida» ou «os factos que te querem esconder», lembro-me do alegado historiador José Gomes Ferreira e vou ler outra coisa, caso queira aprender História. Espanta-me (não espanta nada, estou mesmo a brincar), no entanto, que uma instituição tão interessada na verdade histórica não organize exposições sobre o 11 de Março de 1975 ou sobre a morte do padre Max (talvez o Instituto Mais Liberdade esteja à espera de 2026, para que haja um número redondo).
O que o Instituto Mais Liberdade está a fazer com o 25 de Novembro é propaganda e a propaganda faz parte da vida. As escolas devem mostrar a vida e podem e devem falar sobre ela.






À boa maneira estalinista o que me dá mais nojo é ver a nossa direita tuga a apagar a figura do Dr. Mário Soares do 25 de Novembro de 1975, quando fez mais ele sozinho do que eles todos juntos.
Basílio Horta: “Nunca se soube de onde vinham as armas, mas vieram”
Se a esquerda revolucionária respondesse ao 25 de Novembro, “estávamos organizados, com o PS à frente”, conta Basílio Horta, na época do CDS e hoje presidente da Câmara de Sintra
https://www.publico.pt/2023/11/25/politica/entrevista/basilio-horta-soube-onde-vinham-armas-vieram-2071485
O cartaz do 25N da CM Lisboa, para grande revolta da cambada esquerdalha do PS e seus aliados da geringonça, mostra o comício da Fonte Luminosa que o Mário Soares organizou!
Isso, isso, tenta disfarçar o engodo que caiu mal, não vá alguém levar-vos a sério.
Esses Imbecis neoLiberais são um monte de fachos disfarçados de blazer. No fundo são como os broncos do Chunga, mas comem de faca e garfo. Quanto à exposição, que a metam naquele sítio.
De que se lembra a JSD? Reconhecer a data com uma foto do criminoso de guerra Jaime Neves.
Viva a indocrinação do bem.
Cambada de mal agradecidos!
Não fora o 25N e muitos dentre vós, ou dos que vos pariram, iriam não muito depois conhecer a justa medida da vossa traição ao 25A.
Ui, ó mínimo, estás a defender o 25 de Abril? Ainda tens uma reacção alérgica, moço!
Ainda tu, presumido de merda, andavas de fraldas e já eu sabia do que se preparava para o 25A.
Sem bufar? Ninguém acredita.
Mínimo, tu sabias e não denunciaste? Afinal, não passas de um abrilesco degenerado!
Abrilesco és tu e a demais cambada, que de Abril extrais o renegar dos valores que fizeram a nação e, como todo o renegado, andas em busca de padrões no mercado do corretês esquerdalho de cada momento.
Camarada mínimo, já te juntaste ao instituto Mais Liberdade? Tu até sabes quais são os valores que fizeram a nação! De Abril extraio muita coisa, incluindo a de defender que pessoas como tu tenham todo o direito a dar opiniões – coisas do “corretês”, peço desculpa. Continua a tomar a medicação.
Pois temos todos de reconhecer que JgMenos e a sua devoção pela nação.
Com efeito, ela tem a máxima importância no seu quotidiano, já que segue uma rigorosa dieta, precisamente à base de nação.
Come flocos de nação ao pequeno-almoço, ao almoço vai um naco de nação assada, ao lanche nação torrada e um litro de tinto de Santa Comba (*), e ao jantar nação grelhada com molho de escabeche. A ceia é mais levezinha, composta por uns pastelinhos de nação e biscoitos de pátria (estes, para desenjoar).
O Menos nunca esqueceu o que o Oliveira da Cerejeira uma vez disse num seu discurso aos membros da Legião: “Temos de apertar o cinto! Não descansarei enquanto todos os portugueses não apresentarem aquela cintura fina que usam os sevilhanos”!
(*) Daquele que dava de comer a um milhão de portugueses. Nestas coisas, o Menos é muito solidário! Propõe-se até matar a fome a 5 milhões por dia, que é a capacidade do garrafão.
Eu sigo-vos com muito gosto, e aprecio muitos dos textos do António Ferreira Nabais, mas por favor sejam rigorosos nos vossos posts. Não podemos cometer o erro que tanto criticamos nos outros.
Eu também fiquei muito cético quando ouvi falar desta exposição. Mas em vez de criticá-la logo, optei por ir vê-la à Praça do Município, em Lisboa. E após vê-la, é fácil concluir que o António Ferreira Nabais não visitou sequer a exposição.
Primeiro, importa destacar que apesar da exposição ter como título “25N”, a maioria da exposição não fala do dia 25 de novembro, mas sim de tudo o que se passou após o 25 de abril na turbulenta transição democrática. Eu sou professor de história, e apesar de me opor a tanta celebração do 25 de novembro que quase faz esquecer o 25 de abril, tenho de reconhecer que genericamente a exposição aborda factualmente esse período histórico.
Tornou-se evidente para mim que o António Ferreira Nabais não viu a exposição, uma vez que há um dos painéis que é precisamente dedicado ao 11 de março.
Temos muitas razões para criticar a direita, mas por favor façamos com rigor. Continuação do bom trabalho!
Não foi só o António Ferreira Nabais. Eu, António Fernando Nabais, também não vi a exposição. Em parte nenhuma do texto está escrito que o fiz. Ainda bem que ficou evidente que não vi a exposição, portanto.
Assim, limitei-me a criticar as frases que servem de publicidade à exposição e à página (ou seja, escrevi sobre aquilo que vi). As frases, só por si, contêm um programa que já me merece censura.
Outro facto: o Instituto Mais Liberdade não organizou uma exposição comemorativa dos 48 anos do 11 de Março. É uma escolha tão legítima como preferir comemorar os 48 anos do 25 de Novembro. O facto de haver um painel dedicado ao 11 de Março confirma a importância que o Instituto Mais Liberdade dá a esta data, quando comparada com a que prefere comemorar.
O rigor da crítica (que não deixa de ser uma opinião minha, passível de discordância) assenta apenas, repito, na análise de duas frases e no facto de o Instituto Mais Liberdade não ter organizado outra comemoração e apenas esta.