Luís Montenegro, como todos os líderes partidários com assento na AR, aceitou o convite e as regras dos debates.
Agora, recusa-se a debater com Rui Tavares e Paulo Raimundo.
Ou seja: palavra dada não foi palavra honrada.
E sem surpresas, claro. Não é a primeira vez que acontece.
Mas isto levanta outra questão: se não podemos confiar na palavra de Montenegro em algo tão secundário como um debate que não decide nada, será que podemos confiar no que toca a acordos pós-eleitorais?
Não sabemos.
Mas o risco de termos uma desilusão no dia 11 de Março é elevado.
E não seria, de novo, a primeira vez.






Há fundadas expectativas na direita que em face das sondagens vindas a público, desta vez é que vai ser. Já cheira a pote. Com ou sem Chega, com ou sem Montenegro. Desengane-se quem pensar o contrário.
Neste novo contexto parece-me que eles não se importam com essa questão de caráter, se faltam a um debate que foi previamente acordado, pois toda a gente sabe que, a partir de 10 de Março, se a direita tiver mais um deputado do que a esquerda, e eu já estou a incluir nessa esquerda o PAN, haverá um governo da AD.
O 11 de Março de facto já foi uma data aziaga para o partido de Marcelo Caetano Recauchutado.
O azar foi para os desgraçados dos soldados que foram assassinados dentro das casernas do RALIS, pelo Sr major piloto aviador cunhado do Ramalho Eanes que com um T6 metralhou o RALIS
Se a “alternativa” é representada pelo dr. Luís Esteves, dr. André Ventura, dr. Rui Rocha, dr. João Melo, e o dr. Nuno Pereira, então mais vale deixar como está.
O Presidente Rui Rio afirmou relativamente ao estado em que o País se encontra – e mais uma vez com toda a razão – que «…o abismo é já ali…», por tanto, visto que a “alternativa” é igual à mediocridade e criminosidade do Partido Socialista e parceiros, então mais valia continuar a caminhar para o suicídio colectivo sem ter havido a necessidade desta crise política provocada pela Sr.ª Procuradora-Geral da República, Lucília Gago, e o Sr.º Presidente da República, Marcelo Sousa.
“O Presidente Rui Rio afirmou ”
A única coisa que Rui Rio fez bem enquanto à frente da Câmara do Porto, foi impedir a máfia do FCP de usar o Município como plataforma para a sua propaganda criminosa
Não quis sair da zona de conforto e discutir com quem não pode simplesmente chamar de histérica.
Aceitar regras não significa aceitar debater.