Portas, o futuro deputado que queria debater com os candidatos a primeiro-ministro

Seufert

Paulo Portas não gostou de ficar de fora dos debates televisivos. Não se compreende a indignação. Afinal de contas, os debates são para os candidatos a primeiro-ministro e Portas é apenas um candidato a deputado em busca de mais quatro anos de poder, mesmo que isso implique arquitectar um golpe que faça os juros da dívida disparar para níveis estratosféricos. Se Heloísa Apolónia não participa, porque raio há-de participar o número 2 da lista do PàF por Lisboa?

Se Portas quer tanto debater, faça-se um abaixo assinado para que a imprensa promova debates entre números 2 das listas por Lisboa de cada uma das forças em disputa. Ou um debate entre potenciais ministros dos Negócios Estrangeiros. Ou entre potenciais vice-primeiros ministros. Ou entre potenciais demissionários irrevogáveis que escrevem cartas de demissão sem valor absolutamente nenhum (proposta difícil de concretizar, não se conhece mais nenhum político que tenha tido a coragem de descer a este nível abaixo de lixo não-reciclável). Façam isso que eles “buerram-se” todos, seja lá o que isso for. Mas não misturemos as coisas. O CDS-PP de Portas é apenas um parceiro minoritário, perto do irrelevante, e o seu candidato a primeiro-ministro é do PSD. É o PEV de Jerónimo de Sousa liderado por um ser vivo sem coluna vertebral onde pululam Jacintos Leites Capelos Regos, destruidores de sobreiros ao serviço do gang Espírito Santo e operadores de submarinos. É um partido reduzido a mero anexo a tentar fintar a extinção. Lá chegaremos.

Eu vi o debate Hollande/Sarkozy

Eu vi o debate Hollande/Sarkozy. Eu vi Hollande seguro de si, em pose presidencial, encostar Sarkozy a um canto. Eu vi Sarkozy perder a compostura e chamar pequeno caluniador a Hollande. Vi chamar-lhe Pôncio Pilatos. Vi Hollande quase hirto, de braços cruzados sobre o peito, avançar argumento atrás de argumento enquanto Sarkozy se desmanchava na cadeira em sofrida incomodidade. Eu vi os olhos de Sarkozy buscando compreensão e socorro. Vi aquela série fulminante de estocadas “Moi, président de la république,…”. Vi a surpresa e admiração no rosto dos jornalistas face a Hollande. Eu vi que, para a Europa, não é indiferente a eleição de um ou de outro. Vi aquele a quem chamavam frouxo tornar-se forte e o dito forte afrouxar. Vi que ambos se passeiam com antigos cadáveres no armário. Eu vi.

E vi que, até para Portugal, é mais importante esta eleição do que uma qualquer eleição presidencial entre portas, mesmo que os portugueses possam pensar o contrário.  O senhor que se sentar no Eliseu vai determinar mais as nossas vidas do que quem quer que se sente em Belém. Eu vi o debate Hollande/Sarkozy e gostei mais da Europa a que Hollande se refere. Domingo, os franceses escolherão.


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Uma pausa no Clube Literário do Porto

O Clube Literário do Porto vai suspender a sua atividade a partir de 31 de Março por motivos de reestruturação de todos os serviços da Fundação Dr. Luís Araújo a que pertence.

Desde que abriu em 2007/2008 (penso), o Clube Literário do Porto foi, na minha opinião, um dos locais mais relevantes para todos aqueles que gostam de partilhar ideias e conhecimento, basta olhar para o seu calendário de atividades para o perceber.

Para além disso era uma casa que estava sempre disponível a todos os pedidos de colaboração que recebia, pelo menos eu sempre tive resposta positiva a pedidos para utilizar as instalações do CLP, fosse através da Campo Aberto ou da Associação de Cidadãos do Porto e que me permitiram organizar bem mais para cima de uma dezena de debates.

Também assisti a algumas edições do Cooltiva-te e algumas exposições e o Aventar também andou por lá.

Claro que imagino que manter uma infraestrutura daquelas em funcionamento deva ser caro, mas espero que o consigam porque fazem falta ao Porto.

O nosso Zé Mário que não é António nem Maria vai lá estar:

Por ocasião da celebração do aniversário do nascimento de Sá Carneiro, o Instituto Francisco Sá Carneiro organiza uma tertúlia – debate sob o tema «Sá Carneiro visto pelos outros», que irá ter lugar no Centro de Congressos da Alfândega, no Porto, pelas 19 horas do dia 19 de Julho. Hoje.
Qual a importância do legado pessoal e político de Francisco Sá Carneiro? Como o vêem hoje os que não pertencem à sua familia ideológica? Ou será que a dimensão de estadista e homem ultrapassa as fonteiras da ideologia?
Para conversar sobre este assunto estarão presentes no Centro de Congressos alguns representantes de conhecidos blogues de esquerda: Ricardo Santos Pinto (5 Dias), José Mario Teixeira (Aventar). Bruno Góis (Adeus Lenine), Tiago Barbosa Ribeiro (Kontratempos, Metapolítica, Blog De Esquerda, Simplex) e Tomás Vasques (Hoje Há Conquilhas).A moderação estará a cargo de Filipe Caetano (do programa Combate de Blogues, TVI24).
O nosso José Mário Teixeira (que não é António nem Maria, nem sei se suspira por semelhante :)) é um dos animadores de serviço. Por isso, nem sonhem em faltar!!!
A entrada é livre.
E se estivesse em Lisboa, não faltava a mais um PR After Work do nosso Rodrigo Saraiva. Uma coisa de outro mundo, em Lisboa, no ONE em Belém, a partir das 19h.

O mundo das crianças – guerras e debates – IV

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Os mais novos da família não conseguiam entender os desencontros dos mais velhos. Quem tinha mais família nas guerras de Europa, era a mulher do Engenheiro, bem como uma larga parentela no sítio em que estavam, em Valparíso, Chile , sítio em que estavam as indústrias, o comércio, as fábricas que eles tinham instalado ao começo do Século XX. No velho continente, duas guerras tinam começado: o levantamento das Forças Armadas na Espanha, contra a Segunda República desse reino. A primeira, tinha sido no Século XIX, contra a monarquia de Isabel II, quem teve que fugir para Itália com a sua corte. A bisavó e avó da mulher do engenheiro, iam nesse grupo. A Segunda República tinha começado com o levantamento popular contra Alfonso XIII, que já no governava, apesar de continuar a ser rei. Quem chefiava o país era o seu Primeiro-ministro, Miguel Primo de Ribera, com a protecção do Rei: as Cortes tinham sido abolidas e a Constituição não funcionava. Afonso XIII (nome completo: Alfonso León Fernando María Jaime Isidro Pascual Antonio de Borbon y Habsburgo-Lorena; Madrid, 17 de Maio de 1886Roma, 28 de Fevereiro de 1941) foi rei de Espanha entre 1886 e 1931. [Read more…]

Televisões condenadas a realizar debates, só falta os partidos quererem

Já se sabe que os pequenos partidos querem debater. Têm razão, sem debate nunca deixarão de ser pequenos partidos. A questão é se os partidos com assento parlamentar aceitarão o repto. Apesar da notícia dar um belo título, a não ser que algum dos grandes partidos surpreenda, é de crer que as televisões não terão muito que se preocupar.

em nome do pai, e do filho e do esp…

A criança traída. Canção sem Palavras.

A fórmula é conhecida no mundo cristão, seja ele Romano, Ortodoxo, Calvinista, Presbiteriano, Adventista, ou outro. É a fórmula usada no ritual de entrada de uma criança no mundo social. Tenho referido, noutros textos meus, que os seres humanos são inaugurados na interacção social, por meio de ritos. Rituais, nos quais a Igreja Romana é prolixa. Outras Igrejas têm apenas dois rituais de iniciação: o baptismo e o matrimónio. Eventualmente, os Presbiterianos a Ceia do Senhor ou Comunhão.
Confissão, apenas os Romanos e a Alta Igreja Anglicana ou High Church da Grã-bretanha, que Isabel I, teve o cuidado de guardar para si, para os seus pares e para o futuro. Para saber mais, é preciso ler os meus textos dedicados a esta temática, ou os textos dos cientistas da Religião, os que estudamos a Religião como uma instituição social, organizada pelos seres humanos, como definem Ludwig Feurebach em 1821,

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UM DEBATE ESCLARECEDOR SOBRE O PORTO

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NA TVI24
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Não tendo tido oportunidade de ver o debate anterior, estava com muita curiosidade em ver este. Uma hora de debate. Presentes cinco candidatos, representando cinco partidos.
A saber:
MRPP. BE, CDU, PS e PSD/CDS.
Durante essa hora fiquei a saber que a sra d Elisa, candidata pelo PS, quer ser Presidente da Câmara, aliás como todos os outros, e não aceita ser vereadora, no caso de não ganhar as eleições, do mesmo modo que o não aceita o actual Presidente, Rui Rio.
Fiquei também a saber que o sr Teixeira Lopes anseia sobretudo em ser vereador, coisa que ainda não é, e que pensa saber tudo sobre a cidade.
Ainda pude verificar que o candidato pela CDU, Rui Sá, sabe do que fala, conhece a gestão da Câmara de ponta a ponta, e sabe ser um vereador de oposição.
Vi ainda que o candidato do MRPP, não demonstrou qualquer capacidade para retirar algum voto a qualquer outro candidato, antes perdendo os poucos que as sondagens lhe dão, mostrando-se amorfo e não conhecedor da cidade. Talvez que estivesse nervoso, mas devido a isso, ou talvez não, teve menos de metade do tempo de qualquer outro, para falar.
Reparei que a todo e qualquer ataque, e foram muitos, o actual Presidente, Rui Rio, respondia com calma e serenidade, ganhando pontos a cada palavra.
Depois, uma situação caricata. Rui Sá e Teixeira Lopes, enveredaram pelo ataque cerrado à candidata pelo PS, Elisa Ferreira, que teve de se defender, e esqueceram o que deveria ser o principal alvo deles, Rui Rio, que do seu canto, “gozava” a paisagem.
Quando o debate entrou finalmente num ponto interessante, e quando o Presidente da Câmara explanava o seu ponto de vista, a hora acabou, e tivemos as alegações finais que foram tudo menos interessantes.
Com sessões de esclarecimento deste género, ninguém fica esclarecido. E mau por mau antes o que temos e conhecemos, se é que o que temos é mau, o que eu duvido.
E, as sondagens não mentem, pelo menos estas.

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JM
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LEITE – 5, SÓCRATES – 4

.MFL GANHA, POR POUCO

Empate técnico.
MFL, perdeu uma boa oportunidade de cilindrar JS.
O seu pouco traquejo em debates deste tipo, deu vantagem a ao ainda nosso Primeiro, nesse ponto.
Sócrates não perdeu votos, e Leite não os ganhou.
Ninguém ganhou com o debate.

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