Rui Pedro (vermelho) Brás (ou será Braz?)

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Em muitas páginas de facebook e nalguns blogues ligados ao meu clube, o FC Porto, são muitos os que atacam o jornalista/paineleiro Rui Pedro Brás (ou será Braz?). Estão a ser injustos. Passo a explicar:

O Sr. Rui Pedro Brás (ou será Braz?) é um conhecido benfiquista. Daqueles ferrenhos como o nosso Nabais. Bem, o nosso Nabais não merece, antes pelo contrário, que o insulte com semelhante comparação. Desculpa.

Continuando, o paineleiro/jornalista em causa anda pela TVI a oferecer as suas doutas opiniões. A opinião de quem, em 2013, escreveu o seguinte comentário nas redes sociais: “Mas o que eu quero mesmo é que o Benfica ganhe! Sempre! Com ou sem Aimar!” – 16 janeiro de 2013. A opinião de quem foi secretário técnico do futsal do Benfica durante dois anos. Ou seja, o que o distingue, por exemplo, de um Pedro Guerra? Nada. Só se for o tamanho da cintura.

Ora, atacar a personagem é injusto. Todos sabem que é um benfiquista. Quem deve ser o alvo do ataque é a TVI. Sim, a TVI. Por o ter como paineleiro? Nem pensar. Por estar a vender gato por lebre. É a TVI que passa (ou deixa passar) a imagem que o senhor é um paineleiro/comentador independente. É a TVI que dá tempo de antena a um suposto especialista em futebol que ontem, em directo e a cores, explica que o braço de Danilo (jogador do FC Porto) coloca em jogo o Éder (jogador do Lokomotiv) e por isso o golo não deveria ter sido invalidado. Upss, a lei do fora de jogo, no seu artigo 11, explica que, “As mãos/braços de todos os jogadores não são considerados para a marcação de um fora de jogo”. Ou seja, a culpa não é do rapaz, é de quem o escolheu, de quem lhe dá tempo de antena e de quem o vende como “independente”…

 

Tensão no Prolongamento

José Pina chamou-lhe animal, Pedro Guerra levantou-se da cadeira e foi pedir explicações ao sportinguista, o ambiente ficou ainda mais tenso e o país ficou em suspenso, perante a possibilidade de uma cena de pancadaria em directo. Pobre Sousa Martins, espero que lhe paguem muito bem para aturar este circo. Mas, como dizia o outro “é disto que o meu povo gosta”!

Raríssima impunidade

Quando o jornal Público deu conta de que as principais IPSS de Vila Nova de Gaia eram totalmente controladas por assessores, familiares e amigos de autarcas da cidade, destacando o facto de a própria mulher do presidente da Câmara ser vice-presidente de uma das principais instituições de solidariedade social do concelho e ter visto o seu salário aumentado 390% em apenas cinco anos, Vítor Rodrigues , actual presidente do Conselho Metropolitano do Porto, veio clamar contra a “cabala” e a “campanha negra”, pedindo aos santinhos, jurando inocência e assegurando absoluta transparência nas relações entre o Município e as IPSS em causa. Dias depois o jornal publicava os documentos que desmentiam o autarca e dava notícia de que uma auditoria tinha sido pedida ao Ministério tutelado pelo Dr. Vieira da Silva. Até hoje.

A impunidade, juntamente com os impostos, é uma das poucas certezas que os cidadãos da República podem ter sobre o governo do seu país. Tudo parece acabar em gavetas sem fundo, onde o tempo cumpre a tarefa de fazer esquecer uma realidade já impossível, contudo, de disfarçar – Portugal é um país com índices de corrupção apenas comparáveis aos de impunidade, e uma parte significativa dos seus recursos são sorvidos pelo poço sem fundo deste tipo de crime, cada vez mais descarado.

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Um capitalista também chora

O presidente executivo da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, parece não estar conformado com o negócio que envolve a Altice e a TVI, duas empresas privadas, pelo que exige ao Estado que intervenha no sentido de impedir a venda da estação de televisão ao grupo que também já comprou a PT.

Um dos mais importantes e bem sucedidos representantes do Capitalismo português, em vez de agir como um capitalista e fazer uma oferta de valor superior pelo negócio – afinal, isso é que é a livre concorrência – decide ir chorar para os ombros do Estado, o monstro marinho que uma vezes é um empecilho ao livre funcionamento do mercado, outras um pai protector que vem ralhar aos outros meninos que jogam melhor à bola.  Assim qualquer um pode ser empresário.

Bom, não é bem qualquer um. É alguém que consegue misturar na mesma notícia a eleição para a presidência do Eurogrupo e a Legionella.

Feicebuque Sic Notícias

Porque é que a repórter da TVI mentiu escandalosamente em directo?

Fotomontagem via Os truques da imprensa portuguesa

O caso já tem alguns dias e remonta à tomada de posse dos novos ministros e secretários de Estado do executivo Costa. Em tempos não muito longínquos, teria passado por entre os pingos da chuva, pelo menos para significativa parte da opinião pública. Felizmente, existem hoje uns tipos perigosíssimos, que dão vida a um projecto chamado Os truques da imprensa portuguesa, que teimam em não dar descanso ao embuste jornalístico, o que é refrescante no seio de uma sociedade que se depara diariamente com factos alternativos, criados com objectivos tão distintos como gerar receitas ou manipular a opinião pública para benefício de certos e determinados indivíduos e sectores.  [Read more…]

Banif, TVI e Altice

Fotografia: Vítor Rios/Global Imagens@DN

Não passou muito tempo desde o estranho caso da estação televisiva que criou artificialmente o pânico sobre uma instituição bancária, que atravessava um momento de particular vulnerabilidade. Dita estação, curiosamente, era propriedade de uma empresa que tinha como accionista de referência uma outra instituição bancária, maior e mais poderosa, interessada em engolir o pequeno e fragilizado concorrente.

Como seria de esperar, porque estamos em Portugal, paraíso à beira-mar plantado onde vale quase tudo, o truque funcionou, seguindo-se uma avalanche de levantamentos e fecho de contas, fragilizando ainda mais a pequena instituição que acabaria por ser adquirida, por meia dúzia de patacos, pelo predador proprietário da TV incendiária, que aguardava calmamente na penumbra. [Read more…]

Para quê criar um novo banco quando podem usar a TVI para destruir um já existente e comprá-lo a preço de saldo?

Em 2015, o grupo Altice passou pela quermesse de Passos Coelho e levou a PT, por um simpático valor que rumou, na sua quase totalidade, para o Brasil. Para isso e para pagar dívidas que a meritocracia capitalista – leia-se boys & girls do regime – nos deixou de herança, como forma de agradecimentos pelos milhões em bónus que lhes pagamos ao longo dos anos. Maravilhas da boa nova liberal.

Dois anos volvidos, a Altice adquiriu hoje uma posição maioritária na Media Capital, acumulando assim o controle da MEO com o da TVI, o canal português que se encontra no patamar de sensacionalismo e parolice imediatamente anterior ao do Correio da Manha. [Read more…]

Crónicas do Rochedo XVIII – Incêndios, uma tragédia portuguesa

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No dia em que Portugal assistiu a uma das suas maiores tragédias colectivas escrevi, na minha página no facebook: “Nesta hora triste da nossa história colectiva aqueles que, como eu, não são “especialistas” devem remeter-se ao silêncio. E deixar quem sabe fazer o seu trabalho. É a melhor forma de respeitar quem está no terreno a trabalhar e quem está a ser vítima desta calamidade nacional“.

Já passou o tempo suficiente para o silêncio. Agora, mais a frio, vamos procurar uma análise política. Melhor dito, ao comportamento político dos agentes da dita.

Deve a Ministra demitir-se? O Governo de António Costa é culpado? De quem é, politicamente, a culpa?

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Que abutres! 

As emissões televisivas à volta da desgraça humana atingem actualmente patamares de causar nojo. A TVI conseguiu dar mais um passo em direcção à fossa.

A/c da Direcção de Informação da TVI

[Luís Galrão]

Sei que não gostam de lições, mas considerem este gesto apenas uma dica (uma das várias tentativas nas últimas horas, dado que a monitorização das redes – a par da verificação – não será o vosso forte).
Aqui fica: boa parte deste conteúdo (tenho dificuldade em chamar-lhe notícia) não corresponde à realidade: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/imagens/nasa-mostra-incendio-em-pedrogao-grande-visto-do-espaco .

Explico: 2 das 3 fotos são de arquivo, uma de 2010 e outra de 2016. E os incêndios alegadamente em curso no Gerês são imaginários. Deixo-vos os links:

Foto de 2010: https://visibleearth.nasa.gov/view.php?id=45225 ou

https://earthobservatory.nasa.gov/NaturalHazards/view.php?id=45225

Foto de 2016: https://visibleearth.nasa.gov/view.php?id=88552 ou

https://earthobservatory.nasa.gov/IOTD/view.php?id=88552

Imagens de satélite do incêndio de Pedrógão (e de outros das últimas horas): https://go.nasa.gov/2sEM0Sf .

Se precisarem de lições de técnicas de verificação, estou ao dispor.

Inimigo Público? Não…TVI24

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(Via página de facebook de Miguel A. Pinto)

Estimada TVI: o programa já é mau demais. Menos abuso, sim?

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A TVI tem um daqueles programas de Domingo à tarde, foleiro que dói, que as autarquias portuguesas pagam couro e cabelo – com o alto patrocínio dos nossos impostos, claro – para ser transmitido a partir das suas localidades. Quando a coisa está no ar, dá a impressão que a estação, genuinamente interessada em promover os mais recônditos cantinhos do nosso país, decidiu rumar a São Jorge da Morrunhanha e partir à descoberta dos bolos da Dona Raquel, das laranjas do Sr. Fernando ou do artesanato da avó Odete, mas não, não é nada disso. Pagam-lhes e eles vão lá, carregados de Marias Leais e de outros talentos maiores da música portuguesa, e a localidade pouco ou nada ganha com isso. Despesismo inútil para quem paga, um belo negócio para quem comercializa. [Read more…]

Fidel, o alentejano

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Jornalismo cinco estrelas e três quartos. A TVI com o directo dos pobres, os que não têm dinheiro para o avião.

“O lugar onde eu fiquei”

“O lugar onde eu fiquei”, uma grande reportagem de Catarina Canelas, com imagem de João Franco e edição de imagem de Miguel Freitas – TVI.

Clique para ver: O lugar onde eu fiquei (parte 1)

Acabou

Antes de terminar o concurso escrevemos o que tínhamos a dizer sobre o Prémio Blogs do Ano. Obrigado aos que apoiaram o Aventar e parabéns aos vencedores.

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Gala Blogs do Ano

Entrevista da TVI a António Costa

Na entrevista da TVI ao Primeiro-Ministro António Costa, nem uma pergunta sobre Cultura. Nem uma sobre a Educação ou a Língua, ou a Diáspora, ou o Mar, ou as Árvores, ou o Campo.
Nada.

Só quiseram saber das taxas.

Entrevista de António Costa à TVI

Irrepreensível.

Prémio blogs do ano – Aventar

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Terminou a votação | Conhecer o Aventar

Os resultados serão anunciados a 27/10/2016. Ver também: todos os posts sobre o concurso.

Blogs do ano

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Termina amanhã a votação do público na primeira edição do concurso “Blogs do ano”, pelo que é uma boa altura para se fazer um balanço, antes de serem conhecidos os respectivos resultados.

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Amigos, amigos, postas à parte

Ora vejam lá se não é de subscrever, integralmente, esta “posta dos nossos adversários de momento.” Só por isso já merecem ficar em segundo.

Votai no Aventar, sff.

É só um pequeno lembrete.  Gratias vobis ago.

As finais são para se ganhar

Confesso. Gosto de estar na frente.

E, como lei de vida, uma frase que me acompanha desde 1904 – é melhor ganhar do que perder.

Mas, há finais e finais. Uma coisa é jogar com o Rio Ave e outra é receber o Copenhaga, que, depois dos derrotados em Madrid será, manifestamente, a equipa mais forte da champions deste ano.

Só que esta final é para ganhar – nas meias-finais o palco está dividido com outras três equipas, que, de tão óbvias teriam entrada directa no discurso contra os mouros ou, num registo mais intelectual, depois da penhora da sanita, nós só queremos o Lopetegui a arder.

Imaginei, há muitas luas atrás, que o Aventar poderia ser muitas coisas, mas parceiro de finais destes três, nunca… Jamais, em tempo algum.

Poupadinho? TeamLewis?

Mas, têm a certeza que é esta a categoria?

Palpita-me que o autor de tais classificações deverá ter ajudado o Antero Henriques a escolher os reforços azuis ou então escreve os discursos do Bruno de Carvalho. Apostaria nesta última.

Bom, basicamente, ninguém entra em campo para perder – excepto os lesados do NES: Nuno Espírito Santo. Por isso, não tenho intenção de largar o primeiro lugar até ao fim da liga, embora a diferença seja feita pelo treinador e, nessa área, temos nada mais, nada menos do que o special one do superior. Sim, meu caro JJC, nem imaginas como adorei voltar a escrever sobre bola no Aventar. É um gosto tão grande puxar por todo o teu mau feitio, por toda a tua azia nas derrotas que te acompanham. É bom ver-te perder e poder adivinhar que depois da última, outras se seguirão.

Portantus pá, puxa aí da tua caneta e mesmo que possas vir a recorrer à assinatura de qualquer um dos incompetentes escribas azuis que por aqui andam, incluindo os das camadas jovens, nem penses em faltar a esta provocação. Os vermelhos, como bem sabes, querem o acordo em todo o lado. Ou em lado algum. São meninos para exigir que, um dia destes, o JJ faça uma conferência de imprensa em português, imagina tu. Sim, com os vermelhos não podemos contar porque de bola, percebem bola – como o Luis Filipe Vieira, aliás.

Em todo o caso, há por aqui gente azul que, devidamente picada era capaz de nos levar ao título, na tal meia final contra os talões do continente e a startup com putos americanos no cabeçalho. Pancada no adversário sempre foi uma marca da tua escrita – lembras-te daquele dia em que os jogadores do Porto correram atrás de um arbitro? Foi neles que me inspirei para escrever este parágrafo.

Mas, verdadeiramente, o que eu queria escrever é que tenho muitas saudades tuas. E, contigo vamos ganhar!

 

 

Prémios Blogs do Ano – Aventar nomeado para a categoria “Política, Economia & Finanças”


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Votar no Aventar | Conhecer o Aventar

O Aventar foi nomeado para votação no “Prémio Blogs do Ano”, na categoria “Política, Economia & Negócios”.

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PSD domina comentário político na televisão

A análise do Laboratório de Ciências da Comunicação do ISCTE-IUL aos comentadores «residentes», nas televisões em Portugal revela que o partido com mais comentadores e que, simultaneamente, são militantes partidários é o PSD:

A análise realizada encontrou 27 espaços de comentário «fixo» de militantes partidários. O PSD tem 11 espaços de comentários fixos, o PS tem 7, o BE tem 4, o CDS-PP tem 3, o PCP e o L/TDA [ Livre/Tempo de Avançar] têm um cada. [European Journalism Observatory, 12 de Maio de 2016]

 

Espaços de comentário televisivo

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Portas-Engil

PP

Meu caro Paulo, nunca, como hoje, o partido precisou tanto de ti.

Telmo Correia, 18/12/2015

Bateu-se pela renovação do seu irrevogável cargo de vice-primeiro-ministro mas, feitas as contas legislativas, começou a tratar da transição para o privado assim que pôde. O CDS-PP precisava dele, no partido como no Parlamento, mas Portas não surpreendeu e olhou, como sempre fez, pela sua vidinha. Cortou o cordão umbilical democrata-cristão, deixando os medíocres à sua sorte, seguiu para a vice-presidência da CCIP, aceitou o convite para o comentário político no TVI e agora, na senda de outros grandes vultos do bloco central, segue para a função da moda entre os ex-governantes público-privados: consultor. Ao serviço de quem? Da Mota-Engil. Alguém disse Jorge Coelho? [Read more…]

A isenção jornalistica da TVI

TVI

Capturado pela agenda ideológica da esquerda radical“.

Tenham medo, tenham muito medo…

via Os Truques da Imprensa Portuguesa

O adeus de Portas aos medíocres

PP

O patriota que se vendeu por um cargo e um ministério prepara-se para dar ao país mais uma prova do seu patriotismo abandonando as funções para as quais foi eleito, poucos meses após as Legislativas, provando assim que o seu interesse passava, exclusivamente, por governar. Para estar entre os medíocres, ou é para mandar ou não vale a pena perder mais tempo. Segundo noticiou hoje a imprensa portuguesa, a TVI será a próxima casa do irrevogável.

Será um excelente reforço para o ministério da propaganda, refém de jotas e académicos bafientos da escola liberal-fascista, um mestre do soundbite que se poderá agora demitir sem risco de subidas vertiginosas nos juros da dívida. Pessoalmente, penso que encaixaria melhor num CM ou naquela coisa híbrida à qual Pedro Marques Lopes um dia chamou “a Fox News portuguesa“, mas a TVI não me parece uma má escolha. Um dia glorioso para o sensacionalismo.

Miguel Sousa Tavares VS Expresso. No Expresso…

MST

Já passaram algumas semanas desde o início do escândalo Panama Papers. A imprensa portuguesa envolvida na investigação – Expresso e TVI – promete, semana após semana, revelar os nomes dos mais de 240 portugueses envolvidos neste caso. Até ver revelaram meia dúzia de indíviduos secundários ou caídos em desgraça. Onde andam os nomes dos ex-ministros e do ex-presidente avançados pela TVI? Que é feito dos restantes nomes anunciados durante dias em manchetes do Expresso? Estarão a seleccionar quem poupar e quem sacrificar? Vai daí, o Miguel Sousa Tavares decidiu dar um toque ao Expresso nas páginas do próprio Expresso. Pode ser que resulte.

Imagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

A conspiração Banif

JT

Em Dezembro de 2015, lancei aqui uma pequena conspiração, envolvendo a venda do Banif a preço de saldo e os interesses do Grupo Prisa, dono da TVI e parcialmente propriedade do Banco Santander, que ganhou a corrida pelo banco insular. Hoje foi a vez de Jorge Tomé, o último presidente do Banif, que interrogado pela comissão política de inquérito ao caso Banif, decidiu alinhar nesta conspiração.

Não me entendam mal: bem sei que com banqueiros, sempre cheios de truques, todo o cuidado é pouco. Mas não é mentira nenhuma que, na sequência do anúncio da TVI, os clientes do Banif entupiram os balcões e, num ápice, retiraram do banco perto de mil milhões de euros, martelando desta forma mais alguns pregos no caixão do banco do jardinismo. [Read more…]

Pagamento da factura: a influência do AO90 na pronunciação

Neste vídeo, encontrado na página dos Tradutores contra o acordo ortográfico, podemos ouvir uma jornalista a emendar a pronunciação da palavra “factura”: quando se preparava para fechar o A pretónico, foi socorrida pela memória e ainda conseguiu reabrir a vogal, como se o C diacrítico e etimológico ainda lá estivesse. No fundo, uma pessoa, agora, para articular correctamente algumas vogais tem de imaginar consoantes.

O fechamento de vogais é uma das consequências do AO90. Nos verdes campos da ilusão acordista, alguns garantem que a realidade não existe; outros desejam que a memória fonética permita manter a pronunciação.

Já sabíamos que o AO90 não originou uniformização ortográfica, mantendo umas diferenças e criando outras. Como se isso não bastasse, ainda poderá contribuir para o aumento de diferenças de pronunciação: efectivamente, onde brasileiros e portugueses abriam as mesmas vogais, o AO90 poderá conseguir, ainda, mais algumas separações. Continuamos a pagar a factura.