O glifosato e a morte das abelhas

As abelhas têm estado a morrer sem que se conheça a causa. Porém, um estudo realizado por investigadores da Universidade de Texas, em Austin, vem lançar alguma luz sobre o assunto. De acordo com os resultados obtidos, o glifosato destrói bactérias específicas dos intestinos das abelhas, expondo-as a infecções bacterianas mortais.

Imagem: Alterações na composição do microbioma intestinal de abelhas após exposição ao glifosato (fonte)

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Proibição de pesticidas que matam abelhas

abelha

Os governos, no caso europeu também as instituições supra-nacionais, sofrem geralmente de legislalite aguda, uma doença que os faz criar leis para tudo e mais alguma coisa, dia sim, dia não, num afã inconsequente de parecer que trabalham muito e controlam tudo.

A legislação ridícula e absurda acumulada é sinal de que nunca perceberam uma coisa muito simples: salvo raríssimas excepções é preferível lei nenhuma a uma má lei. Nem os liberais mais couraçados escapam, quando no poder, a esta doença viciante – normalização disto, regulamentação daquilo, proibição daqueloutro e por aí fora.

No meio de tanta tralha legislativa, lá surge uma vez por outra uma lei importante. É o caso da proibição de pesticidas que matam abelhas, decidida agora pela Comissão Europeia, contra a posição de lóbis poderosos e bem infiltrados nos círculos políticos. [Read more…]

O voto das abelhas

Na freguesia de Cabril, concelho de Castro Daire, a manhã foi também marcada pelo boicote às legislativas. À entrada da sala de voto foram colocados cartazes onde se pode ler “EN225” e “não ao voto” e o acesso à mesa de voto foi tapada, tendo sido colocadas abelhas no interior das instalações.

Há um Portugal assim; precisa do dia das eleições para dizer: estou aqui, não tenho estrada, não tenho médico, protesto todo o ano e ninguém repara, estou muito longe, os jornalistas só por aqui passam em busca do pitoresco, mas existo, também sou Portugal.

Enquanto houver um Portugal assim haverá boicotes em dia de ir a votos. Votam contra o silêncio. Desta vez com o zumbir das abelhas.