O cabrão brochista anónimo e assessor socratesiano típico está fartinho de disfarçar e atenuar o facto cristalino de Sócrates ter gamado em comissões, directa ou indirectamente, centenas de milhões de euros ao Estado, parte dos quais foram colocados em offshores em nome de familiares seus: vem no Correio da Manhã, tipifica o modo de contornar todas as eventualidades próprio dos variadíssimos corruptos impunes, imunes, intocáveis, protegidos, que temos por aí. O cabrão brochista anónimo e assessor socratesiano típico disfarça retoricamente o mais que possa que Sócrates se rodeou de escroques e meliantes, pelo menos nas onerosas assessorias, como a do cabrão brochista anónimo e assessor socratesiano típico «Luís, estou bem assim ou assim?» para vender chouriços de patranha e optimismos fode-contribuinte, pelas TV, homilias rascas pelas TV, sermões gesticulatórios de encher, pelas TV, e assinar contratos comissionistas com empresas amigas, bancos amigos, contratos esses que lesaram o País em milhares de milhões de euros e destruíram o desafogo fiscal das próximas gerações. [Read more…]
Bufos (II)
A denúncia hoje feita no CM, informando o resto do mundo daquilo que estávamos fartos de saber, que sim, que parte da equipa governamental é paga para dar apoio ao blogues governamentais, encerra algumas questões interessantes sobre as quais me apetece opinar.
Primeira: é legítima a utilização de meios do estado para fazer passar a mensagem governamental?
Não devia ser mas é. Para todos os efeitos os governos têm assessores cuja missão consiste nisso mesmo, e nunca ninguém se abespinhou por tal. Haverá aqui assessorias que o não são para a comunicação social, e alguns gastos mínimos do orçamento do estado, mas isso são amendoins, como dizem os anglo-americanos: qualquer câmara mais municipal e menos corporativa gasta o décuplo por mês em publicidade a si própria. Não me escandaliza, desde que os envolvidos nunca tenham tido a lata de criticar a célebre central de comunicação santanista. O argumento muito usado nestes dias de que os outros também fizeram não é um argumento, é uma tolice, ou começamos todos aos tiros uns aos outros porque outros também já o fizeram.
Segunda: é correcto dentro de uma coisa chamada netiqueta que num debate político um dos lados tenha subterraneamente as assessorias todas de que precisa, sem o referir explicitamente?
Não é, mesmo que a netiqueta seja uma entidade vaga, e feita de pouco mais que senso comum. O leitor, e o problema está na recepção, tem o direito de saber que fulano escreve isto ou aquilo baseado na fonte x ou y. Servir de mero testa de ferro fica logo mal a quem o faz. Acresce que ao contrário do que alguns neófitos tentam defender o anonimato na net é uma prática de putos e de imbecis, neste caso de quem assinando com pseudónimo tenta fazer dos outros parvos.
Terceira: neste caso concreto a denúncia vinda de alguém que esteve no blogue oficioso da campanha do PS é bufaria? [Read more…]






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