A defesa de Pedro Passos Coelho

Há duas linhas de defesa a serem usadas quanto ao tiro nos pés que Passos Coelho deu em si mesmo. 

A primeira é que ele não mentiu. Foi induzido em erro e cometeu uma gafe. Poderíamos discutir se quem propaga uma mentira estará ou não a mentir, mas nem precisamos de por aí entrar. Passos Coelho afirmou que soube de um suicídio por “notícia particular”, que terá recebido de “pessoa de família”. Acreditando nas declarações de João Marques, que afirmou ter sido ele a levar Passos Coelho ao engano, então houve uma mentira factual e intencional. Assunto arrumado.

A outra linha de defesa é a relativização, pela afirmação de que Costa também mentiu. Apesar de não seguir atentamente tudo o que se diz, não me surpreende que assim seja. Mas este é um argumento que apenas serve para controlo de danos, procurando desviar a atenção do essencial: a mentira de Passos e a precipitação ao tentar tirar dividendos políticos da desgraça alheia. 

Como já antes referi, continuem assim que Geringonça agradece. 

Síntese, antítese e tese

“A mentira, na Política, é inevitável. Sejamos sérios.”
José Miguel Júdice, TVI, 15 de Fevereiro de 2017

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Mentir. 

Infelizmente, hoje em dia, politica e mentira são pleonasmos e,  ao afirmar isto, quase que estou a citar o deputado João Almeida, do CDS.

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Neste assunto da CGD/Centeno, terá havido algum tipo de mentira, isso já se percebeu há muito, seja pela omissão, seja pelo recurso a factos alternativos.

É motivo para uma comissão de inquérito, abertura de telejornais, conferências de imprensa e comunicados do Primeiro-Ministro e do Presidente da República?  Obviamente que não. E se for preciso enquadrar, vejam-se os anteriores posts desta série, sobre a mentira na política, para se comparar entre o que pede PSD e CDS agora e o que fizeram quando foram governo – essas sim, enormes mentiras e com consequências para o país. Já esta lengalenga com o Centeno  só o interesse em destruir a mantém na agenda.

Enoja mais a atitude hipócrita de quem anda com moralismos a pedir a demissão do ministro, depois do exemplo que deram, do que a mentira branca de Centeno. E o povo vai mostrando o que pensa disto. “O outro queria era o tacho sem mostrar o vencimento”, ouvi há dias comentarem. Ninguém sairá a ganhar desta triste novela. E, paradoxalmente, parece ser esse  o ganho de Passos, que acha que ganha quando o país perde.

Nota: sequência de posts agendada no dia 15. A ver vamos se a realidade não os atropela. 

Mentir? 

A mentira foi o que esteve na base de não se tratar do BANIF quando tal era menos grave, para não estragar a chamada “saída limpa”.

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“Estou consciente que tempo adicional foi repetidamente dado para que o banco [BANIF] endereçasse os problemas.Isto foi motivado por considerações de estabilidade financeira e, recentemente, por considerações de não colocar em perigo a saída do país do Programa de Ajustamento Económico.” Margrethe Vestager, Membro da Comissão Europeia, 12 de Dezembro de 2014

Preto no branco, a Comissária afirma que o problema do BANIF não foi resolvido para não estragar a saída limpa (mais detalhes). Em causa também estiveram cartas, mas estas foram as enviadas pela CE sobre o BANIF e que o anterior governo ignorou, com dolo.

Mentir? 

Mentir foi afirmarem que existiu uma “saída limpa”, quando o que existiu foi um embuste

Os problemas da banca não foram resolvidos; a meta do défice nunca foi atingida; a dívida pública continuou a aumentar; e as reformas estruturais não existiriam. 

Mentir? 

Mentir é isto:

Haja decoro. Não foi uma carta. Foi um mandato inteiro assente numa descarada mentira.

Tens a certeza que queres dar lições de honestidade ao Centeno, Passos?

ppc

Concordo com o Bruno Santos: “Se o Ministro das Finanças não mentiu, deve encerrar-se o assunto e seguir em frente. Mas se mentiu, deve sair. Um alto responsável público não pode mentir“. Tão simples quanto isto. Um alto responsável público deve ser à prova de bala, íntegro, honesto e transparente. Se quem nos governa não possui estas qualidades, estamos tramados.

E é exactamente por pensar assim que não percebo o descaramento de Pedro Passos Coelho, que por estes dias afirmou que Centeno “está muito fragilizado” porque “faltou à verdade aos portugueses”. Das duas, uma: ou o líder do PSD passou quatro anos e meio muito fragilizado na liderança do governo, o que explicaria muitas argoladas, ou não tem um pingo de vergonha na cara. Olha que a internet não perdoa, Pedro. [Read more…]

Quem é esta gente?

A primeira notícia, da RTP, é total e premeditadamente falsa. As outras são todas verdadeiras.
Quem é esta gente que nos anda a informar?

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Não alinham em encenações. Só em embustes.

Por força das circunstâncias, calhou gramar grande parte do dia com um canal do militante n. 1 do PSD, a SIC Notícias, o qual se entreteve a passar em modo cíclico um vídeo qualquer de Passos Coelho e um outro de um qualquer clérigo.

Achei engraçado o do homem que não tira o pin da lapela, como se este tapasse um hipotético buraco por onde possa escapar o último sopro de poder, à semelhança de um balão remendado. Nesse vídeo, o subtítulo, que soa a combinado, não fosse o mesmo nos foicecoisos e nos pasquins, mais oficiosos ou mais oficiais, lia-se que não alinham em encenações. Talvez tenha razão, pois um embuste não é uma encenação, mas lembrei-me do que os pafiosos fizeram no Verão passado, só para não ir mais longe.

Já pode ver qual é a fatia que lhe cabe (por agora) do imposto que lhe está a ser cobrado a mais. Se o ano terminasse em Junho, segundo as contas do simulador do Governo, as famílias iriam receber cerca de 100 milhões de euros – com a sobretaxa a baixar de 3,5% para 2,8%.

Não alinham em encenações! Um par de estalos nas fuças e só se perdiam as que caíssem no chão.

Trumpetes, as cornetas que aspiram chegar ao som do clarim

Pergunta-se porque é que metade da população americana acreditou em fantasias como a participação de Hillary Clinton em rituais satânicos? Pois a resposta é simples, o tempo vertiginoso da mentira é imbatível e é isso que valoriza os trumpinhos, quanto mais extravagantes melhor. Olhe à sua volta em Portugal e veja como eles estão tão deslumbrados com Trump, acham que chegou a sua hora.

Reconhecê-lo seria péssimo

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O Expresso mente. Podia antes escrever, para soar menos severo, que o Expressso cometeu um erro ou que foi impreciso. Tendo em conta que quem o escreve, a jornalista Joana Nunes Mateus, tem insistido em fazer do Expresso uma espécie de segundo Observador, a conclusão mais provável é mesmo a inicial. Contrariamente ao que diz o título do artigo linkado abaixo, a economia portuguesa não cresceu no 3o trimestre à boleia das exportações. Mais de metade do crescimento do PIB é explicado pela procura interna, sendo decisivo o contributo do consumo privado. Claro que reconhecê-lo seria péssimo para quem precisa muito que se mostre que a estratégia da devolução dos rendimentos falhou. Mas esse não é suposto ser o papel de um “jornal de referência”, pois não?

Ricardo Paes Mamede

Reconhecê-lo seria péssimo. Como é que se justifica uma coisa destas aos devotos do culto catastrofista? É desta que o Diabo foge de F-16 para a Roménia. Sem impacto no crescimento do PIB.

Entretanto, na Marktest.

Imagem via Os truques da imprensa portuguesa

A circunstância da aldrabice

MM

A propósito desta esclarecedora posta que encontrei n’Uma Página Numa Rede Social, lembrei-me da indignação do deputado Miguel Morgado há uns dias, a propósito do erro do DN na entrevista de Pedro Passos Coelho. Parece que a palavra “roubou” foi injustamente atribuída ao líder do PSD. O que Costa fez foi derrubar a legislatura, não roubá-la. Acho que devemos um pedido de desculpas ao antigo primeiro. Eu pelo menos devo. Desculpa Pedro, estive mal. Perdoas-me ou tenho que puxar do teu historial de embustes pelos quais nunca pediste desculpa ao país? [Read more…]

Como bater no fundo: a mentira de Passos e a revolta dos abanadores de bandeiras

PPC

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Exposta mais uma mentira de Pedro Passos Coelho, vários foram os seus apoiantes que vieram a terreiro tentar contrariar os factos, com aquela indignação tão ternurenta de quem não perdoou uma aldrabice ao seu antecessor mas que está sempre preparado para negar, com unhas e dentes, todo e qualquer embuste do comandante. Um abanador de bandeiras será sempre um abanador de bandeiras.

Para aqueles que acham – ou foram enganados pelos abanadores – que o virtuoso Passos Coelho não mentiu, sugiro uma vista de olhos à fotogaleria do DN ou uma visita ao insuspeito Observador[Read more…]

Pedro Passos Coelho volta a mentir ao país

O presidente do PSD Pedro Passos Coelho no XXIV Congresso da JSD, 1 maio 2016, em Batalha. PAULO CUNHA/LUSA

Ou este sujeito não aprende, ou toma-nos a todos por abanadores de bandeiras com meio neurónio. Não haverá um assessor com dois dedos de testa que lhe explique que a acção e as declarações de um ex-primeiro-ministro são exaustivamente registadas?

Em declarações à imprensa sobre a inauguração do Túnel do Marão, Pedro Passos Coelho afirmou, ipsis verbis, o seguinte:

Mesmo que eu fosse primeiro-ministro, coisa que hoje não sou, e a obra fosse inaugurada amanhã, eu não estaria lá. Porque nunca estive em nenhuma obra de inauguração enquanto fui primeiro-ministro, nem de estradas, nem de autoestradas, nem de pontes, nem de coisa nenhuma.

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Foda-se, Passos. É preciso não ter um pingo de vergonha na cara

Passos a fumar SG Gigante

É o regresso da versão mentiroso-compulsivo. Em poucos minutos (segundos?) de declarações à TSF, Pedro Passos Coelho conseguiu mentir tantas vezes que chega a não parecer real. E o mais ridículo é que nem precisava de ter entrado por aí. Bastava-lhe ter dito que a ida de Maria Luís Albuquerque para a Arrow era legal, que a senhora ainda está em condições para um dia liderar o PSD ou governar e que gosta muito dela. E não dizia mais nada. Fazia o seu papel, a malta do partido ficava toda contente com a vinda a terreiro para defender a pseudo-Margaret Thatcher e ficava bem na fotografia da imprensa tutelada pelo ministério da propaganda. [Read more…]

Os boatos

boatosA  palavra “ boato “ pode significar várias coisas como o diz que disse; notícia cuja fonte não é conhecida e sem fundamento; mexerico; dito maldoso que se espalha pelo boca a boca; mentira, conversa infundada; atoarda.

Porém a origem da palavra “ boato “ aparece como o dito que do boi só não se aproveita o berro, que vem do latim ” boatus “ que significa “ mugido, berro do boi “.

Não é que com estes ” boatus “ descubro coisas sobre mim que nem eu próprio sabia!

Porque nunca me conseguirão calar

“Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.”

Sophia de Mello Breyner Andresen

Marcelo, o coerente

Se há personagem lusa que sempre mostrou ao que vinha, essa pessoa foi Marcelo.

Diz o candidato-que-faz-de-conta-que-está-morto: “Privilegiar a Escola Pública é um erro.”

Acrescenta ainda a suprema inteligência do candidato-que-faz-de-conta-que-está-morto que a FENPROF manda no MEC.

Diz que a Liberdade de Escolha é fundamental e subscreveu a aposta de Nuno Crato no ensino Privado.

Agora quer ser Presidente da República. martelo

Ora, não podia ser mais coerente. Há quem o acuse de ser incoerente. Eu discordo. Este senhor é a coerência em pessoa, com direito a foto e tudo, no dicionário ilustrado, algures ali pela letra c.

Ele defende que o dinheiro do povo seja colocado nas escolas privadas. Eu defendo que o dinheiro seja usado para valorizar a Escola Pública.

Ele defende que a Escola Pública, estando maior, está pior. Eu escrevo que a Escola Pública, atendendo à forma como o PSD a tratou, até está muito bem.

Coerências à parte, quando eu for candidato a Presidente irei continuar a defender a Escola Pública. Ele, sendo um não-candidato, mantém a coerência e defende quem o financia.

Por isso, caro leitor, já sabe: se defende o desinvestimento na Escola Pública, seja coerente, vote Marcelo

Passos em debate… Com Passos

Não há nada como a memória. (por Vargas)

Taxa de desemprego em JUN 2011 foi 12.1%

desemprego 2011

A imagem supra mostra duas coisas. À esquerda pode-se ler o tweet do Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, onde este reclama com o Wall Street Journal quanto aos números do desemprego. À direita está a nudez dos factos, copiados directamente das estatísticas oficiais publicadas pelo INE.

Em primeiro lugar, há a questão do Sec. Estado estar objectivamente a mijar fora do penico, já que, como se constata, a sequência de tweets nada ter a ver com assuntos europeus. Mais um caso em que a boiada usa o assento no estado para promover propaganda partidária.

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Ofensa? Mas é preciso mandar-lhe o vídeo “2010-2011: Pedro Passos Coelho em campanha”?

Estado da Nação: Acusado pelo PS de mentir, Passos lamenta recurso à ofensa. E foram só os primeiros 6 meses.

Quão fáceis somos de enganar?

http://www.dailymotion.com/video/x2plmnv_asdf_auto?start=5

Num país onde a maioria dos responsáveis políticos ilude e mente aos seus concidadãos, descobrir que existe mais uma senhora versada nas artes do oculto – seja lá o que isso for – não me choca nem surpreende, até porque o que não falta por aí são embustes com búzios e cartas e “professores” com nome de guerreiros africanos e hábitos ocidentais. Tal como tantos dos nossos políticos, vender ilusões e fabricar realidades absurdas é coisa que lhes assiste e que, infelizmente, vem também a ser legal.

O que me choca é que esta senhora, de seu nome Maria Helena, tenha tempo de antena na SIC para – espero que estejam bem sentados – usar a sua varinha de condão. De resto uma estreia total na televisão: até ali, Maria Helena só tinha autorização para usar os seus poderes mágicos em Hogwarts mas dizem as teorias da conspiração que o professor Dumbledore poderá ter metido uma cunha ao Balsemão no último encontro Bilderberg.

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A metáfora abjecta

Para construir uma mentira à volta do que foi a sua governação,  o PSD inventou a metáfora do xarope – deve ter dado conhecimento ao CDS por SMS, a forma oficial para a coligação comunicar.

“O objectivo que temos é o de vencer a doença, não é o de perguntar se as pessoas durante esse processo têm febre ou têm dor ou se gostam do sabor do xarope ou se o medicamento que tomam lhes faz um bocado mal ao estômago ou qualquer outra coisa, quer dizer, se os efeitos secundários de todo o processo por que se passa valem ou não valem a cura” [Passos Coelho]

A acção é concertada, isto é, não se trata de mais um improviso de PPC. A ministra das finanças já usou os mesmos termos e a caixa de ressonância Observador e respectivos blogs que fazem pandā vão justificando a sua razão de ser papagueando a propaganda.

Eis, portanto, a mensagem infantilizada que o governo pretende usar para comunicar com os portugueses até às eleições. É uma metáfora abjecta, baseada em mentiras repetidamente desmontadas,  que procura mover a discussão do plano sério, onde seria impossível esconder os danos causados ao país, para o imaginário da fantasia e da realidade alternativa.

É uma forma de fazer política que dá asco e que procura tratar os portugueses como crianças. Cabe a estes fazer-lhes o que se fazia às crianças que se portam mal: um par de estalos e orelhas de burro.

Nota: Em vez de seguir esta estratégia comunicacional para contra-argumentar (o tal remédio que mata), acabando por a validar ao jogar no campo do inimigo, devia a oposição mostrar que os portugueses não são crianças. Afinal de contas, ninguém gosta de ser rebaixado e o argumento virar-se-ia contra os próprios, tornando-se inútil a propaganda associada. Mas isto digo eu, que não sou pago para ser cabecinha pensadora.

A mentira deliberada de Paula Teixeira da Cruz

Paula

Foto@José Sena Goulão/LUSA

Depois do sucesso mediático que foi a palhaçada do caso Citius, Paula Teixeira da Cruz está de volta com novo episódio de incompetência, fraude e desculpas esfarrapadas. Desta vez, o jornal Expresso revela que a ministra foi apanhada a manipular dados sobre a pedofilia para justificar a criação da polémica lista de abusadores. Teixeira da Cruz alegou que a taxa de reincidência entre pedófilos rondava os 80%. Contudo, os números dos serviços prisionais apontam para uma taxa bastante menor, na ordem dos 18%. Não restam dúvidas: a ministra mentiu. Deliberadamente.

A mentira deliberada é uma marca registada deste governo. Passos mentiu para ser eleito, Portas mentiu para reforçar o seu poder, Paula Teixeira da Cruz mentiu para forçar a criação de uma lista que, mais do que os hipotéticos efeitos práticos, serviu para desviar atenções e manipular os sentimentos exacerbados que caracterizam a discussão em torno deste problema. Reformulando a célebre frase de Pedro Passos Coelho, como é possível manter um governo em que vários ministros, incluindo ele próprio, mentem?

Duarte Marques, um anti-sistema de contos para crianças

Pedro e Duarte

Em mais um artigo anti-tudo o que mexe à esquerda do bloco central, Duarte Marques afirma hoje que a não ascensão, em Portugal, de partidos anti-sistema se deve ao facto de serem os partidos da coligação, PSD e CDS-PP, os partidos anti-sistema em Portugal.

Ora bem, não sei se isto se integra nas palestras de propaganda barata que profere perante o seu leal exército repleto de abanadores de bandeiras e trepadores sociais, e aí tínhamos esta idiotice chapada explicada, ou se o deputado “velho dos tempos da união Nacional” caiu e bateu com a cabeça, tendo ficado cerebralmente afectado.

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“PSD diz que Tsipras mente”

Não sei se Tsipras mente. Mas sei que o PSD mentiu – disso não existem dúvidas.

A propósito de contos de crianças – ele fez as contas

Passos diz que não será preciso cortar salários nem fazer despedimentos: O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou, este sábado, que fez as contas e está em condições de garantir que não será preciso cortar salários nem fazer despedimentos para consolidar as finanças públicas portuguesas.” Foi apenas há 4 anos.

Bate leve levemente, como quem troça de mim

Será droga? Será esquizofrenia? Esquizofrenia não é certamente, e a droga não bate assim

Maria “vai com as outras” Passos Coelho

Passos expresso(fotografia@Expresso)

Falando perante um auditório maioritariamente composto por potenciais boys e assessores lambe-botas, Pedro Passos Coelho não perdeu a oportunidade de polir os neurónios dos seus soldadinhos de chumbo reunidos em congresso. Entre outros malabarismos vocabulares a que nos vem habituando, das mentiras calculadas que usou em campanha para iludir os portugueses ao ridículo que foram as suas inúmeras gaffes relativamente ao caso Tecnoforma, o primeiro-ministro disse este fim-de-semana aos seus mais destacados abanadores de bandeiras que “Nós (eles) não vivemos em fantasias”. Ninguém diria, pelo menos a julgar pelo vídeo recentemente tornado público pelo PSD, repleto de fantasias e mentiras, ou se tivermos em conta a fantochada que nos tentam vender relativamente ao falso milagre da queda do desemprego, principalmente agora que o Banco de Portugal, liderado pelo insuspeito (pelo menos na São Caetano) Carlos Costa, nos revelou que os números do governo foram falseados pelo estratagema dos estágios profissionais convertidos em empregos para efeitos estatísticos. Penso que estamos esclarecidos quanto às fantasias e quanto ao quão básico é este primeiro-ministro e os insectos parasitas que rondam as suas fezes.

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Apetece-me recordar

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Artigo publicado durante a campanha eleitoral das legislativas de 2011

Isto é só para recordar a condição de flagrante mentira como arma política por parte deste governo. Não é novidade nenhuma? Pois não. Mas é verdade. E, é bom não esquecer, é sobre este prisma que tudo o que este governo diz deve ser lido.