As manhas de um Correio

CM

O BE entregou no Parlamento três projectos de resolução onde recomenda ao governo o fim das portagens nas auto-estradas A4 (Porto/Quintanilha-Bragança), A24 (Viseu/Chaves) e A25 (Aveiro/Vilar Formoso), defendendo que tais medidas contribuirão para aliviar as pressões sociais e financeiras sobre Viseu e Vila Real, dois distritos economicamente deprimidos. Importa recordar que as três estradas nasceram como vias sem custos para o utilizador.

O jornal com mais tiragem do país achou que, parafraseando a minha fonte, assim dava mais estrondo. E dá. Dá porque os jihadistas anti-esquerda adoram partilhar estas coisas e, de hoje para amanhã, o BE é um partido irresponsável que quer acabar com as portagens em todas as auto-estradas deste país, privando assim o Estado de uma importante fonte de receita. Porque são demagogos. Porque são populistas. Porque são despesistas. Porque querem entregar tudo aos funcionários públicos, esses nababos. E assim se cria um boato que dará a volta ao mundo das redes sociais, transformando-se em verdade absoluta para alguns. Acontece todos os dias. Nada de novo.

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1.300 milhões euros/ano – parcerias.

Neste momento pagamos só em parcerias público/privadas 700 milhões de euros/ano. A partir de 2012 passaremos a pagar 1.300 milhões de euros /ano!

Esta é a factura das tais obras sem custos para o Estado, que durante anos nos andaram a vender. Começou, a ideia genial, com Guterres e fez caminho nos governos seguintes perante a indiferença de todos nós. Então com Sócrates até dói a mentira mil vezes repetida, que os grandes investimentos se pagam , faz-se agora paga-se depois, o velhinho de Bruxelas paga, tudo grátis, está aí a factura.

Ser  o país com mais autoestradas por metro quadrado custa dinheiro, fica muito caro alimentar as construtoras com ciclos de obras públicas cada dez anos.

E agora paga-se como? Com o empobrecimento da população, com mais impostos, congelar vencimentos e pensões, cortar nos subsídios sociais, arrefecer a economia reduzindo a procura interna, correndo o risco de entrarmos em recessão…

Há três meses atrás o grande desígnio de Sócrates era lançar as grandes obras públicas…

Homem de Estado, visionário, estadista…