Assunção Cristas decide chafurdar na lama

pigmud

Assunção Cristas quer mostrar serviço e, na falta de alternativas viáveis entre os órfãos de Portas, atirou-se de cabeça para a corrida eleitoral à câmara de Lisboa. Das duas, uma: ou consegue um resultado melhor que o conseguido por Portas em 2001 (7,59%), ficando automaticamente elegível para canonização, ou esbardalha-se com violência e regressa à base, enfraquecida mas sem grande risco de perder a liderança do partido que, a julgar pelas últimas internas, mais ninguém quer. Existe ainda a possibilidade de obter o apoio de Passos Coelho, que sem um candidato de peso para apresentar à capital, parece agora refém da líder do CDS-PP. E, com o apoio do PSD, não será muito difícil conseguir um resultado melhor que a humilhação a que a Pàf lisboeta foi submetida em 2013. [Read more…]

Lixo jornalístico II

CM

Estamos a alertar os cidadãos dos EUA para o risco de possíveis ataques terroristas em toda a Europa, visando grandes eventos, pontos turísticos, restaurantes, centros comerciais e meios de transporte”, pode ler-se no comunicado do governo norte-americano, citado pelo site Independent.

O drama, a tragédia, o horror. Tenham medo, tenham muito medo…

As manhas de um Correio

CM

O BE entregou no Parlamento três projectos de resolução onde recomenda ao governo o fim das portagens nas auto-estradas A4 (Porto/Quintanilha-Bragança), A24 (Viseu/Chaves) e A25 (Aveiro/Vilar Formoso), defendendo que tais medidas contribuirão para aliviar as pressões sociais e financeiras sobre Viseu e Vila Real, dois distritos economicamente deprimidos. Importa recordar que as três estradas nasceram como vias sem custos para o utilizador.

O jornal com mais tiragem do país achou que, parafraseando a minha fonte, assim dava mais estrondo. E dá. Dá porque os jihadistas anti-esquerda adoram partilhar estas coisas e, de hoje para amanhã, o BE é um partido irresponsável que quer acabar com as portagens em todas as auto-estradas deste país, privando assim o Estado de uma importante fonte de receita. Porque são demagogos. Porque são populistas. Porque são despesistas. Porque querem entregar tudo aos funcionários públicos, esses nababos. E assim se cria um boato que dará a volta ao mundo das redes sociais, transformando-se em verdade absoluta para alguns. Acontece todos os dias. Nada de novo.

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Punir o Empobrecimento Ilícito

O Correio da Manhã iniciou uma campanha que visa criminalizar o enriquecimento ilícito.

Compreendo o alcance, mas parece-me insuficiente. Eu proponho punir o empobrecimento ilícito quando causado por grandes instituições e governantes.

Alarga-se o leque e pugna-se por um país mais decente.

José António Saraiva ao CM – é isto que entope o PGR ?

"Não falimos por um milagre"

 

  José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’, revela ao CM que o

  Governo o pressionou para não publicar notícias do Freeport e que

  depois passou aos investidores.

 

  Correio da Manhã – O ‘Sol’ foi coagido pelo Governo para não publicar

  notícias do Freeport?

 

  José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de

  pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não

  publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se

  resolviam.

 

  – Que problemas?

 

  – Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já

  tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não

  pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do

  Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi

  interrompida.

 

  – Depois houve mais alguma pressão política?

 

  – Sim. Entretanto tivemos propostas de investimentos angolanos, e

  quando tentámos que tudo se resolvesse, o BCP levantou problemas.

 

  – Travou o negócio?

 

  – Quando os angolanos fizeram uma proposta, dificultaram. Inclusive

  perguntaram o que é que nós quatro – eu, José António Lima, Mário

  Ramirez e Vítor Rainho – queríamos pa-ra deixar a direcção. E é quando

  a nossa advogada, Paula Teixeira da Cruz, ameaça fazer uma queixa à

  CMVM, porque achava que já havia uma pressão por parte do banco que

  era totalmente ilegítima.

  E as pressões acabaram?

 

  – Não. Aí eles passaram a fazer pressão ao outro sócio, que era o José

  Paulo Fernandes. E ainda ao Joaquim Coimbra. Não falimos por um

  milagre. E, finalmente, quando os angolanos fizeram uma proposta

  irrecusável e encostaram o BCP à parede, eles desistiram.

 

  – Foi um processo longo…

 

   Foi um processo que se prolongou por três ou quatro meses. O BCP,

  quase ironicamente, perguntava: "Então como é que tiveram dinheiro

  para pagar os salários?" Eles quase que tinham vontade que entrássemos

  em ruptura financeira. Na altura quem tinha o dossiê do ‘Sol’ era o

  Armando Vara, e nós tínhamos a noção de que ele estava em contacto com

  o primeiro-ministro. Portanto, eram ordens directas.

 

  – Do primeiro-ministro?

 

  – Não temos dúvida. Aliás, neste processo ‘Face Oculta’ deve haver

  conversas entre alguns dos nossos sócios, designadamente entre Joaquim

  Coimbra e Armando Vara.

 

  – Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?

 

  – Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare–se

 que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o

  controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao ‘Diário

  Económico’ quando foi comprado pela Ongoing – houve uma mudança de

  orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de

  condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva.

  E no processo ‘Face Oculta’, tanto quanto sabemos, as conversas entre

  o engº Sócrates e Vara são bastante elucidativas sobre disso.

 

  – Os partidos já reagiram e a ERC vai ter de se pronunciar. Qual é a

  sua posição?

 

  – Estou disponível para colaborar.

 

 

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