“O dia deu em chuvoso”, escreveu Álvaro de Campos. Num tempo soturno, melancólico, deprimente. “Tempo de solidão e de incerteza / Tempo de medo e tempo de traição / Tempo de injustiça e de vileza / Tempo de negação”, diria Sophia de Mello Breyner. Tempo de minhocas e de filhos da puta, digo eu. Entendendo-se a expressão como uma metáfora grosseira utilizada no sentido de maldizer alguém ou alguma coisa, acepção veiculada pelo Dicionário da Academia e assente na jurisprudência emanada dos meritíssimos juízes desembargadores do Supremo Tribunal da Justiça. Um reino de filhos da puta é assim uma excelente metáfora de um país chamado Portugal. Que remunera vitaliciamente uma “sinistra matilha” de ex-políticos, quando tudo ou quase tudo à nossa volta se desagrega a caminho de uma miséria colectiva irreversível.
Tempo de minhocas e de filhos de meretriz
02/11/2011 by Autor Convidado
Filed Under: política nacional, sociedade Tagged With: armando vara, Ângelo Correia, carlos melancia, cavaco silva, Dias Loureiro, Duarte Lima, filhos da puta, godinho, joaquim ferreira do amaral, jornal de barcelos, josé sócrates, luis manuel cunha, minhocas, zita seabra






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