Há cem anos, morria um escritor que poderia ter sido ainda maior: Fialho de Almeida. De comum com Eça tinha o dom da observação social, embora preferisse retratar o povo, enquanto a escrita queirosiana se debruçou mais sobre a burguesia. De resto, Fialho não se preocupava com finuras e aquilo que em Eça podia ser um véu eufemístico, em Fialho era crueza. Se aquele escandalizou pelos temas, este não hesitou em fazer passar a língua portuguesa pela sarjeta, especialmente em Os Gatos, a sua obra mais conhecida. Aqui, é possível ler uma belíssima biografia do autor.
À laia de homenagem, fica um dos meus excertos preferidos, retirado da compilação felina: “O violoncelista Sérgio num café da Mouraria”: [Read more…]









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