Modern Times

Modern Times

Modern Times. Uma representação dos tempos modernos tão relevante em 36 como agora. Além disso é um excelente filme! Página IMDB. Legendado em Português (clique no CC).

O youtube, a televisão indiana, os direitos de autor, Charles Chaplin, uma tv indiana e eu

O ano passado fiz esta montagem vídeo para o 1º de Maio, um mashup, ou seja: misturei imagens e música a partir de duas obras que não são minhas.

Uma, o filme Tempos Modernos, é do domínio público. A outra, a Engrenagem do José Mário Branco (que afirmou ser “filosoficamente contra o próprio conceito de direito de autor em qualquer arte”, como de resto sendo o grande artista e pessoa inteligente e civilizada que é não podia deixar de ser), numa versão dos Corpo Diplomático, feita em 1979 e que não está disponível no mercado.

Uns dias atrás recebo um mail do youtube: alguém tinha reclamado direitos de autor sobre o vídeo. E quem? a Amrita TV, uma televisão indiana por satélite, cabo e ip. [Read more…]

Hoje dá na net: Charlie Chaplin – A Quimera do Ouro

Charles Chaplin com Mack Swain e Tom Murray

Ficha IMBD

Legendado.

Hoje dá na net: Charles Chaplin – O Grande Ditador

Com Charles Chaplin, Jack Oakie, Reginald Gardiner e Paulette Goddard

A grande parábola ao nazismo, um dos filmes mais inteligentemnte pacifistas de sempre.

Ficha IMDB

Hoje dá na net: O Garoto de Charlot

The Kid é um filme de 1921, escrito, produzido, realizado e interpretado por Charles Chaplin, que também compôs a banda sonora. No início do filme, surge uma frase que resume tudo aquilo a que o espectador está sujeito: “A comedy with a smile–and perhaps a tear”. Há quem diga que é difícil não rir e não chorar, ao ver esta obra-prima. Há quem diga que é impossível. O vídeo que está mais acima é o primeiro de quatro. Para ver os restantes três, basta clicar em “Continuar a ler”.

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A máquina do tempo: há 32 anos…

Não gosto do Natal. Não sou crente, pelo que a face religiosa da quadra nada me diz. É a festa da família, dizem. A minha família, felizmente, não precisa de dias especiais para se reunir, nem de datas certas para manifestarmos o nosso amor e estima uns pelos outros. Porém, não consigo fugir totalmente aos tentáculos deste polvo comercial que, em Dezembro, esbraceja para sacar às pessoas em geral, crentes ou não, tudo o que possa. E depois é o sortilégio da comida – não gosto do Natal, mas adoro alguns dos acepipes que lhe estão associados. Contradições…

E assim, todos os anos nos reunimos na ceia da noite de 24 ou no almoço do dia 25. Em 1977, eu, minha mulher e os filhos, com os meus pais, estávamos à mesa, embora já tivéssemos almoçado. Eu ainda fumava e estava a contas com uma cigarrilha, acompanhado pelo meu pai que só fumava em ocasiões especiais e se encarregava de um puro. A televisão estava ligada, com o som desligado, e ninguém estava a dar-lhe atenção. Começaram a dar filmes e fotografias do Charlot e pensámos que era mais um programa natalício. Como todos, dos mais novos aos mais velhos, éramos seus admiradores, subi o som. Então percebemos – Charles Chaplin tinha morrido. O lugar-comum «o mundo ficou mais pobre» teve aqui total cabimento. Sem Charlot, o mundo ficava mesmo mais pobre.

charlie-chaplin

Charles Spencer Chaplin Jr., nasceu em Londres em 1889. Os seus pais Charles e Hannah Harriette Hill, eram ambos artistas de music-hall. Chaplin viveu, pois, num ambiente teatral desde o berço. Em 1900, com apenas 11 anos, conseguiu um papel cómico na pantomima Cinderela no “London Hippodrome”. Em 1903 participou em “Jim, a romance of cockyne”, seguiu-se o seu primeiro trabalho regular, como Billy, o ardina, em Sherlock Holmes, um papel que representou até 1906. Resumindo, Charles nunca teve outra profissão senão a de actor.

Chegou aos Estados Unidos da América em 1912 integrado na companhia de Karno. Um dos seus colegas era Arthur Stanley Jefferson, que se viria a tornar conhecido como Stan Laurel, o «Estica» da famosa dupla «Bucha e Estica». O produtor Mack Sennett, contratou Chaplin. Em 1919, fundou a United Artists com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith. Apesar de o sonoro ter surgido em 1927, Chaplin só o usou no final da 1930. Tempos Modernos foi sonorizado, embora praticamente não tivesse diálogos. Chaplin, numa das cenas finais, canta num restaurante uma canção totalmente em mímica, onde os versos não significavam nada pois a personagem representada por Charlot não sabia a letra. Uma cena inesquecível.

O Grande Ditador (The Great Dictator, 1940), de que se mostra um fragmento no final deste texto, foi o seu primeiro filme com diálogos. Era uma sátira a Adolf Hitler e ao nazismo, filmada e lançada nos Estados Unidos um ano antes da entrada do país na Guerra. O papel de Chaplin era duplo: o de Adenoid Hynkel, clara alusão ao nome de Hitler, e o de um barbeiro judeu. Quando tomou conhecimento do Holocausto, Charlie lamentou ter brincado com o regime nazi, pois com o horror não se brinca

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