Faz por estes dias 40 anos que participei pela primeira vez numa campanha eleitoral. Não foi bem uma campanha eleitoral, perante a total ausência de democracia a CDE desistiu de ir às urnas, mas aproveitou-se a possibilidade para se fazerem algumas coisas, como reuniões e ter uma sede aberta, sempre deu para alguma acção contra o fascismo marcelista (abertura e primavera, o raio que vos parta, ó revisionistas).
Ainda não me cansei. Gosto de campanhas, em particular de autárquicas. É certo que a democracia que vivemos é muito relativa (o meu amigo, e vejam lá, concorrente por outra lista à mesma Assembleia de Freguesia, José Gabriel, já aqui deixou uns exemplos do jogo viciado que uma comunicação social tipo a voz do dono alimenta), mas ainda é uma democracia, os votos são contados sem chapeladas de maior e todos podemos concorrer.
Da minha opção e de como a vejo um princípio da resistência organizada que à esquerda temos de construir, já aqui falei. Fazendo o balanço da campanha repito-me: muito positivo. Uma candidatura que recebe como o único ataque dos seus adversários ser do Bloco de Esquerda tem a vida facilitada, a verdade é como o azeite basta olhar para as listas para ver como isso é uma rematada tolice. Mesmo com o boicote do mais velho jornal diário da aldeia, no Domingo contam-se os votos e outras contas se farão. Mas aproveito para duas notas pessoais. [Read more…]







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